Coleção pessoal de RafaelZafalon

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Verdades são tão inofensivas quanto facadas!

Os olhos são portas, ora abertas, ora fechadas.

Pudica é vírgula entre versos - não prova dos frutos e não aparenta contragosto.

Meu sonho é nunca deixar de sonhar!

Abandone o peso do passado, aventure-se à leveza do futuro!

Os embriagados por ilusões são contadores de lágrimas!

O segredo do sucesso é esboçar o futuro!

Convidar-lhes ao questionamento existencial, o ofício do escritor.

Tocai aos semblantes que lhe dedicam olhares lúcidos, profundas janelas para a alma.

Dilacerar sonhos é retroceder na evolução humana.

Na universidade da vida, o tempo leciona as lições que não são compreendidas com leveza.

Rebobinar as injúrias ditas é como dar rosas aos cães famintos.

Em momento algum permita-se usar-se sob justificativa do esquecimento de amores passados.

O ganancioso é ilustrador do almanaque das ilusões.

Atente-se aos falsos arrependimentos bravejados, do ocaso à aurora, não teças sonhos em exíguos fiapos.

Não é ato, é tato.
Não é ilusão, é satisfação.
Não é tempo, é momento.
Não é usufruir, é sentir.

“Velejador, não tenhas medo! Eis-me cá, Flácido, o primogênito de Adamastor, regador deste mar de lágrimas.”

Preze pelos olhares doces e sorrisos sinceros sob a aurora.

Não se agarre aos pequenos fiapos de esperança insensata.

Corresponda aos olhos que vislumbrarem nas imperfeições estéticas o desejo, que não se cala pela insignificância dos detalhes superficiais.