Coleção pessoal de testeteste123
"Pare de olhar para as ferramentas de hoje. Pense nos problemas que, se resolvidos, fariam a história separar o 'antes' e o 'depois' da sua empresa."
"Estamos na fronteira de uma nova economia. Quem tiver a coragem de inventar o futuro terá o privilégio de financiá-lo."
"Se você tivesse recursos ilimitados, qual sistema fundamental da sociedade você redesenharia hoje para torná-lo mais justo e eficiente?"
Na profundidade, é que a sua intensidade se expressa
Não suporta fingimento, pois tamanha é a sua espontaneidade; então, para fazer valer cada momento, ela não costuma perder o seu tempo onde não encontra profundidade, evitando um possível arrependimento ou o dissabor do desgaste.
Sua essencialidade entende que desfrutar apenas de um divertimento passageiro não é o bastante, exceto se for profundo, verdadeiro e naturalmente marcante de um jeito que cause aqueles pensamentos que fazem reviver certos instantes.
A sua intensidade não se expressa diante de sentimentos rasos, em lugares desgastantes, mas não deixa de estar em constante atividade no seu íntimo: na força da sua integridade, no calor dos seus instintos, no sabor da sua personalidade e no seu amor inconfundível.
"Os recursos mundiais são limitados, mas a nossa capacidade de criar tecnologias de regeneração é infinita. Por onde vamos começar?"
"Não escolha entre fazer dinheiro e fazer o bem. Os maiores mercados da história foram criados para salvar ou elevar a nossa espécie."
"Quando você alinha um modelo de negócios rentável com a cura de uma dor global, o lucro não é apenas uma meta, é uma métrica de impacto."
"A verdadeira riqueza trilionária virá de quem conseguir democratizar o acesso à abundância, não de quem restringir recursos."
"Qual é a tecnologia que, se alcançada, tornaria obsoletos os maiores desafios que enfrentamos hoje?"
"O mercado de um trilhão de dólares não está em vender o que já existe, mas em resolver um problema que hoje consideramos 'impossível'."
Eis que faço a minha confissão. Ó meu caro amigo, bem sabes que minha loucura tem asas e não cabe na casa. Escrevo versos contidos, hinos à natureza e ao amor, mas minha mente tem mil voltas e arduamente tento educar minha insanidade que quer gritar obscenidades e clamar pela justiça e a liberdade com sons histéricos e canções insandecidadas de minhas mãos já conhecidadas. Mas tranco minha loucura com grades de ferro e espero que ela morra de inanição. Se eu pudesse falar tudo que eu penso, não restaria pó sobre pó, porque eu sou mais do eu mesma e meu ser não conhece o limite do céu. Escrevo versos educados, mas minha boca quer comer o mundo e regugitar outro planeta. Sim, sou louca, e não posso me ofender com a verdade se meus dedos digitam acorrentados. Não quero assustar o mundo, nem acordar os passarinhos, mas vivo enclausurada em mim mesma, calculando os meus passos e não há margaridas nem begôneas que me contenha. Tenho palavras na boca que não podem ser ditas. Como eu seria livre se eu pudesse me expressar realmente quem sou. Mas não quero que me joguem novamente no calabouço, esse pouco ar que eu respiro me é sagrado e meus poemas são falseados se eu quero extrapolar todos os limites, mas respiro longamente e me limito. Sei que eu nunca poderei ser eu mesma, que a educação sempre calará minha garganta. Mas do amor eu sinto eu não minto, essa é a única verdade dos meus versos cabaleantes, adornados por palavras que desconheço, porque minha sinceridade é do tamanho da minha loucura e seu amor foi a única sanidade que me restou. Não espero ver sua face novamente, bastam-me as lembranças e já tenho metade do céu. Quem ousaria declarar sua insanidade assim tão cruamente? Vivo em uma linha tênue entre a razão e a loucura, mas se te amo há tanto tempo, bem sei que meu amor é verdade e sobrevive heroicamente sobre minha oscilação. Já não me importa mais quem sou, se tristemente vivo o que esperam de mim. E eu queria gritar no sol da tarde até acordar as estrelas e difamar o universo. Morre minha loucura na minha constante educação. E você continua como esperança em forma de canção. Que Deus ouça minha oração.
Se um dia as pessoas que eu quero bem se forem, eu não me esquecerei. Quando me afastei o quanto pude, houve uma hora tranquila em que, ao me inclinar sobre uma flor, ouvi tua voz. Não me digas que não, porque te ouvi falar. Falaste daquela flor no parapeito da janela.
— Lembras-te do que disseste?
— Primeiro, dize-me o que julgaste ter ouvido.
Tendo encontrado a flor e afugentado uma abelha, inclinei a cabeça e, segurando-lhe a haste, escutei. Julguei ter captado uma palavra.
— Qual era? Chamaste-me pelo nome?
— Ou disseste apenas: "Vem"?
Ouvi ao debruçar-me. Talvez tudo tivesse nascido apenas em meu pensamento; talvez nenhuma voz houvesse atravessado o silêncio. Ainda assim, respondi ao chamado.
— Pois bem, então eu vim.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo. Publicamente demonstram tristeza, mas no íntimo não se sabe. Rosnavam contra ti todos os dias a tua passagem. E agora te acabaste. Louvam-te e deixam-te à margem.
Os outros, que te choraram em silêncio e em verdade — o rapaz em mocidade, o humilhado, o desprezado, o ferido, e o pobre — aqueles que jamais deveriam esquecer, já não se lembram mais.
Onde estão os que te amavam? Sob que nome agora se abrigaram? Onde repousam os exércitos de perdidos que um dia choraram sobre tua face?
Seus nomes são uma centena de heróis de alto brilho; numa centena de brancas águias tornaram-se os filhos de teus filhos. O fervor com que um dia sonhaste é o mesmo que lhes consome as asas. A valentia que incendiava tua alma permanecia a serviço do homem.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo, e o barro também age. Dorme, ó bravo coração, ó sábia criatura que acendeu a chama.
Porque viver na humanidade é muito mais do que viver num nome.
Viver na humanidade é muito mais do que viver num nome. Há um pássaro entre as colinas e as folhas são pequenos peixes amarelos nadando no rio. O pássaro faz rasantes e ofusca o rumor das folhas do vento. Viver na humanidade é muito mais do que viver um nome. Voa grande águia.
Sou um micélio experienciando ser humano, mas já fui borboleta, baleia, raia jamanta e até uma ameixa. Infinitas são minhas possibilidades!
Quando, acima dos canteiros, o prado, impressentido, o largo oceano ergue seu vulto, e margaridas libertas já não são apenas flores, mas cor e movimento, ou a imagem talvez do próprio movimento, ao passo que o mar, envolvido, se inclina docemente, a árvore sobre seu tronco. Que isso seja esquecido como uma flor, ou como o fogo de áureo gorjeio que ninguém já relembre. É bom, amigo, o tempo que nos traz a velhice. Que os males sejam esquecidos para todo o sempre. E se alguém perguntar, dize, foi esquecido há muito, muito tempo, como uma flor, um fogo, uma surda pegada, numa neve esquecida há um tempo imenso. Mas a velhice me traz uma serenidade que eu não tinha tempos atrás, e te amo de uma maneira mais doce e calma. E não desejo sua presença ao meu lado. Se o que eu desejo é que caminhe ao seu lado toda a paz e a alegria que te é merecido. Somos duas águias que revoam juntas por debaixo dos céus, por cima dos montes, ao vento alongadas, que o sol revigora, cega a neve ilude, e as nuvens perseguem tênues e emaranhadas. Somos como águias. Porém, quando o fim vencer a um de nós, humano e frágil, possa o outro segui-lo e acabar seu voo. Fique extinto o fogo, seja o livro fechado. Mas minha memória não encontra o fim. Minha memória encontra seus olhos e o seu sorriso. E se falo em morte, é para exaltar muito mais a vida. Porque a morte será um dia que não veremos, e a vida vivemos todos os dias quando o sol desaponta no horizonte. Quando eu estiver extinta e sobre mim o claro abril sacudir seu cabelo de chuvas compactas, embora seja isso para mim uma partida, não importarei nada, pois não estarei mais aqui. Terei a paz que têm as árvores espessas sob as chuvas que os ramos lhes dobra. E terei mais silêncio e um coração mais frio que tu agora. Novamente eu falo, porque o fim aparece em minha canção. Mas todas as vezes que eu falo, uma estrela silencia seu brilho. E então, muito mais eu convido a vida. Pois é na vida que eu olho seus olhos e me encho de ternura. E sei te amar sem possuir e desejar que sejas feliz mesmo longe de mim, por mereceste meu afeto e em ti se faz completo.
A verdadeira liberdade nasce quando aprendemos a ser felizes na solitude. Os outros podem enriquecer nossa caminhada, mas a plenitude floresce naquele que encontra em si mesmo a própria felicidade.
O esquecimento de nós
A calma que tanto procuramos nos momentos de ansiedade, muitas vezes, está escondida em um abraço.
A importância que insistimos em buscar no outro, talvez precise primeiro ser encontrada dentro de nós.
A abstinência da droga que consumimos, por vezes, revela apenas a urgência de preencher um vazio que sempre esperamos que alguém preencha por nós.
Corremos o mundo em busca de respostas, de afeto, de sentido. Mas, no caminho, esquecemos da pessoa que mais precisa da nossa presença: nós mesmos.
Talvez a maior ausência da nossa vida não seja a do outro, mas a distância que criamos de quem realmente somos.
Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.
A vida possui um estranho talento para nos ensinar, tarde demais, o valor daquilo que só compreendemos quando já pertence ao irrecuperável.
