Coleção pessoal de testeteste123
Vivemos em uma sociedade que chama o pecado de virtude e a virtude de intolerância, exatamente como Isaías denunciou: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal’ (Isaías 5:20).
Mais do que um código de linguagem educada, o politicamente correto é uma arma política mortal: um projeto ideológico de controle da mente e da consciência. Ao rejeitar tanto a verdade secular quanto a verdade absoluta de Deus, ele impõe narrativas fabricadas que relativizam o bem e o mal.
A Lucidez do Desvio
Agilson Cerqueira
Há dias em que tudo o que desejo é o vácuo: um instante absoluto de silêncio, onde o pensamento deixe de ser defesa e volte a ser apenas contemplação. Caminho sem pressa, guiado por desvios que não conduzem a lugar algum, porque nem toda busca precisa encontrar um destino. Alguns existem apenas para manter acesa a lucidez.
Quando a mente acredita ter alcançado a claridade, descobre que toda luz também ofusca. Então abandono a razão e permito que uma estranha estesia me conduza. Nesse estado, o mundo deixa de exigir explicações, e o mistério passa a ser suficiente.
Dormir torna-se um ritual. O sono não é descanso, mas uma fuga do caos, onde a alma dissolve os excessos do dia e devolve ao cérebro a possibilidade de recomeçar. Acordo sem certezas.
Sobreviver nunca foi uma vitória definitiva, é apenas o delicado equilíbrio de quem caminha sobre o fio invisível da própria existência.
Há um deserto que atravesso diariamente. Não é feito apenas de areia ou de sol escaldante, mas é nele que descubro meu único refúgio: digressionar. Nesse território íntimo, a realidade perde a rigidez das formas, e o impossível recupera o direito de existir.
A vida insiste na matéria, no peso do corpo, na dureza do concreto. Ainda assim, persisto em sonhar para além do que os sentidos alcançam. Talvez viver seja exatamente isso: alimentar a matéria enquanto o pensamento insiste em habitar o invisível.
Ser consistente diante da rotina não é sinal de grandeza; é apenas a condição silenciosa de todo ser que continua caminhando. Somos animais do tempo, condenados ao movimento, sustentados pela esperança de que a espera também produza sentido.
E, enquanto o mundo exige respostas, continuo escolhendo o desvio. Porque é no caminhar, e somente nele, que se encontra a liberdade de regressar a si mesmo.
Agilson Cerqueira
Esclarecendo: Na teologia Arminiana clássica, a eleição para a salvação é condicional e baseia-se na presciência divina (prognosis). Deus, antes da fundação do mundo, olhou através do tempo e pré-conheceu quem responderia positivamente à graça preveniente por meio da fé em Jesus Cristo. Portanto, os eleitos são aqueles que Deus pré-conheceu que creriam e perseverariam na fé.
O mundo atual aplaude escândalos e normaliza o pecado, e é por isso que o mundo nunca deixará de cancelar a Igreja de Cristo.
E quando dermos o último suspiro, só uma coisa importará. Que o nosso nome esteja escrito no livro da vida do Cordeiro (Ap 13.8).
A verdade é que os tais verificadores de fatos que atuam nas mídias digitais são, na verdade, manipuladores de fatos a serviço de agendas obscuras da esquerda.
"Há pessoas cuja partida nos fazem compreender que a verdadeira grandeza de uma vida não se mede pelo tempo que ela durou, mas pela luz que deixou acesa no coração daqueles que permaneceram."
Não sabia a quem
havia pertencido o quimono,
Não sabia da onde
tinha vindo,
Não sabia nem que
era o escolhido,
Não sabia qual seria
o próprio destino,
Ao final pela escuridão
e pelo mistério foi absorvido.
A vida ensina que algumas pessoas passam, outras permanecem e algumas deixam discretos rastros de luz pelo caminho. Há gestos tão simples que parecem pequenos, mas encontram um jeito de tocar o coração. Em um mundo onde tantos aprendem a disfarçar sentimentos, a espontaneidade de uma criança continua sendo uma das mais belas formas de verdade. Obrigado, Cacá!
Será?
Se eu pudesse fazer um último pedido, seria: talvez a resposta que você precisa seja, na verdade, uma pergunta.
Quando foi que você parou e pensou: será que ele não sofre todos os dias também?
Será que tudo não lembra eu pra ele também?
Será que ele sente meu cheiro no vento, como eu sinto o dele?
E quando o vento toca o meu rosto, será que ele sente também? Parece que ele me toca.
Será que ele me sente tocá-lo através do vento?
Tramas tensas sob o teto claro
Vento vem varrer vago vazio
Rastro curto e ralo
Tecendo em silêncio o nosso fio
Ninguém repara no brilho
Quase invisível na mão
Fia trilha do destino
Poeira vira uma canção
Somos de seda pura
Nascidos do cansaço e da ternura
Respirando entre as frestas
Onde a luz faz as suas festas
Fio a fio
Branco frio
Sol toca as pontas do papel
Céu emaranhado cai
Voo leve sem chapéu
Tudo que é bonito logo sai
Ninguém repara no brilho
Quase invisível na mão
Fina trilha do destino
Poeira vira uma canção
Somos de seda pura
Nascidos do cansaço e da ternura
Respirando entre as frestas
Onde a luz faz as suas festas
Fio a fio
Branco frio
Sem peso nenhum
Sem rastro algum
Seda que some
Muda de nome
Esquece de ser
Somos de seda pura
Nascidos do cansaço e da ternura
Respirando entre as frestas
Onde a luz faz as suas festas
Fio a fio
Branco frio
2250 📜 " 'Quem Pesquisa Jamais Esquece... De Mim e do que Pesquisa'. Isso sou eu dizendo para Mim e para Todos. De nada!"
O Mistério Sem Nome
Atentei para o fluxo do tempo e para tudo o que se consome debaixo do sol. Vi os impérios caírem como folhas de outono e a glória dos homens desfazer-se em pó. Tudo tem o seu tempo determinado, e cada propósito tem o seu fim.
Contudo, ao inclinar o meu coração à sabedoria, percebi que existe algo que nunca se acaba. É uma realidade oculta que desafia a brevidade dos dias e permanece intocada pela vaidade do mundo. É mais antiga que as fundações da terra e mais vasta que a imensidão dos mares.
Se me perguntares como se chama essa força eterna, confessarei a minha limitação: não sei o nome. Os conceitos dos homens são estreitos demais para abarcar o infinito, e nem mesmo toda a sabedoria que me foi concedida é capaz de rotular o que é divino. É como o vento, que sopra onde quer; ouvimos o seu som, mas não podemos prender em palavras a sua origem ou o seu destino.
Por isso, diante daquilo que a mente não pode decifrar, a alma se curva em reverência. Eu só sei sentir. Sinto-o no pulsar da vida, no silêncio que preenche o vazio e no anseio eterno que foi colocado no coração do homem. Há mistérios que não foram feitos para serem explicados, mas para serem habitados. Você.
A parábola termina sem dizer se o irmão mais velho entrou na festa. Jesus deixa o final em aberto porque a pergunta é dirigida a cada um de nós:
Estamos felizes quando Deus restaura vidas, ou ainda nos incomodamos quando a graça alcança aqueles que julgávamos indignos?
A maneira como vivemos o presente constitui-se no acúmulo de ações práticas que nos levarão às consequências, físicas, emocionais e espirituais, que teremos no nosso futuro e na eternidade.
