Coleção pessoal de testeteste123
"Me dá um beijo...
E eu não dei...
E assim terminou o que nunca se iniciou.
Burra, porque não deste?
Burro, porque não roubaste?"
Haredita Angel
31.12.1978
Muitos professores se espelharam em outros docentes. Aprenda a se conhecer para ter autenticidade e autoconfiança e se espelhe apenas nos bons mestres.
Shalimar Farias da Silva
Quando o Universo Me Beijou Com Teu Nome
por Tamara T. Guglielmi
Dizem que o universo nasceu de uma explosão,
mas eu — eu sei:
ele nasceu no instante exato em que teus olhos
beberam os meus sem pressa.
Tudo antes disso era silêncio esperando voz,
partitura sem melodia,
uma prece sussurrada por estrelas órfãs.
As estrelas?
São cicatrizes do céu —
um céu que se rompeu de tanto te desejar.
O tempo?
Apenas um bicho manso,
que se deita entre nossos corpos suados,
oferecendo-nos o agora com olhos de eternidade.
Quando me tocas,
as galáxias se inclinam em reverência,
e até o caos cessa seus gritos,
para ouvir o som do teu nome nos meus lábios.
Planetas giram ao redor da curva dos teus ombros
como se ali estivesse o eixo de todos os milagres.
Teu riso?
Ah, teu riso...
é o idioma que os anjos esqueceram,
mas que minha alma sempre soube de cor.
É retorno ao ventre do mundo,
à primeira música,
à origem do amor antes de haver palavra.
Te amar é habitar todos os tempos,
todos os corpos, todas as danças.
É caminhar descalça sobre campos dourados
na infância de alguém que ainda não nasceu.
É dançar no meio da chuva
com a febre de quem sabe que está vivo.
É ser poema antigo —
aquele que tua pele reconhece antes dos olhos.
Somos feitos da mesma substância
que os deuses guardaram só para si:
carne embriagada de céu,
pecado redimido em milagre,
beijo que carrega tanto morte quanto ressurreição.
Se o universo acabar, que me desintegre em teus braços.
Se houver outra vida, que eu renasça do lado esquerdo do teu peito,
onde mora o teu silêncio mais terno.
E se o nada for tudo o que restar,
que eu o atravesse com teu nome em meus lábios,
como oração sem fim.
Porque mesmo no escuro —
te amarei com a luz que deixaste em mim.
"Cegos pela religião, surdos para a ciência e analfabetos da história, mas cheios de opiniões sobre tudo – a síndrome do 'eu sei tudo' nunca foi tão patética, um monumento à ignorância autojustificada!"
Quem sou eu? Essa pergunta é primordial para o seu sucesso pessoal e profissional. Se você não sabe quem é, jamais terá autenticidade e nem autoconfiança.
Shalimar Farias da Silva
Alguns de nós nunca encontramos tempo para sermos felizes, porque estávamos muito ocupados tentando ser fortes.
O que será que o passarinho conversa
com a flor para conseguir seu beijo molhado?
O que será que o mar murmura para a areia antes de lamber-lhe?
O que será que o sol pensa ao se por lá no horizonte?
O que será que o vento tanto grita em nossos ouvidos?
E o furacão quando vomita suas larvas será
que é porque acordou de mau humor?
E aquela estrela pertinho da lua o que será que cochicha?
E o céu sempre a nos fitar lá do alto?
-Será que ele entende que a nossa Inteligência
é tão Artificial que não consegue decifrar NADA?
Será?
Haredita Angel
01.08.24
“Somos responsáveis por aquilo que dizemos, mas precisamos entender que cada pessoa interpreta a partir do que carrega dentro de si.”
Somos o trigo na Plantação do Senhor, sementes cultivadas na Verdade que florescem sob a Luz de Deus. Mesmo quando o joio tenta se misturar, é o cuidado do Agricultor Divino que separa, preserva e honra a essência de quem frutifica com fé e amor.
Dilson Kutscher
Muitas vezes estamos tristes, mas temos que lembrar que Deus é conosco e que Ele está sempre em nosso coração e em nossa vida! 🥰
A Alma Imoral: o ventre da transgressão sagrada
Há dentro de cada ser humano uma centelha que jamais se ajoelha. Um incêndio suave, quase inaudível, mas queima por inteiro os véus do hábito. É a alma. E ela não é dócil. Nunca foi. A alma é a guardiã de uma fidelidade anterior à obediência, anterior à moral aprendida — uma fidelidade à própria vida, em sua urgência de ser viva.
O corpo busca permanência. A alma, travessia. O corpo se acomoda à tradição como quem repousa em um leito estreito, feito por mãos alheias. A alma, por sua vez, acorda no meio da noite, ofegante, desejando mundos que ainda não foram ditos. Ela sabe que há leis que matam o espírito em nome da aparência, e há transgressões que salvam a essência daquilo que chamamos divino.
Ela é chamada de imoral — mas só por aqueles que confundem moral com medo, virtude com imobilidade. A alma não se curva diante do que está cristalizado. Ela se curva diante do que pulsa, do que ama, do que ainda tem sangue nas veias.
Há uma sabedoria feroz em sua desobediência. Quando ela rompe, não é por desdém, é por fidelidade ao que é essencial. Ela rompe para que a tradição não apodreça em seu próprio vitral. Para que a herança não se transforme em cárcere. Para que a fé não se transforme em idolatria da forma.
A alma tem sede de inteireza. Mas não da inteireza que se encaixa, e sim daquela que se reinventa. Por isso, ela abandona o espelho — porque sabe que o reflexo não é realidade, é convenção. E convenção, para ela, é só a moldura de um retrato sem vida.
Ela se recusa a ser um eco. Quer ser gênese.
Ela se recusa a seguir por lealdade cega. Quer escavar o caminho com as próprias mãos, sangrando, se preciso for, mas em verdade.
E assim, escandalosamente viva, a alma imoral atravessa séculos, escrituras, liturgias. Beija o abismo com confiança, abraça a contradição como quem reencontra um irmão perdido. Porque ela sabe: onde há contradição, há criação. Onde há ruptura, há nascimento.
A alma imoral é, no fundo, a parte de Deus que em nós não aceita ser domesticada. É o divino selvagem. O sagrado que diz não — para poder dizer sim com inteireza. É o ventre da mudança, é o exílio da conformidade, é o lugar onde a verdade deixa de ser mandamento e se torna presença.
Não há futuro possível sem essa alma. Não há tradição que sobreviva sem a coragem de sua traição. E não há fé que mereça ser vivida, se não for atravessada por esse fogo lúcido — que arde, rompe e liberta.
Porque a alma, quando imoral, não se perde: ela regressa ao início, onde tudo era ainda promessa.
Estou só, na companhia imperfeita e leal de mim mesmo, sombra que me acompanha na longa estrada da vida, eu em minha companhia.
