Coleção pessoal de testeteste123
Família de Coração
Parente de sangue,
às vezes só vem
quando precisa,
ou sorri parado
num álbum antigo.
Família de verdade
não nasce do sangue,
mas do abraço,
do olhar que entende,
do amor que fica.
Não é o laço do corpo,
é o laço da alma.
É respeito, é cuidado,
não é interesse,
São amigos que viram irmãos,
são irmãos que a vida deu
e não o sangue escreveu.
Naldha Alves
Pelo visto
ainda sonhas:
Transpirando poesia,
fez da rima
tua fiel aliada,
para conseguir expressar
o que dificilmente
as mãos tangiam.
Onde Não Cabe Mais Amor
Se alguém não te quiser na vida, não implore - parta.
Mas parta por inteiro:
do olhar, do coração, da lembrança.
Porque ficar onde não há espaço é ferida anunciada.
É ser ruído onde já não há mais música.
Você não nasceu para ser excesso, nem para ocupar um canto de conveniência.
Você é presença, não sobra.
É amor inteiro, não metade.
Se não houver acolhimento, vá.
Se o afeto pesar, liberte-se.
Quem te merece, não mede esforços pra te manter.
Quem te ama, não precisa que você se diminua para caber.
Quando tudo exige explicação,
quando você já não se reconhece,
é hora de ir.
Recolha sua dignidade, abrace sua essência,
calce a sua coragem...
e siga.
Siga com a leveza de quem sabe que não perde quando escolhe a si mesma.
Naldha Alves
Para mim, a vida se resume a ser quem eu sou, sem máscaras. Meu corpo é minha casa e meu tempo, a minha alma; a minha carne e o meu espírito são um só. É essa integridade que me guia em tudo que faço e em como me relaciono com o mundo.
Eu não sou de me esconder. Se você tem algo a me dizer, olhe nos meus olhos e fale. Podemos debater e discordar, pois ninguém é tão pequeno que não possa ensinar, nem tão grande que não possa aprender. Minha honestidade é inegociável, e meu caráter se revela na coragem de ser quem eu sou. Não participo de "telefone sem fio"; a verdade, por mais que doa, é sempre dita frente a frente.
Essa postura me fez lutar contra julgamentos que colocaram em dúvida minha credibilidade. Nunca imaginei que eu, alguém tão cheia de vida, forte e destemida, um dia me encontraria em uma depressão avassaladora e perturbadora. Fui diagnosticada por alguns como perturbada, louca, desequilibrada... até que meu corpo cedeu, com movimentos involuntários e nervos atrofiados. Meus braços e pernas se distorciam, e meu andar se tornou completamente desestruturado. Eu via tudo e todos ao meu redor, ouvia tudo que diziam, mas me sentia como um espírito vagando, um mero pensamento preso a um corpo. A sensação era de que eu existia, mas não vivia.
No momento em que eu esperava ser condenada, o amor de alguém falou mais alto. Aquele que eu via como meu possível juiz e carrasco, por não saber demonstrar amor ou se posicionar em situações difíceis, se tornou meu salvador, protetor, defensor e advogado. Essa experiência deixou sequelas, e a depressão silenciosa ainda me ronda. É aquela que você não vê, não sente, mas que já está agindo dentro de você. Nela, meu corpo está intacto, mas eu ando sem rumo, como se ouvisse sem escutar, e enxergasse sem ver.
A minha personalidade forte, minha dicção na velocidade da luz e o dom de pensar em voz alta, mesmo com um sorriso no rosto quando o mundo desaba, nem sempre me favoreceram. Diziam que eu não aguentava a pressão ou não sabia aceitar críticas, e que minha necessidade de falar era para aparecer, já que, apesar da minha inteligência e raciocínio, não alcancei o futuro brilhante que acreditavam que eu teria.
No entanto, eu descobri que as pessoas distorcem inteligência com riqueza e poder. Fiz minhas escolhas, e se segui em frente foi por minha decisão. Não mudaria nada em minha jornada, mas aprenderia a observar mais atentamente as atitudes das pessoas, a fim de não acreditar que tudo que reluz é ouro.
O caráter e a essência não são algo que o tempo ou as circunstâncias podem alterar. Essa consistência entre quem eu fui, quem eu sou e quem serei é o que define minha autenticidade. Eu não posso mudar minha personalidade. Eu sou eu eternamente até eu morrer. A minha maior força é a lealdade que tenho comigo mesma, pois meus altos e baixos nunca vão medir o meu valor. A verdade é um caminho árduo, mas é o alicerce para uma vida genuína, e a prova de que a minha maior lealdade é para com a minha própria verdade.
DJAAP
'MISTURA INVULGAR...'
Não traço acepções olhando para o horizonte,o infinito apaga o sentido, e não se edifico.Delineei quimeras com estrelas e luas pálidas,eis o que me resta: um vulto, uma silhueta oblíqua.Contorço-me em viagens por veredas nunca feitos,rumo ao desconhecido, desfazendo em meu peito sinônimos, anônimo, sem nome, mas, minha trilha prossegue...
A pele é feita de sombras de espectadores,minha voz, o sussurro de antigos labores.Ninguém vê a fractura, o paradoxo visceral, opalco é minha cela, a plateia meu juiz,sou a cortina de amalgama, o gesto teatral.Invulgar como um cometa que caiu e não se extinguiu. Na terra fria e negra, um novo sol fabriquei.Sou mistura de abismo e de voo rasante...
O palco é minha cela, a plateia meu juiz,apresento o sorriso que nunca foi feliz.Cada ato é um naufrágio coreografado com arte,cada aplauso, um epitáfio que me rasga em parte.Sou o contorcionista da própria alma esfacelada,a procura de um centro na rotação desvairada.O desconhecido é meu único lar conhecido...
Anônimo na multitude, um rosto sem moldura,carrego o peso leve de uma existência à toa.Por trás da maquiagem, há um menino assustado,por trás do espetáculo, um silêncio sagrado.E o show precisa seguir, é imperativo e urgente,ainda que o actor principal esteja ausente.
Sempre em cartaz, a peça que não tem roteiro...
Nome raro, flor de estufa, rara írisnavegando em alto mar.Desenhei aspirações com fios de alquitarras,
e delas fiz névoa, labirinto, obelisco.Não sou o que percebem, sou o que não dizem,o vazio que habita no coração da risada. Aprópria procura que se nega na busca...
E assim se desdobra minha existência, entrelaçada,uma moeda de duas faces sempre jogada ao mar.O anônimo esplêndido, a mistura invulgar,a dança solitária que ninguém pode parar.O espetáculo que está sempre, sempre em cartaz,mesmo quando o teatro arde em chamas de paz.E no silêncio final, ecoa o verso: 'mistura invulgar'...
--- Risomar Sírley da Silva ---
'BUSCA-SE [II]...'
Busca-se incessantemente um eco, sentidos em quartos vazios. Perguntas que se repetem como dias frustrantes. Procuramos preencher o vazio com respostas provisórias, sentenças sem convites. Poetas pregando a paz na ‘rendição ao caos’. Farol que guie além do próprio nevoeiro...
São filósofos sussurrando paz nas conquistas, entrega no ‘ato de conter a respiração no precipício’. Eles falavam verdades. Sentimos que as respostas habitam a pausa no ventre. A ânsia por indagações nos cegam para o chão que pisamos, para a pedra que serve de assento, para a sombra que acolhe...
Não ouvimos o chamado. Essa urgência frenética de decifrar o que não tem cifra, de nomear o que já possui um nome, gera tormentos. Achamos que a 'procura' é a própria âncora, aclaridade morando na hesitação. Não vamos ficar parados no meio do caminho, sem destinos...
Deixemos que a tarde invada sem pedir licença. Sintamos o peso do mundo descansando nos ombros, e não iremos carregá-los sozinhos. Oferecemos o 'não' a quem pede certezas. Verdades habitando os intervalos, as frestas, os fios soltos da trama. Que, sejamos atordoados pelos próprios pensamentos, insistindo em tecer narrativas onde só há espanto, rastreios...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Passamos a vida toda tentando aprender o real motivo de se viver.
E só na hora da morte e que entendemos que viver por amor e o verdadeiro motivo de estar vivo
A vida e muito curta para passar despercebido faça sempre o melhor que poder, pois a morte e eterna e inesquecível e vc sempre será lembrado pelo legado que vc deixou.
Corrie ten Boom, que sofreu num campo de concentração nazista, explica o poder do foco: “Se você olhar para o mundo, ficará aflito. Se olhar para você mesmo, ficará deprimido. Mas, se olhar para Cristo, descansará!”. O foco determinará seus sentimentos. O segredo da resistência é lembrar-se de que o sofrimento é temporário, mas a recompensa será eterna.
Cada problema é uma oportunidade para edificação do caráter, e, quanto mais difícil for, maior será o potencial para o desenvolvimento de músculos espirituais e de fibra moral. Paulo disse: "... sabemos que essas dificuldades produzem paciência. E a paciência produz caráter." (Romanos 5.3,4; NCV.) O que acontece exteriormente em sua vida não é tão importante quanto o que acontece dentro de você. As circunstâncias da vida são temporárias, mas o caráter durará para sempre.
Não de forma isolada ou independentemente; os fatos de sua vida agem em conjunto, conforme o plano de Deus. (...) O propósito de Deus é maior que nossos problemas, nosso sofrimento e até mesmo nossos pecados.
Poesia psicológica (pelo dia do psicólogo)
Com Wundt e James a Ciência Psicológica começou
Com outros teóricos então se consolidou
Freud, Jung e Skinner agregaram
Depois Klein, Piaget e Nise também legaram
Veio Rogers, Beck, Bock e a história continuou
Como abordagens tem a Psicanálise do inconsciente
Tem a Junguiana com os arquétipos presentes
O Behaviorismo traz o estudo do comportamento
Na Gestalt o aqui-e-agora é fundamento
E na TCC as crenças são evidentes
Nas áreas a Clínica é habitual
Tem a Neuro, a Jurídica e a Social
Esportiva, Comunitária e Hospitalar
Psicomotricidade e também Escolar
Tem ainda de Trânsito e Organizacional
Estuda os transtornos e questões emocionais
Estresse, luto, comportamentos disfuncionais
TEA, surto, isolamento, depressão
Burnout, pânico, trauma, negação
Fobia, ansiedade, dificuldades relacionais
As técnicas são profusas e variadas
Habilidades sociais são treinadas
Tem RPD, Escuta ativa, Psicoeducação
Arteterapia, Reforço positivo, Livre Associação
Relaxamento, Caixa de areia e figuras analisadas
O glossário é relevante e abrangente
Terapia, anamnese, id, paciente
Intervenção, insigh, afeto, cognição
Ego, self, catarse, percepção
Sigilo, setting, gatilho, mente
A Psicologia favorece o meditar
E enxergar os conflitos com um novo olhar
Ajuda a compreender as emoções
Acolhe no silêncio e nas tensões
Promove o crescimento da pessoa e seu bem-estar
21/07/25
ELA TERÁ UMA CASA DE CAMPO
Tenho sentido falta de mim.
De um lado antigo que precisou
adormecer.
Ilustrações jogadas no motim.
Aquela sonhadora que via o sol
antes-dele-nascer.
Mas não queria voltar a ser ela
pura e simplesmente.
A que sou hoje não é só mais forte,
sabe também enxergar beleza onde
a outra não via frequente.
A de hoje sabe que ser boa
é também saber quando ser vilã
em um conto jogado.
Só não queria ter que ser ela
sem poder ser também da de ontem
um bocado.
Tenho sentido falta da moça
que degustava a apreciação.
Com tempo ou sem, ela era pura
agonia, verdade, demora, visão.
Agora, a de hoje escolhe, não pode
ampliar um pouco de tudo a todo momento.
Queria que para ser ela não precisasse
matar um pedaço do tempo.
Queria que dessem as mãos;
a que tanto chorava e as rugas que secam a água salgada.
Queria que fizessem plantão;
a que por quase nada se descabela e a que para tudo rios-remava.
Quiçá, no abraço delas more o equilíbrio,
que ainda não sei se encontrei.
Tenho saudade de quem não perdi
e nem tampouco precisei.
Clamo todas elas! Clamo.
Porque preciso sim.
Ora uma, ora outra.
Espero que um dia, nenhuma viva sem mim.
Tenho sentido saudade, tanto,
mas nem sei como fazer esse convívio
entre uma senhora sem espanto
e outra que só via declívio.
Elas vivem brigando, veja,
quando tento apresentá-las.
Talvez, olhe bem, a cereja,
seja uma casa de campo a olhá-las…
No dia em que aquela gente não obrigar nenhuma
a surgir.
Tento sentido saudade.
Quem sabe passe quando ninguém precisar
fingir.
(Vanessa Brunt)
Vivemos num mundo caído. Somente no céu tudo é perfeito, da forma que Deus quer. É por isso que somos orientados a orar: "Seja feita a tua vontade na terra, assim como no céu" (v. Mateus 6.10, KJV). (...) Sabemos [...] Nossa esperança em tempos difíceis não é fundamentada em pensamentos positivos, em anseios ou num otimismo natural. É uma certeza que se fundamenta na verdade de que Deus tem pleno controle do Universo e ama todos nós.
