Coleção pessoal de testeteste123

126261 - 126280 do total de 131163 pensamentos na coleção de testeteste123

A vida nos possibilita tanta oportunidade de aprendizado que é uma forma plena de conhecimento no cotidiano.

Da Janela no sertão

Da minha janela vejo a chuva,
e ela cai como se fosse choro do céu.
Mas não, não é tristeza não:
é só o sertão do mundo molhando sua pele,
pra lembrar que até a pedra dura
se rende à água mansa.

O tempo corre lá fora,
feito cavalo brabo,
ora levantando poeira nos ventos,
ora abrindo o peito pro sol quente da vida.
Dias e noites se alternam,
como se Deus brincasse de fiar luz e sombra
na roca invisível da eternidade.

Eu fico aqui, de dentro,
vendo árvore nascer, perder folha,
morrer e ressuscitar no mesmo tronco.
É como se cada galho fosse profeta
dizendo que nada se perde:
só muda de roupa,
feito romeiro no caminho.

E aprendo que o tempo não mora em mim,
mora lá fora, correndo nas águas,
cantando nos ventos, ardendo no sol.
Dentro de mim só tem o silêncio,
um silêncio grande,
onde o instante fica parado —
feito retrato da alma,
feito milagre da vida.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

A luz que abraça uma sombra nunca se perderá na escuridão.

Mas o que é viver, meu parceiro?
…Mas entendi que a vida é uma sequência de armadilhas!

Da minha janela

Vejo a chuva da minha janela,
pingos que dançam no vidro,
como se quisessem trazer tristeza,
mas não é bem assim.

Daqui observo o mundo,
dias e noites se sucedendo,
ventos que arrastam tempestades,
sol que aquece e devolve o calor.

Acompanho o tempo,
não o que veste o ar de frio ou de fogo,
mas o que se estende, invisível,
bordando a vida com sua passagem.

O tempo nunca caminha só:
vem de mãos dadas com o sol e a chuva,
com flores que se abrem,
galhos que se despem,
árvores que morrem e renascem.

E eu, aqui dentro,
descubro que o tempo não mora em mim.
Ele corre lá fora,
nas ruas, nos céus, nos ventos,
enquanto em mim há apenas silêncio —
um espaço onde o instante repousa,
e nada envelhece.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

E depois de tanto tempo
Eu consegui vencer
Eu consegui entender
Eu consegui sorrir
Porque lembrei que há dias não lembrava de você
Eu consegui seguir
E a vida é leve, linda e eu quero viver

Só depois que você consegue tudo, é que percebe que nada é mais verdadeiro do que o antes de tudo.

Na piada do abastado, quem pode filtrar as gargalhadas sinceras?

"Desde que você partiu, carrego no peito, um vazio que nada preenche. Só quem sente, sabe a dor da saudade."

A mentalidade de grupo impede o progresso, sufoca a inovação, compromete o verdadeiro aprendizado e enriquece quem pensa por si só sem seguir pensamentos alheios.

Os sonhos não existem, eles são apenas um conjunto de idealizações, que quando você consegue, nunca é na plenitude ou no conjunto!

Passa quase despercebido, ao longo de toda a nossa trajetória de vida, o saber de que estamos viajando pelo espaço sem rumo. Não sabemos de onde viemos, tampouco aonde vamos parar (e se há uma linha de chegada).


Olhamos para o céu dia e noite, e o que vemos é apenas o sol, a lua e as estrelas. Os nossos olhos tendem a alcançar apenas o que acontece em nosso cotidiano, e nada além disso. Imagine se o ser humano carregasse o peso de saber não só o que está acontecendo na Terra, mas também pudesse enxergar o espaço e a sua escuridão ao mesmo tempo, no dia a dia.


Como o mundo reagiria ao perceber a tamanha insignificância do ser humano diante desse vasto universo? Seria o fim da hegemonia egoísta? Há de se refletir...

Um ambiente saudável e próspero é aquele onde prevalece o respeito mútuo e todos se tratam de igual forma. É um ambiente insento de panelinhas e de egos inflados.

Porque no Brasil de hoje, não importa quem grita mais alto.
No fim, quem sempre paga o preço é quem nem foi chamado pra briga.

No fundo, esquerda e direita precisam uma da outra.
Eles se retroalimentam.

Velho otário, enganado por ratos alados, que, ao derrubar as peças, cagaram no tabuleiro e, de peito estufado, ficaram arrulhando como se cantassem para alçar voo e, do alto, cagar novamente em nossas cabeças.

O Congresso virou palco.
O governo, bastidor de vaidades.
E o STF, um camarim de deuses cansados de serem contrariados.
Cansamos. Não aguentamos mais isso.
O país está parado.
A vida real estagnada.
E a política, em transe narcisista.

O país virou um teatro de tragédias repetidas.
Polêmica atrás de polêmica.
Como se o Brasil não tivesse outros problemas.
Como se não houvesse fome, desemprego, saúde falida, educação esquecida.
Mas não. Tudo gira em torno dos mesmos nomes, dos mesmos egos, dos mesmos conflitos de sempre.

Agosto chega sem anúncio,
com os olhos fundos de quem andou muito
e o silêncio de quem cansou de esperar.
Traz o pó da estrada nos ombros
e o vento seco que varre as certezas.
Não promete primavera,
mas também não carrega mais o peso do inverno.
É um intervalo estranho entre a dúvida e a decisão.
Entre o que não foi e o que ainda pode ser.
Os dias se arrastam lentos,
como quem procura no calendário
um motivo pra continuar.
Enquanto isso, no sertão,
a terra racha,
mas os ipês florescem como milagres amarelos.
Porque a esperança, às vezes,
é uma flor que nasce no impossível.
E então a pergunta:
— Que vida você vive: a gosto ou a contragosto?
É o mês dos que pensam em desistir,
mas ainda esperam um sinal.
É o tempo dos que choram calados,
dos que ainda seguram o mundo no peito,
mesmo cansados, mesmo em silêncio.
E fica na boca aquele gosto —
um gosto que ninguém sabe se é de fim ou de recomeço.
Mas é agosto.
E agosto nunca passa em branco,
só passa… a gosto.

⁠Destruir é muito fácil



Destruir um emprego, conseguir outro;

Descruir uma casa, morar em outra;

Destruir uma reputação, em um novo lugar você é só mais um outro;

Destruir uma história, escreva outra;



Mas e quando você destroi alguém,

Uma alma vulnerável pelo amor, pela entrega, pela crença,

Uma pessoa, um ser humano que não te trocaria por ninguém,

Uma criança emocional que depositou em você a própria existência,



Não existe cura para tanta dor?

Não existe remédio para tanto sofrimento?

É aceitar a morte de alguém, e esperar que renaça das cinzas?

Sim, é um momento de torpor,

Falas com tanto demérito, tanto lamento,

Como pode alguém, esperar que brotem coisas lindas?



Sou eu tão só, solidão de não ser alguém nem para mim mesmo,

Não me lembro do beijo apaixonado, da entrega verdadeira,

Cada dia num lindo quarto, esperava um mimo, mas vivia no esmo,

Hoje, num quarto vazio e escuro, não nasce nem uma videira,



Eu morri, eu estou morrendo todos os dias, dias nublados,

Eu fui destruido por quem devia me construir,

Eu fui iludido, enganado durante dias, crimes continuados,

E por inanição, esqueci de me nutrir,



Isso não pode ser o amor, pois o amor é o oposto da destruição,

Ou será que algo precisava ser destruido para o amor germinar?

Devo acreditar numa vida após a morte, após a desilusão?

Ou algo precisa ser feito, a minha vida terminar?