Coleção pessoal de testeteste123

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Jamais se permita estar confortavel ao lado de pessoas que possuem uma presença vazia!

Desta vez, faça tudo diferente. A última deixou marcas que não merecem lembrança. Para evitar dores e lamentos, mude de atitude, vista-se de humildade. Desta vez, seja diferente.

Fazendo uma breve reflexão de Rui Barbosa e de tudo o que está acontecendo comigo: sei qual é o meu pertencimento, a minha existência. Deus é meu juiz e meu advogado, e sou uma pessoa que não tem preço.


Lucas Maurício de Araújo

POBRES MONTANHAS DE FRIBURGO

São 09:40 da manhã de uma sexta-feira de agosto, as enfermeiras vão fazer uma limpeza geral no corpo da minha mãe e pedem que eu me retire. Havia apenas 5 minutos que eu havia chegado.
Aviso que estou do lado de fora e saio lentamente enquanto ela me olha desejando a minha permanência. É o quarto mais visitado do 6° andar do Hospital de Friburgo, na Suíça, onde o câncer de pulmão disputa força com as medicações e as orações.

Sigo no corredor até o elevador e o olhar de minha mãe penetra o meu íntimo. Vou respirar um pouco no 9° andar onde há uma grande cobertura de onde se pode ver boa parte da cidade. O sol da manhã está agradável e o verde da Suíça vence o belo desafio de engolir as insistentes nuvens de neblina que querem avisar que o inverno se aproxima.

E lá, numa daquelas mesas altas, cujas cadeiras só permitem que o seu pé toque o solo se você se inclinar um pouco para frente, estava a cena que me paralisou.
Com os dois pés apoiados nas barras laterais daquele banco alto, o braço esquerdo totalmente apoiado sobre a mesa, onde o óculos havia sido colocado com as lentes viradas para baixo; um homem está de olhos fechados, correndo o risco de perder o apoio do seu braço e bater a cabeça no chão.

Aquilo substituiu o olhar da minha mãe e a bela paisagem campestre das montanhas de Friburgo. Poucas pessoas sabem, mas eu sei imitar perfeitamente o latido do cachorro, os sons do galo, da galinha e de outros animais; pensei em usar uma dessas peripécias para assustá-lo, mas desisti quando vi mais profundamente a cena.

Era um sono solitário, era cansaço, dor e frustração que vinham à tona naquele rosto sofrido. Parei em uma posição que desse tempo para eu me lançar rapidamente e apoiá-lo, caso ele perdesse o equilíbrio. O sol ainda aqueceu a sua pele por alguns minutos e, num desses balanços que a cabeça faz quando se cochila, ele acordou.
E ao me ver em frente a ele, sorriu e perguntou-me: "rapaz, você está parado aí faz quanto tempo?"
Eu devolvi o riso, pedi a sua bênção e o convidei para tomar um café.

Sou o seu primeiro filho, e ali, de olhos fechados, provavelmente pensando na situação da minha mãe, ele me deu mais uma aula de resiliência: sem usar palavras.
Eu só sei que a foto que eu queria tirar das montanhas, foi totalmente esquecida e a rede social não terá o privilégio de vê-la, mas o que eu vi, meus amigos, eu não consegui fotografar ou filmar, por isso, vim aqui tentar descrever.

Um homem, passa por coisas que você jamais consegue imaginar, porque em vez de chorar e falar, ele ri e tenta fortalecer.

Então, o final de semana chegou, e, com ele, o processo decorrente do viver, viver cada momento como se fosse único, viver cada estadia com amanhecer, viver a emoção semanal e só viver, e, quando a emoção de viver deixar de amanhecer, lembraremos que o ciclo semanal se repete.

Então, dando uma redimensionada em minha vida, percebi o quanto ela tem sentido, notei que eu tinha o que perdi quando criança, ao encontrar, sentir uma emoção tão grande que não consigo medir, assim como o céu, como o vento, não consigo descrever, o que importa é que nesta viagem, a minha outra metade é você.

Lembro-me de quando íamos à biblioteca ler livros, criávamos pensamentos próprios, chegávamos a um conceito, aprendíamos não só no clássico, mas na autoaprendizagem. Tornávamo-nos pesquisadores cheios de talentos, ideias e, com a evolução, perdemos esta dádiva, porém, o EaD nos proporciona as mesmas condições. ‘Liberdade’

Vela, é uma inspiração, nestas lágrimas dolorosas na chuva, ele morreu e nem percebeu que deixou um legado para a nova geração, mas tu és a essência desta fragrância, tens a honra de brilhar neste mundo.

EU - PARTE I


Jovem ainda... talvez...
Ouvi tantas histórias quando criança
Rezei, senti medo, cresci...
Ganhei feridas , perdi tantas vidas
E ainda, vivo, estou aqui.


Jorge Floriano.

⁠Nenhum corpo aguentaria
as feridas que a alma suporta

Quem partiu para o plano espiritual não pode retornar para viver entre nós mas um dia também iremos para lá e nos encontraremos.

“A Luz sempre brilhou. O que falta não é o 'Ouro', mas abrir os olhos para vê-lo. Você está aberto para a Luz?”

"Você é a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que dizem seu nome, sinto o contrário.
Só tristeza, pranto, um todo de dor, me pego cabisbaixo.
O seu nome me sequestra o sorriso, e já fora, há muito, o meu relicário.
Você é o café que me aquece a alma, mas não vale o gosto amargo.
É sempre assim, só a ausência, nenhum beijo, um abraço.
Só saudade, em mais um fim de tarde, não lembrou, não lembrará; lembrei, meu eu abandonado.
É pranto em todo canto, te vejo em cada canto, e, a cada lembrança, meu coração se torna mais fragmentado.
Em nosso amor, apostaria cada dobrado, teria um sofrimento dobrado, dobraria a aposta e sairia quebrado.
Ah, meu amor, sonhei tanto um futuro com você, hoje, o meu sonho é ser capaz de apagar o passado.
Olvidar cada olhar trocado, todo beijo, o calor dos corpos, fazer parar gritar seu nome, os lençóis e as paredes do meu quarto.
Confiei em ti, confiei em meu coração parvo.
Eu deveria era ter duvidado.
Pois, você era a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que diziam seu nome, eu sentia o contrário..." - EDSON, Wikney

"Meu mel, o sorriso, o perfume e o aconchego são meu porto, meu céu.
Ela é dona de toda doçura; quando em meus braços, leva da minha existência o fel.
Linda, pintada pelo próprio Deus, como em papel.
Instantaneamente, olhar é te amar, até sua sombra adorar, ajoelhar diante de ti, em sua mão o anel.
Zelosa, atenciosa, cada momento longe do seu sorriso, do macio da sua tez, ao meu eu é cruel.
Enamorado de ti, percebi que devo parar de buscar um porto seguro, pois em ti já encontrei meu céu..." - EDSON, Wikney

Em ti, meu amor, um templo se revela,
Onde a beleza reside, pura e singela.
Teu corpo, Sapekinha, obra prima divina,
Esculpido em encantos, que a alma fascina.


Cada curva, um traço de arte sem igual,
Um convite ao toque, um desejo imortal.
Na suavidade da pele, o calor que me aquece,
No contorno do corpo, o amor que floresce.


Teus olhos brilham, mas teu corpo irradia,
Uma luz própria, que me guia.
Sou o admirador humilde, que em ti encontra,
A mais pura poesia, que o coração aponta.


Que a minha admiração seja eterna,
Por essa beleza que me acende, serena.
Teu corpo, meu amor, é a canção que eu canto,
O meu mais belo verso, em cada encanto.

"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade.
É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face.
Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com ela ao dobrar toda esquina da cidade.
Decerto que é maldição, pois, ao pensar nela, minha mente subverte a razão e abraça todo tipo de leviandade.
Uma vida plena, amor recíproco, nós, o beijo, fervorosa paixão, felicidade.
Não houve, não há, não haverá divindade.
Fiz a prece aos orixás, tentei os druidas, ofertei um olho a Odin, roguei ao Cristo, nem mesmo o pastor, Javé ou a confissão ao padre.
És maldita, até mesmo Lúcifer se absteve dessa culpa, não ousou participar deste entrave.
Morreu nosso amor, reuni meus pecados, nossas juras, nossos beijos, para formar o Conclave.
'Habemus Odium', subira a fumaça branca, temos um novo sentimento, mais sofrimento, mas não um novo amor, uma nova metade.
É, realmente, da minha existência, tu és a pior maldição, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade..." - EDSON, Wikney

" Tudo que for erigido em nome do amor é apenas um eco pálido diante do abismo que ele deixa no peito. Cada gesto, cada palavra, cada tentativa de tocar sua essência, fracassa miseravelmente, como se o próprio sentimento se alimentasse da nossa incapacidade de contê-lo. E tu sentes — com cada fibra, cada suspiro, cada lágrima silenciosa — que nada jamais será suficiente, que todo esforço humano é apenas sombra diante da luz cruel e imensa do que verdadeiramente amas. A dor é aguda, penetrante, e nos deixa nus diante do infinito, impotentes, chamando em vão o que nunca se deixa possuir por completo. "

"A verdade é que bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo?
Pouco importa, ambas são um engano, ledo.
Amar é loucura, é escravizar-se ao desejo.
Não tem uma mensagem, um aceno, um abraço onde eu queria um beijo.
Tento imaginar nós dois, me esforço, me declaro, mas não tem jeito.
Você não quer meu aconchego.
Lembro seus olhos, tudo o que é divino deixa confuso este sujeito.
O seu olhar é inenarrável, inimaginável, tem um brilho de constelação e, ao mesmo tempo, um inescapável negro.
Eu ainda me lembro do seu cheiro.
O vento, o seu aliado mais covarde, não me permite esquecê-lo.
Quando bebo, te amo; quando estou sóbrio, finjo que te odeio.
No escuro do meu quarto, me sinto tonto, fecho os olhos pra evitar o rodeio.
Me encontro na escuridão, de olhos fechados, e ainda assim, é você que eu vejo.
Maldita! Me abandone um pouco, me faça te odiar, arranque esse amor do meu peito.
Volte, por favor, volte de onde veio.
Apague da minha mente o seu olhar, o sorriso, o seu jeito.
O seu abraço, a gargalhada espalhafatosa, os seus trejeitos.
Hoje, senti sede de você, e a saudade veio.
Por não te ter, te busquei em uma corrutela, em um copo cheio.
Te enviei uma mensagem, foi visualizada, mas a resposta não veio.
Cedi à minha vontade, à minha maior vergonha, não deveria tê-lo feito.
Fi-lo, pela exacerbada parvidez, por tentar ser, ao menos, seu amor de veraneio.
Embriagado, indaguei-me: bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo?" - EDSON, Wikney

A percepção é como o nariz, cada um tem o seu e respira por conta própria.

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo.
Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo.
Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo.
O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno.
A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno.
Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo.
Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno.
Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto.
Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo.
Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto.
Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo.
Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto.
Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso.
Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo.
Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."