Coleção pessoal de testeteste123
Parece que tudo o que eu disse parecia não ter importância, por isso rasguei aquela carta. Eu prefiro acreditar que não deu mínima para o que estava escrito lá.
Não é todo dia que alguém chama nossa atenção.
E, de algum jeito, você conseguiu.
Você não me conhece ainda, e eu também não te conheço.
Soube que passou por momentos difíceis recentemente, que é um observador calado, e que gosta de levar um jeito mais só.
Quero que saiba mais sobre mim, quero poder te contar algum dia como foi meu dia.
Não sei exatamente onde isso vai dar, mas tenho vontade de descobrir.
Talvez nem dê em nada.
Mesmo sem te conhecer direito, sinto que há coisas interessantes por trás do teu jeito.
Queria poder rir das mesmas bobagens, ou dividir aquelas pequenas histórias do dia a dia que só fazem sentido quando alguém escuta de verdade.
Não espero nada de nós, só quero que você saiba que tem alguém curiosa por você.
E talvez também te deixar curioso sobre mim. E então nos conhecermos melhor.
Quem sabe, aos poucos, a gente descobre afinidades, conversa sobre coisas aleatórias e encontra alguma coincidência.
Quem sabe você seja a pessoa pra mim, e eu seja a sua pessoa.
Ou quem sabe nada disso aconteça.
Mas o que tenho certeza é que quero que nossa história continue, mesmo que seja só para descobrir o que ela pode se tornar.
E que essa não seja a última vez que eu te escreva.
A vida nos tira pessoas, nos tira lugares, e fica sempre um vazio do qual temos que preencher e compreender.
Me perdoe, Deus, por sempre te questionar, só queria uma resposta. Às vezes me pergunto onde estás e se realmente existes. Será que é medo? Medo de nada disso ser verdade. Sinto falta de você, não sei por que sinto.
Siga.
Não esqueça de cuidar da casa que é o seu corpo,
do silêncio que repousa na sua mente
e dos sonhos que guardam lugar no seu peito.
Permita-se cercar apenas de quem soma leveza
e não de quem rouba o seu sossego.
A vida é feita de partidas e voltas,
de quedas e florescimentos.
E cada vez que você recomeça,
se descobre inteiro de novo.
Abrace.
Respire fundo.
E escolha sempre florescer,
mesmo quando o mundo insiste em ser improdutivo.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Eu dizia que ficaria feliz se você fosse feliz, mesmo que fosse com outra pessoa… mas a verdade é que isso seria hipocrisia. Porque meu coração só sabe querer que essa felicidade seja ao meu lado.
O que os poetas dizem sobre o Amor que o mundo Esqueceu?
Tem quem diga que o amor está em extinção.
Mas talvez ele só esteja cansado.
Cansado de tanta pressa, de tanta pose, de tanto “eu te amo” mal conjugado.
Vinicius de Moraes, esse romântico essencial, já dizia que o amor não precisa ser imortal... “posto que é chama”.
Mas que seja infinito enquanto dure.
E dura mesmo — na pele, na lembrança, no cheiro que fica no lençol.
Porque, como bem lembrou Rita Lee: “amor sem sexo é amizade.”
E a gente não celebra amizade no Dia dos Namorados, né?
Adélia Prado, com toda sua santidade profana, escreveu certa vez que “erótica é a alma.”
E é mesmo. Porque amor sem desejo é convivência.
E convivência, por si só, não sustenta altar.
Ferreira Gullar, com sua sagacidade crua, diria que o amor não salva, mas revela.
E é por isso que dói.
Porque amar é ver o outro como ele é — e ainda assim ficar.
Amar é esse milagre que mistura o profano com o sagrado e, no meio, a gente.
E como escreveu Leandro Flores em seu texto “Construindo Amor”:
“Não se deixe levar apenas pela paixão, mas viva pelo o amor, lute, acredite, tenha fé. O amor é a única razão de o mundo ainda existir.”
Essa frase devia estar em outdoor no Dia dos Namorados.
Porque no fundo, amar é isso: não se trata de se apaixonar, mas de construir amor.
Tijolo por tijolo. Gesto por gesto. Dia após dia.
O resto... é ilusão com aplique de afeto.
O amor é isso:
Chama que acende, alma que se desnuda, corpo que treme.
É olhar nos olhos e entender que nem sempre vai ser fácil — mas que vale.
Vale cada suspiro. Cada loucura. Cada poesia.
Porque no fundo, o amor — o de verdade — ainda mora ali,
entre o toque e a fé.
E se isso não for divino… então não sei mais o que é.
Educar não é apenas ensinar a viver no mundo, mas lembrar que o mundo também aprende conosco. Somos tanto lição quanto aluno da vida.”
— Alexsandro Luz Silva @culturaescola
🌌 “O universo não é distante de nós; ele respira em cada célula, em cada pensamento. O mundo é apenas o reflexo íntimo do infinito que carregamos dentro.”
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“Educar não é apenas ensinar a viver no mundo, mas lembrar que o mundo também aprende conosco. Somos tanto lição quanto aluno da vida.”
“O mundo não se revela inteiro, ele se fragmenta em pedaços de olhar. Cada pessoa junta seu mosaico, e é nesse inacabado que mora a beleza da existência.”
— Alexsandro Luz Silva @culturaescola
O mundo não se revela inteiro, ele se fragmenta em pedaços de olhar. Cada pessoa junta seu mosaico, e é nesse inacabado que mora a beleza da existência.”
— Alexsandro Luz @culturaescola
Permita-me senhor agradecer por mais um dia de vida, nesta selva tremenda de gentes ferozes e com sua determinação em alcançar algo incomum nos dia serenos.
O Templo Invisível…
O curso das eras se rasgou, e o ritmo das horas deixou de fluir como rio ou ascender como chama. O instante tornou-se substância imóvel, pesado como metal antigo, e nele ecoam ressonâncias que não se podem nomear.
O que parecia restrição revelou-se fundamento, e a dilatação dos espaços mostrou-se sem medida, mais vasta que a própria vastidão. Eis o paradoxo que não se desfaz: o limite sustenta, a abertura consome.
Inscrições não esculpidas habitam o ar, invisíveis e, contudo, gravadas mais fundo que qualquer pedra. Cada sombra revela peso de realidade, e cada sopro oculta em si um arquivo de eternidade.
Fontes que jorravam se calaram sem se extinguir, e o cântico que soava inteiro dispersou-se em notas soltas, como fragmentos de um idioma cujo alfabeto se perdeu.
Assim se ergue o mistério: o que cessou não cessou; o que se ocultou tornou-se mais manifesto; o que não se nomeia ressoa além de toda voz.
E, no ponto mais secreto, suspenso entre o antes e o depois, ergue-se o templo invisível, não edificado por mãos, mas sustentado por colunas que não têm origem.
Ali o indizível se recolhe, e quem ousa aproximar-se não encontra resposta; apenas silêncio revestido de eternidade.
O silêncio nem sempre é fruto da minha escolha, mas nele habita um mistério que a razão não alcança. As verdades, como sementes invisíveis, recolhem-se nesse espaço oculto, esperando o tempo certo de germinar. É no silêncio que o ser se confronta com o que é, e o que ainda não ousa revelar. Pois o silêncio não cala, ele guarda.
Lugar é geografia, um local para a política; comunidade evoca as dimensões sociais e pessoais de lugar. Um lugar se torna uma comunidade quando as pessoas usam o pronome “nós”.
