Coleção pessoal de testeteste123
O mundo se dobra sobre nós como papel velho, e cada escolha é uma dobra que jamais poderá ser desfeita. Entre o que sentimos e o que mostramos, há um abismo silencioso, e todo gesto que acreditamos simples é, na verdade, uma inscrição daquilo que jamais ousamos dizer.
A vida se insinua nos detalhes que ninguém percebe: uma porta rangendo, uma sombra que hesita, um gesto interrompido. É nesses pequenos interstícios que a verdade se esconde, não para ser descoberta, mas para lembrar que tudo o que buscamos já passou, e tudo o que amamos já se tornou silêncio.
O tempo não passa: dissolve-se. E nós, inconscientes, caminhamos sobre suas águas turvas, acreditando navegar. Cada lembrança é um navio naufragado que insiste em surgir na superfície, e cada encontro, um fantasma de nós mesmos que insiste em nos reconhecer.
A alma se curva sob o peso de suas próprias perguntas, e o mundo responde apenas com ecos que confundem mais do que esclarecem. Entre o que desejamos e o que somos, estende-se um deserto de escolhas não feitas, onde cada passo parece distante do chão e cada silêncio carrega a densidade de um grito jamais pronunciado.
A memória é um espelho quebrado que reflete não o que fomos, mas o que tememos que sejamos. Cada gesto carregado de intenção deixa rastros invisíveis, e o mundo, indiferente, coleciona-os como quem guarda cinzas frias. No fundo, toda presença é sombra de ausência, e toda certeza, prelúdio de um silêncio que ninguém ousa ouvir.
O mundo se revela nos interstícios do comum, onde ninguém olha e tudo se desfaz em rumor e poeira. O silêncio não é ausência, mas presença disfarçada; e a verdade, quando surge, não acende luz, apenas evidencia as trevas que carregamos como herança. Cada instante vivido é um fio que se rompe antes de ser tecido, e quem tenta agarrá-lo apenas sente o peso de sua própria falha.
A vida se dobra sobre si mesma como um caminho de pedra enegrecida pela chuva: o que parece silêncio é o murmúrio de todos os erros não confessados, e o que parece vazio é apenas o espaço onde o tempo esqueceu de colocar sentido. Cada gesto é uma sombra de outro gesto, cada palavra é uma lâmina que corta tanto o mundo quanto quem a pronuncia, e o observador que acredita estar fora da cena já é parte dela, moldado pelo eco que se recusa a se calar.
"Deus abençoe as pessoas que falam sozinhas e sorriem sozinhas.
São pessoas felizes, de pensamentos felizes."
Haredita Angel
04.09.24
Emoções primárias são aquelas que surgem de forma automática, instintiva e universal diante de estímulos básicos da vida. Elas não precisam de linguagem para existir, nem de cultura para se manifestar. Um bebê chora quando sente medo ou desconforto, sorri quando sente prazer e grita quando se frustra mesmo sem ter aprendido nada disso.
Do livro: A anatomia das emoções de Nina Lee Magalhães de Sá
Nem toda música é benéfica ao cérebro. Certos estilos contemporâneos, especialmente os que envolvem altas frequências, ritmos muito acelerados, distorções sonoras e estímulos visuais intensos, podem induzir o cérebro a estados de alerta contínuo, ativando predominantemente a faixa Beta ou, em casos mais extremos, levando a um padrão de excitação caótica.
Do livro: a mente em hertz de Nina Lee Magalhães de Sá
Nesse ponto, a psicanálise se aproxima da neurociência contemporânea e das tradições filosófico-espirituais que sempre compreenderam a mente como um campo sutil, em constante oscilação. A escuta analítica, nesse contexto, pode ser vista como uma sintonia fina entre analista e analisando, onde palavras, silêncios e afetos produzem ressonância. Quando o analista escuta com presença e atenção total, ele se torna, metaforicamente, uma espécie de “antena vibracional”.
Do livro: A mente em Hertz de Nina Lee Magalhães de Sá
O som “Om” é considerado, nas tradições védicas, o som primordial, a vibração que deu origem a tudo o que existe. Ele não é apenas uma palavra ou uma entoação: é a expressão sonora do universo em expansão, o arquétipo do nascer, do manter e do dissolver.
Do Livro: A mente em Hertz, da autora Nina Lee Magalhães de Sá
Viver com coerência vibracional não significa viver em paz o tempo todo. Significa saber transitar entre os estados, compreender o que o corpo e a mente estão dizendo, escutar os sinais antes que eles gritem em forma de dor, estafa ou doença.
Do livro: A mente em Hertz de Nina Lee Magalhães de Sá
- A ideia central é que sem uma experiência pessoal com Deus, é difícil falar adequadamente sobre Ele.
- A fé necessária é descrita como inabalável e envolve a compreensão de que tudo e todos somos deuses e que tudo foi criado por Deus.
- A noção aqui é que a experiência pessoal com Deus é um pilar central para a genuína compreensão e discurso sobre o divino.
- Sem essa experiência, a fala sobre Deus pode se tornar teórica e desprovida de vivência real.
Do livro: O poder da criação, de Nina Lee Magalhães de Sá
A relação entre psicanálise e semiologia pode ser delineada a partir de uma interrogação central: como os signos revelam dimensões ocultas da subjetividade? Para Freud (2010), o sintoma é um substituto de algo recalcado, um signo que aponta para um conteúdo inconsciente. Do lado da linguística, Saussure (2006) inaugura a semiologia como ciência geral dos signos, compreendendo o signo como a união entre significante e significado. A articulação entre esses dois campos demonstra que a subjetividade se constrói na e pela linguagem, e que toda manifestação sintomática pode ser lida como signo.
Do artigo :A Linguagem do Inconsciente: Interfaces entre Psicanálise e Semiologia
O evangelho é uma caminhada que começa pela base. Se um cristão ainda não aprendeu a exercitar o amor ao próximo, certamente não está pronto para liderar.
“Que tentem parar… mas o extraordinário não pode ser contido. Que tentem barrar… mas o extraordinário sempre acontece.”
“Que tentem parar… mas o extraordinário não pode ser contido. Que tentem barrar… mas o extraordinário sempre acontece. Nada consegue segurar quem decidiu se levantar, se superar e ir além. Cada passo é vitória, cada conquista é prova de que o impossível não existe para quem acredita e age.”
No fundo, a única ponte que existe na distância é o celular..📲 É por ali que a gente mata a saudade, que a gente sente o "tô aqui". Quando alguém resolve “dar um tempo” sem explicar, o silêncio vira abismo. Fica aquela sensação de abandono, como se o laço nunca tivesse sido tão importante pra ela quanto foi pra gente.
