Coleção pessoal de testeteste123
"A cada amanhecer, a vida nos oferece uma nova página em branco. Escreva nela com coragem, pinte com gentileza e revise com sabedoria — porque ser melhor não é um destino, é uma escolha diária."
Roberto Ikeda
EU TIVE/TENHO TEMPO
Eu tive tempo de plantar flores,
mas deixei o jardim em silêncio.
Tive tempo de escrever versos,
mas calei o papel em branco.
Tive tempo de abraçar mais forte,
e, às vezes, abracei o vazio.
Eu tive tempo de sonhar alto,
mas temi o vento das alturas.
Tive tempo de arriscar caminhos,
mas caminhei na margem segura.
E, no entanto, o tempo não partiu.
Ele pulsa agora, dentro de mim.
Ainda há sementes à espera da terra,
a canção ainda mora na garganta,
o abraço ainda cabe nos braços,
e os sonhos ainda sabem voar.
Pois nunca é tarde quando há desejo,
e nunca é distante quem tem coragem.
Eu tive tempo…
e, mais que isso,
eu tenho tempo.
"A Melancolia Que os Alunos Carregam Dentro Deles.”
As salas de aula parecem cheias de vozes, risadas e movimentação, mas, se olharmos com atenção, veremos algo escondido por trás dos cadernos abertos e das telas iluminadas: uma melancolia silenciosa que muitos alunos carregam.
Ela não é sempre visível. Às vezes se esconde num olhar cansado, num suspiro diante de uma prova, na falta de entusiasmo para responder a uma pergunta simples. Outras vezes aparece no corpo que está presente, mas na mente que vaga para bem longe.
Essa melancolia nasce de muitos lugares: da pressão em ser perfeito, do medo de decepcionar, da comparação constante, da falta de tempo para viver fora da escola, do peso das expectativas. Nasce também da solidão disfarçada, da sensação de não ser ouvido, de que suas dores são pequenas demais para importar.
No fundo, cada aluno carrega uma batalha invisível. E a escola, que deveria ser espaço de descoberta e crescimento, tantas vezes se torna palco de ansiedade, cobrança e silêncio forçado.
A melancolia dos alunos é um pedido de pausa, de escuta, de acolhimento. É o coração dizendo que aprender não pode ser apenas decorar fórmulas e datas, mas também encontrar sentido, encontrar lugar, encontrar-se.
Porque só quando a escola aprender a enxergar o que os olhos não mostram, os alunos poderão estudar sem sentir que precisam esconder dentro deles a parte mais humana que possuem: a fragilidade.
"A Falta de Entendimento dos Irmãos Mais Velhos e Mais Novos”
Entre irmãos existe um laço que parece inquebrável, feito de sangue, infância e lembranças. Mas, ao mesmo tempo, esse laço é atravessado por diferenças que tornam o convívio um território delicado. O mais velho sente o peso da responsabilidade, como se fosse chamado a ser exemplo, guia, quase uma extensão dos pais. Já o mais novo cresce à sombra desse exemplo, desejando liberdade, querendo ser visto por si mesmo, e não apenas comparado.
Daí nasce a falta de entendimento. O irmão mais velho olha para o caçula e o vê como imaturo, irresponsável, sem a seriedade que a vida exige. O mais novo, por sua vez, enxerga no mais velho alguém duro, exigente, que parece ter esquecido o que é sonhar e brincar. Ambos se cobram, ambos se julgam — e pouco se escutam.
Essa distância não é apenas de idade, mas de percepção do mundo. O filósofo diria que cada um vive em sua própria temporalidade: o mais velho já se preocupa com o futuro, enquanto o mais novo ainda se agarra ao presente. É como se olhassem a mesma estrada por ângulos diferentes.
O problema é que, nessa falta de entendimento, se perde algo precioso: a possibilidade de aprender um com o outro. O mais velho poderia ensinar paciência e prudência; o mais novo, leveza e espontaneidade. Mas muitas vezes ambos preferem se proteger em suas certezas, em vez de abrir espaço para a escuta.
No fundo, irmãos se amam, mas também se estranham. Talvez a verdade seja que esse estranhamento é inevitável — e, paradoxalmente, é nele que mora a chance de crescimento. Porque compreender o outro, quando ele é tão diferente, é também compreender melhor a si mesmo.
Assim, a falta de entendimento entre irmãos é uma escola silenciosa: ensina que o amor não é feito de iguais, mas de diferenças que precisam ser acolhidas.
E talvez seja esse o segredo: não conquistar a complexidade, mas reaprender a escutar o óbvio, a habitar o claro, a deixar-se tocar pelo simples. Pois é aí, no chão limpo da simplicidade, que repousa a grandeza que tanto buscamos.
A simplicidade, afinal, não é ausência de profundidade, mas a sua face mais pura. É quando o ser se mostra sem ornamento, e o que encontramos já não pertence aos livros nem às teorias — pertence a nós, pertence ao mundo.
No raro instante em que conseguimos despir o olhar, tudo se revela. A folha caída não é apenas botânica, é tempo que se dobra; a água que escorre não é apenas física, é eternidade em movimento. Nesse momento, não pensamos — vemos. E ver, assim, é transcender.
Mas o mundo não fala difícil. Ele se oferece em silêncio: no canto tímido de um pássaro, na claridade que atravessa a janela, no riso solto de uma criança que nada deve à razão. A vida é simples — somos nós que a cobrimos de véus, como quem teme enxergar o que é demasiado claro.
Tememos a simplicidade como quem teme a nudez diante do espelho. Preferimos vestir as coisas de palavras difíceis, adornar o óbvio com teorias emaranhadas, acreditar que a beleza só existe no labirinto. É como se a complexidade fosse medalha de intelecto, e a simplicidade, um vazio vergonhoso.
Quando te conheci já te amei.
Já te amei porque não tenho se não motivos para não te amar.
Tu me conheceu como eu era dantes, e agora te conheço como é após.
Será mesmo que tu me conhece ou eu te conheço?
Te conheço quando penso em seus lindos lisos louros e castos cabelos.
E vós em que me conhece?
Não tenho nada a te oferecer do que meu próprio conhecer.
"Ajoelhar-se diante do próprio desejo não é burrice — é prostituir a honra em troca de um prazer barato."
👉🏼 Sombras e Essência: O Segredo Que Só o Coração Percebe
“Gestos e palavras revelam apenas sombras. Emoções, crenças e filtros distorcem nossa percepção. O autoconhecimento liberta da ilusão de entender totalmente o outro. No equilíbrio interior, a visão se abre além das aparências. A essência verdadeira permanece invisível, conhecida apenas por quem sente de fato.”
Prezados amigos e amigas,
Evitem a ânsia e a impaciência. Não se apressam, nem se deixem iludir. A ansiedade pode nos levar a aceitar o que se assemelha aos nossos desejos, desviando-nos do caminho. Isso gera frustrações e desespero. Caminhem com calma, observem, sejam prudentes e ouçam mais do que falam. Essa é uma sábia orientação para uma vida plena.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
