Coleção pessoal de testeteste123
Nós decidimos
Qual o sentido em viver um relacionamento se for pra pensar no seu fim, principalmente sabendo o motivo pelo qual se iniciou.
Tá certo que às vezes é necessário ter o pé no chão, viver um dia de cada vez. Mas, é errado sonhar e fazer planos para um futuro ao lado de uma pessoa?
Um relacionamento é uma construção, exige tempo, dedicação, cumplicidade, companheirismo e principalmente de amor, que é a sua essência.
Outro ponto importante é a transparência, ou seja, ser quem você é e ser aceito pelo próximo. É natural que no início você se mostre alguém maravilhoso que esbanja qualidades, e também é natural que com o tempo seus defeitos vão surgindo gradativamente.
Isso faz parte do "conhecer o outro", e é nesses momentos que o amor e companheirismo devem se sobressair. Não compensa mascarar desejos e características pessoais, você antes de mais nada deve ter autoconhecimento; deve ser sincero consigo e com quem está ao seu lado. Isso se chama autenticidade.
Todas essas observações são feitas a partir de uma experiência pessoal. Não posso adotar uma visão universal acerca de relações afetivas, tendo em vista que o nosso relacionamento tem uma história única e diferente do comum.
São tantos momentos pra recordar sobre um relacionamento, que, talvez tenha faltado acima de tudo o caráter de “amizade”... É tão difícil lembrar dos nossos sonhos interrompidos e imaginar o que ainda estaria por vir.
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e nunca fim.
Viajei
Viajei…
Hoje estou numa viagem… Dessas que não tem porto seguro!
Náufrago de mim mesmo… Mas, caminhando, ainda pensando sobre a morte, dela que cedo ou tarde terei sorte, vaguei por pessoas incomuns, boas, ruins, sem laço algum.
Andei pastos verdes, vi montanhas, atravessei rios, não me afoguei, engoli o choro e caminhei, mesmo indo pra tão, tão, distante, a minha frase preferida é de um burro a um ogro: “Já chegou”?
Eu nunca chego, eu nunca vou…
Sobre oportunidades
Não é a ocasião que faz o ladrão, dizia ele a alguém; o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: "A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito." Machado de Assis
O ladrão nasce feito, melhor dizendo ele nasce do pavor em sermos menores, nasce da nossa falta de humildade, de humanidade, nasce na esfera angular de nosso mundo medíocre e impaciente.
O ladrão e, não é preciso cometer delito para que seja, bastando apenas pensar, franzir a testa ou até mesmo omitir questões importantes para nós e os que nos rodeiam.
Pensemos com o coração mais aberto, com o diálogo nascido do agora, deixemos as frases prontas, a neutralidade da alma, abdiquemos da nossa frágil e inútil arrogância, pois está nos faz “furtadores” de sonhos, que por muitas vezes são os nossos.
Sobre o amor de fato
Nossos anos nunca são fáceis, sempre estamos chateados um com o outro, apesar de toda sabedoria que tenho não encontrei um jeito de fazer essa relação dar certo.
Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor... é verdadeiro.
Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados.
Que ideia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada, ou algo parecido. Mas estou convencido de que Shakespeare, tenha.
Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas.
Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou seguro de que isso é verdade.
Para algumas pessoas, de forma inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel.
Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se "amor não vivido" e nesse tipo... Sou experiente.
A maioria das histórias de amor fala de pessoas que se apaixonam entre si, lutam e fazem de tudo para serem suporte um do outro.
Não sei o porque de não conseguimos, talvez eu seja bom em outras coisas que não tenham a ver com o amor, talvez você precise de liberdade para ser feliz.
Várias conjunturas e teses se formam na minha cabeça, nenhuma assertiva ou testada, mas, todas com uma certeza: Não sei amar.
Não sei viver o amor, ele causa dor, nos esmaga, nos faz indecisos, acordamos e dormimos de um jeito, o amor está ali do lado e não percebemos.
Amar é ser mais que amigos fiéis, é ser cúmplice, ser mansidão quando o outro é revolta, é contornar situações a favor do bem estar e isso não conseguimos.
Mesmo assim, quero lhe desejar um ano novo e que Deus haja dentro de nós pra que seja feita a nossa vontade, mas, com a permissão dEle.
Talvez eu não saiba amar, mas, mesmo assim: Eu continuo querendo um amor.
Sobre a beleza de ser pai, sim, estamos na terceira parte!
Acredito que esse é o exato momento que você descobre que aprendeu algo, sim, não posso mais dizer, não me pertence mais a frase “eu não sei ser pai”.
Porque quando você olha e vê seu filho trilhando caminhos bons, direcionados, estudando, seguindo a Cristo, aí tudo se resume na frase “ufa, deu certo”.
Conseguir caminhar nessa estrada espinhosa e perseverei no que eu entendi ser minha tarefa, é importante saber que você foi importante nessa caminhada.
Ninguém nasce pronto, ninguém nasce grande, o aprender está ligado a vontade de ser e, eu quis, não planejei, mas, quando me foi dado a tarefa eu a abracei com a perspectiva de que eu poderia fazer dar certo.
Já falei do meu metodismo, sistemático, organizado e da minha inquietante certeza de que sempre tenho algo a falar.
As vezes dói, as vezes acalma, as vezes dá um nó na cabeça, mas, nunca maltrata, ser pai não significa dizer sim, significa dizer o que o filho precisa ouvir.
Como diria minha avó, o filho que venha ao pai, parece até um versículo que ela tirou da Bíblia, mas, não, literalmente é isso mesmo que ela quer dizer.
Criar, saber lidar, acolher, saber crescer, indicar, saber mostrar, aprender, querer vencer, é uma gama de sentimentos, emoções que lhe aperta o peito e lhe grita a alma, já não é mais sobre você.
É sobre a responsabilidade de colocar no mundo pessoas que vão somar, que vão ajudar e, que principalmente vão servir.
Depois de um tempo você descobre que ser pai é um dom e que é algo que está em você !
Esse é Iago, educado, sorridente, um cavalheiro, simples, humilde, seguidor de Cristo, é o publicitário da família.
Sobre a beleza de ser pai… Segunda parte.
Já falei antes que não me via sendo pai, eu continuo assim, o aprendizado que se colhe ao longo do caminho, é feito de cuidados, de carinho, amor, carões e dias indigestos.
Mas, isso faz parte do processo, não atoa essa tarefa vem abarcada de outras situações externas.
Saber lidar com isso é uma tarefa árdua e pensante, a medida que os filhos vão crescendo, nossa responsabilidade aumenta.
Nos vemos mais protetores, nos vemos mais cobradores, e a saga se repete, dia a dia, como se “chronos” nos fizesse reviver o mesmo dia, várias vezes.
Mas, passa, a ideia de juventude e de liberdade que a sociedade prega nem sempre é a que queremos para nossos filhos.
A inquietante dor que nos pega e nos sacode como um vendaval é somente o nosso corpo buscando formas de defender aquele filho.
Relativamente alinhado ao “nosso querer” estão as vontades deles, opostas nesse caso.
Como fazer, como indicar o caminho sem ser “chato”, antiquado e as vezes bravo? Como orientar no caminho que se deve andar, se ela já escolheu trilhar seus próprios caminhos.
Continua a tarefa, continua a peregrinação na busca do aprendizado que ser pai requer.
Ainda estou me remontando e criando expertises para ser o melhor pai, o melhor amigo, a melhor companhia, o melhor parceiro que um filho deve ter.
Essa é Mirla, de sorriso largo, mas, nem sempre pronto, de olhar discreto, reto é contraponto, ela é como ela é, a modelo da família.
P.S: Ela vai dizer que a foto não ficou boa.
Sobre a beleza de ser pai… Primeira parte!
Eu nunca estive pronto pra ser pai, não fiz planos para esse “fim”, mas, vejo que a tarefa que me foi dada cumpri com maestria, sim, estou falando sem modéstia alguma, eu sou um bom pai.
Meus filhos herdaram características minhas que são essenciais para que eles caminhem rumo a seus objetivos.
A melhor delas… Sorrir, não sempre, não de tudo, até porque parafraseando os compositores de “amor pra recomeçar”: Não podemos esquecer que rir é bom, mas, rir de tudo é desespero.
Das demais características eu colocaria humildade, capacidade de servir, não que todos eles sejam cópias fiéis de mim, mas, os adjetivos vão se formando, os defeitos também.
Por fim, me vendo pai, abracei a ideia e me comprometi a ser leve, a ser o amigo, o que indica o melhor caminho, o que fala palavras duras e ao mesmo tempo alivia a jornada.
Tenho um carinho muito grande pelos meus filhos e eles sabem, mas, sabem também que eu sou “antiquado”, “metódico”, “sistemático”, falante.
Estou nesse caminho de ser pai, mas, volto e lembro noites em claro, sorrisos e choro, balanços e sonetos, viagens, brincadeiras, cantos e encantos.
Talvez eu seja o pai mais falante que exista, mas, também sou o pai mais romântico e amante, mais brincalhão e bobo, mais carinhoso e cheio de direcionamentos que indicam onde Jesus está.
Essa é Jhulia, a risonha, brincalhona, resenhista e emotiva, a pediatra da família.
Amo-a como quem ama a si mesmo, com a mesma intensidade e despreparo do pai que me torno todo dia.
Uma frase ou um poema… Parte 1
Lápide
Fiz tudo que o tempo me permitiu fazer, mas, ainda que tivesse tempo, seria tarde pra fazer o que não fiz!
Pra hoje? Um poema!
Eu amei
Em mim não existe arrependimento, eu amei, mas, não tive tempo e nem condições de amar, eu amei na adversidade.
No contrário das ondas, no andar contra o vento, no desespero da dor.
Na insônia de minhas noites, na solidão das minhas dores, eu amei na inutilidade que meu ser devora, na ausência de saúde em mim.
No pensar de uma canção de outrora, no pesar de quem não fui bastante, na incerteza do meu choro em pranto.
Amei sem poder amar, mas, amei!
Obs. Esse é um trecho do meu livro: O último dia, do último mês.
Dificuldades…
Anos difíceis não é? Sim, mas, se observarmos todos os anos são difíceis, a diferença desses é que olhamos mais para as dores alheias, sempre é ruim pra alguém, pra um grupo, pra uma família, não importa, o que importa é o quanto nos importamos.
E quando nos importamos tudo muda, quando a solidariedade nos abraça, todos ganham. Somos um imenso quebra cabeças e precisamos do outro para nos formar, para
montagem.
Me coloco lado a lado com a sociedade para fomentar valores que são a essência da nossa empresa, queremos ajudar ainda mais, queremos um lugar melhor e para isso é que fazemos nossa parte, solidariedade é a palavra de ordem e dessa forma, desejamos a todo ser humano nesse planeta que mantenham a esperança acesa, continuem acreditando, afinal o próprio Cristo falou que teríamos aflições, mas, que não desanimemos, pois Ele venceu o mundo.
Um natal de bençãos e que a misericórdia do Senhor seja grandiosa em nossas vidas para que possamos ter um ano novo diferente, um ano novo mais unidos, um ano novo com a esperança renascida.
Nunca se fez tão necessário o olhar para o outro, o amor ao próximo, com seus defeitos, cismas, chatices, “quem é perfeito”? Vou além quem é descartável?
Por muitas vezes eu sou: amigo, psicólogo, pai, irmão, líder, mas, nunca patrão, sabe porque ? Porque eu me importo, eu aprendi a ser assim com um homem semi analfabeto, meu pai, e uma mulher analfabeta, minha mãe. Mais do que riquezas eles me deram sentimentos, amor, carinho, afeto, me deram o que eu precisava para viver nesse mundo e, hoje eu vejo parte deles em mim e eu passo isso a todos os que encontro pelo caminho.
Meu sorriso largo e meu abraço toda manhã ou tarde serve pra transferir um pouco do “bom” que tem em mim... E, sempre prego união, que se olhem e se ajudem mais, hoje eu quero pedir que ao irem deitar reflitam, sobre quem você é para o outro.
Como diz Maria Bethânia na sua canção brincar de viver: E eu desejo amar todos que eu cruzar pelo meu caminho... Como sou feliz, eu quero ver feliz... Quem andar comigo!
Sigmund Freud escreveu: Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa? E eu ouso perguntar a vocês, sim, vocês que trabalham comigo: Qual a a sua responsabilidade na desordem do outro?
Podemos fazer mais, do clichê: “a união faz a força”... Sejam solidários e obrigado pela entrega, pelo empenho, pela luta diária de vocês, longe da família, dos amigos, da vida social, mas, se estão aí é porque vocês sonham e o realizar passa por um caminho estreito.
E nesse caminho eu vou está de mãos dadas com vocês, o mais importante, Cristo vai está na dianteira nos guiando.
Hoje pensando sobre o amor…
Sobre o amor.
É indiscutível que o ser humano retrocede, primeiro estágio é se apaixonar pelo conceito que ele próprio formou com relação ao outro.
Nesse momento, não existe defeitos, só qualidades, fúteis, mas, qualidades: Bonito(a), cheirosa(o), inteligente etc, não tem espaço para defeitos, na verdade ninguém se apaixona pelos defeitos do outro…
Mas, ao caminhar juntos descobrem que assim como ele o outro tem defeitos.
A ficha acabou de cair, como conviver com isso? Deveria ser assim, quanto mais as pessoas se conhecessem, mais, o amor tendia a crescer, mas, ocorre exatamente o contrário, entra em cena um amor inventado e projetado sem o processo: namoro, noivado, casamento.
Isso frusta muita gente e acaba trazendo males incuráveis, antes de achamos a princesa ou príncipe, devemos olhar em nós, meus defeitos podem ser relevados? Eu preciso de ajuda, eu posso me permitir construir uma relação saudável a partir do que sou e do que o outro é? Mudar transforma, mas, crescer continua doendo…
Sem sentido…
Hoje foi um dia bem atípico, acordei com uma sensação de morte, não que eu saiba ao certo como é essa sensação, afinal, eu nunca morri.
Mas, tinha algo de errado, meu corpo falava através das dores, eu ignorava e caminhava a enfrentar meus medos e construir algo para o “futuro”.
Não sei ao certo, mas, as dores aumentavam e eu num gritar de socorro me prendia aos cacos que ainda me restam.
As lutas de sempre estavam ali, mas, como Lei de Murphy não falha, havia de piorar.
Anoiteceu e eu me dei conta de como tem sido minha vida, minhas lutas, sim, minhas lutas, eu sozinho choro, eu sozinho resolvo meus dilemas, eu sozinho grito desesperado, eu me viro em ser alguém do servir, servir apenas de encosto.
Daí a pergunta, não é verdade que diz o ditado que melhor só do que mal acompanhado!
Eu não tenho muitas escolhas, minhas decisões me trouxeram até aqui, aí recorro a canção de Chico Buarque e Edu Lobo “A história de Lily Braun”… E lembro das estrofes:
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais “X”
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz…
Aí você deve está se perguntando “que porra esse doido quer dizer?”… Talvez nada, depende do entendimento, talvez tudo, depende do entendimento.
Na vida, mesmo quando tudo estar indo bem, esteja preparado para enfrentar o pior.
Pois quando o pior surgir é porquê ultrapassou a sua zona de conforto.
Felicidade…
O que é ser feliz? Essa individualidade que nos cerca. Ser feliz é pessoal, singular, as vezes plural. Cantada a felicidade é viver em boa companhia, já dizia Saulo Fernandes. Vivida ela é um ato de rebelião contra tudo o que te traz mágoa, porque felicidade está na prateleira de alguma loja de departamentos, na mais contemporânea época, pode-se encontrar nas ondas da internet, pode ser voraz, nociva e leve, mas, tem uma coisa que jamais deixará de ser, o seu próprio ego.
Encontro com o amor
Antes de você, aprendi a abraçar sofrimentos: "Sofro, mas levanto", essa frase não deveria fazer parte do contexto sentimental de ninguém, carregar o amor, seja próprio ou alheio deveria ser algo simples, deveria ser um processo natural, algo mágico.
E se eu disser que o amor é assim, pois é, ele é simplesmente esplêndido, nós, que temos o “maldito dom” de distorcer o que é bom e transformá-lo em mal, mas, em sua essência o amor não muda.
Experimente senti-lo, experimente entregá-lo, experimente compartilha-lo, experimente apenas, “simplesmente” amar.
E eu que acreditei, desacreditei e voltei a acreditar, e eu que escolhi ser somente amor, se fui aceito pelo outro ? Não sei, é sobre mim, é sobre variáveis controláveis e o outro não é, ao menos quando olho dos olhos meus.
Não se pode controlar a inquietação, maldade ou “desejo” do outro, quem disse isso ? Prazer, eu sou o amor.
Seja feito de amor, seja o amor de alguém, para que alguém seja o seu, seja a pessoa certa para a pessoa certa.
Voltando a escrever
Boa tarde,
Passaram-se exatamente 47 dias sem escrever no diário, primeiro que eu não estava encontrando o aplicativo, me fez falta.
Foi um final de ano muito triste, perdi um filho, um irmão e até o momento não tenho motivação nem pra ir a terapia, me isolei em casa, não tão somente pelos eventos recentes, mas, por tudo que me ocorreu nos últimos 24 anos, verdade que os últimos 9 anos me fizeram conhecer o mais profundo do abismo. Como sair disso não sei, mas, deixemos o passado mais distante de lado.
No dia 05 de dezembro recebi uma notícia triste, meu filho de apenas 2 anos e 9 meses caiu no lago num sítio da família e veio a óbito por afogamento, isso destruiu o meu ser, fiquei em estado sólido, imóvel. A vida estava me dando mais um dos seus golpes seguindo a lei de murphy. Aquele momento eu descobrir que não importa o quanto de sofrimento você tenha acumulado, pode piorar.
Descobrir também que meus problemas de saúde não são “nada” perto da dor que é te perder meu filho.
Meu filho não estava preparado para partir e nem eu para perdê-lo.
Vou ficar com sua voz dizendo: “Bença pai!” E em reposta eu falava: Deus lhe abençoe; rapidamente você continuava: “Te amo” e eu quase como um reflexo dizia: “Te amo meu pai”, daí você me dava um selinho e isso bastava.
Era a expressão de amor mais pura que alguém pode receber.
Eu tive o privilégio de ser seu pai por 2 anos e nove meses, você foi um presente que a vida me deu e de repente me tirou, mas, estou certo de que Cristo olha por nós, que Ele mesmo te receberá nas mansões celestiais e providenciará nosso reencontro.
Eu fiz questão te deixar uma bola junto ao seu túmulo, era o que ele gostava de fazer “jogar bola”, só precisava de uma bola pra ser feliz.
E eu ali tomado de dores físicas, psicológicas, de toda natureza, bastou 15 dias para receber novamente uma notícia ruim, meu irmão também nos deixou, ele quebrou a perna e foi fazer uma cirurgia, até aí tudo certo, minutos após teve uma insuficiência respiratória e veio a falecer. Outro golpe duro é difícil de aceitar, mas, diz o poeta e o compositor: “Do jeito que a vida é."
A vida por si só toma a dianteira das nossas vidas e vai nos decepando aos poucos.
Agradeço ao bom Deus por ter me presenteado com você meu irmão…
Fazia 20 dias que tinha sepultado meu filho e tive que me fazer forte pra sepultar meu irmão, foram e tem sido dias tão difíceis.
Eu nunca gostei do mês de dezembro "e algo pessoal". Dezembro é comemorado o aniversário de Cristo, da minha mãe, de duas irmãs, do meu filho e inclusive o meu.
Mas, também é o mês em que perdi meu filho, meu irmão e tantos outros queridos.
Meu irmão passou por muita coisa nos últimos anos, da morte a vida, do renascer em águas batismais, do acreditar mais em Cristo e se colocar como servo fiel.
Meu irmão era a felicidade em pessoa, herdamos do nosso pai, e assim eu quero lembrar dele, nossas resenhas, nossos momentos de diversão.
Vou ficar com as palavras de Cristo para tentar seguir e sair desse marasmo que me encontro. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?” João 11:25-26
2023 foram de dores, de lamentos e eu já não sei como será 2024.
Eu evolucionei
Eu evolvi, quando deixei de me cortar
Eu evolvi, quando deixei de me importar
Eu evolvi, quando deixei de me aportar
Eu evolvi, quando deixei de me doar
Eu evolvi, quando deixei de desfazer-me
Eu evolvi, quando a "mim" foi dado zelo
Eu evolvi, quando a "mim" veio o amor
Eu evolvi, quando a "mim" vieram inteiros
Eu evolvi, quando a "mim" não era dolo
Eu evolvi, quando a "mim" pairava sonhos
Eu evolvi, quando não mais ali fiquei
Eu evolvi, quando não mais ali “quietei”
Eu evolvi, quando não mais ali fui porto
Eu evolvi quando não mais me veio abuso
Eu evolvi, quando não mais me era só
Eu evolvi, quando minha alma foi meu corpo
Eu evolvi, quando minha dor já era extinta
Eu evolvi, quando minha mão se fez abraço
Eu evolvi, quando minha calma foi bastante
Eu evolvi, quando minha paz se fez completa
E eu tão solto, mente aberta, me fiz mais dono de mim.
Sobre o tempo
O tempo me perguntou: O que tem feito? E em resposta eu respondi: Nada, além de te acompanhar.
Ele que é impiedoso, conduz a nossa vida de forma demarcada, seja, segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e até décadas, ele nos aprisiona do seu jeito e nós somos levados a quebrar essas grades que nos aprisiona e soltar-nos, livre, leve e cheio de amor nossos melhores sonhos, por fim, uma resposta, em meio a todas as barreiras que o o tempo nos impôs.
Amadurecemos e o tempo não se dá conta, podemos ser e nos fazer melhores, podemos reinventar a vida e a forma com que lidamos com fracassos, com ilusões, com choro, com dor, com a esperança, podemos amar a mesma pessoa várias, diversas vezes da mesma forma, do mesmo jeito, com o mesmo olhar do primeiro encontro, com o mesmo gosto do primeiro beijo, com a mesma vontade, intensidade de viver pra sempre, não sabemos até onde vamos, mas, podemos escolher com quem ir.
Contos sobre mim parte 44 - A beleza do envelhecer…
Sobre quem eu sou, de marcas latentes, forjado em batalhas, com choro e dores, sorrisos que atraem, certeza de ir quando não mais quero ser, solitude de mim e do que quero fazer, sou cheio de graça, sinceros abraços, sou tido por muitos de poucos eu sou, nascente poente, ouvir o som das águas e aqui me encontrei.
Sobre quem quero ser, não mais água ardente, um pouco de tudo, não tudo de vez, quero andar entre as águas, cria brio e coragem pra nascer e crescer, quero ouvir som de pássaros, andar em seus braços, jamais perecer, a paz das montanhas, amores me ganham e vim pra vencer. Vencer meu passado, vencer o outro lado, vencer, só vencer, e aqui já me basta, se lá estarei, terei a certeza de que entre belas as feras desceu e eu flor que nasce, desboto entre laços pra ser cor de vida, naturalidade me encontro em meus passos pra ser quem eu sei.
Sobre quem eu fui, não sei, não recordo, só sei que discordo, pois, não o quis ser, encontro outro mundo, desvio, vagabundo, ali não sou eu, a fé me abraça e eu todo dela sou feito de luz, prazer que me toma, cintila, retoma, me enche de risos por ter bem crescido sabendo que sou, quem eu quero ser, mas, profundamente quem fui não me lembro, se fui já não sou e isso me basta, pra ter um abraço “do eu que tornou”, de tudo um pouco, calado, translouco, fadado e romântico, me torno galante sem lembrança alguma do ser que eu fui.
Márcio Ribeiro
