Coleção pessoal de testeteste123
Eu não peço fidelidade, não peço que fique . Meus olhos não podem ver quando está longe, não posso sentir se esteve em outro colo.
Mas sinto quando outro corpo te deseja, e sim minha carne treme de ciúmes, minha boca saliva querendo soltar palavras ofensivas e dizer q vc é meu. Mas logo me recomponho e recolho ao meu lugar, se não estiver bom para mim, sou eu que preciso sair e não te obrigar a se retirar.
Não sei até quando vou aguentar te ver sendo desejado sem poder me expressar.
Andando sobre as sombras, sem poder me iluminar com trocas de olhares em público.
Não costumo fazer alarde, quando perceber já estou indo. Me dói mais ficar do q estar longe.
Um peso q preciso medir, uma escolha difícil de fazer.
Eu faço por mim, por nós, por não odiar, por aceitar q seu lugar é aqui. Rodeado de olhares amorosos, e em 5 meses uma nova eu estará nascendo em vc novamente.
Tudo outra vez, seu coração batendo, suas inseguranças, e a paixão q sente tão repentina.
Logo vc descobrirá q nunca amou de tal maneira quanto a ama, a próxima!
Eu serei apenas lembrança.
Busco a paz interior, a clareza nas palavras e o poder de partilhar conhecimento que transforma vidas.
Acredito que comunicar é servir, e aprender é o primeiro passo para ensinar.
Às vezes sinto que o solo não é firme e o céu não é o limite. Porém, existe uma única certeza: tudo o que tenho não é nada. Minha vida se torna incompleta e meu ser, inviável. Tudo o que me mantém distraído também me mantém aflito. Mas, quando olho fixamente em seu olhar, não vejo algo ilimitado, e sim uma perspectiva fixa — a de que tudo o que faço ou farei jamais se equiparará a esse olhar.
Aos poucos, o coração vai se ajeitando.
O sorriso volta, a esperança se assenta de novo no peito, e a vida, teimosa e linda, floresce onde parecia ter só cansaço.
Deus é o socorro bem presente na angústia... não apenas Aquele que chega no fim da dor, mas o que caminha conosco durante o choro.
Reerguer-se é um gesto de fé.
É olhar para o céu com os olhos cheios de lágrima e, mesmo assim, dizer:
“Eu confio.”
Superar não é fingir que não doeu.
É aprender a colocar as coisas no lugar certo dentro da alma. O que é peso, a gente entrega a Deus; o que é lição, a gente guarda; e o que é amor, a gente deixa florescer outra vez.
É hora de recolher os cacos sem pressa, de respirar fundo e lembrar que Deus não se ausenta quando o dia escurece...
Ele apenas trabalha no invisível.
Eu amo os meus começos e Odeio os meus fins
Os começos são pura faísca, promessa, aquele gosto de “agora vai”. E meus fins… são o cemitério das minhas entregas inteiras. Quem sente tudo do jeito que eu sinto nunca termina nada sem deixar um pedaço de si no caminho.
Sinto Muito
Eu não sei,
não transparecer o que sinto.
E sinto muito —
por sentir demais,
por deixar que o coração se derrame nos olhos,
na voz, no gesto.
Sinto o que não cabe em mim,
o que não se explica,
o que insiste em escapar em forma de silêncio.
Não sei fingir leveza quando há peso,
nem esconder ternura quando há verdade.
E talvez seja isso:
meu erro, minha beleza,
minha entrega.
Sinto muito.
Mas é o sentir que me mantém viva.
O Som da Luta
Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola
O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.
No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:
> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”
Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”
Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.
No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:
> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”
O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.
Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”
Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.
Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:
> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”
O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”
E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.
> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.
Ter visão é mais do que sonhar — é acreditar antes de ver, é construir no invisível.
A maioria das pessoas espera que tudo esteja perfeito para começar. Mas quem carrega propósito entende que o futuro não se espera, se constrói.
E quem tem visão, mesmo sem recursos, começa com o que tem. Porque sabe que o primeiro tijolo colocado com fé vale mais do que mil planos guardados no medo.
A visão nasce no coração antes de se manifestar no mundo. Ela começa como um sussurro, uma ideia que insiste em voltar, mesmo quando tentas ignorar. Com o tempo, transforma-se em chama — e essa chama não apaga, mesmo quando os ventos da vida sopram forte.
Ter visão é aceitar o desafio de caminhar com dúvidas, mas sem perder a direção.
O visionário sabe que o tempo é um aliado e não um inimigo. Entende que os processos lentos também produzem frutos duradouros.
Cada obstáculo, cada atraso, cada silêncio — tudo faz parte do alinhamento. Às vezes, Deus atrasa o que pedes porque está a preparar o que mereces.
E quando a tua visão está firmada em propósito, nada te destrói; apenas te molda.
Mas há algo que poucos entendem: ter visão é um fardo e uma bênção.
É um fardo porque nem todos te compreenderão. Muitos vão rir, outros vão duvidar, e alguns vão tentar apagar o teu brilho.
Mas é uma bênção, porque te torna incansável.
Mesmo cansado, continuas. Mesmo sem resultados, acreditas. Mesmo sozinho, permaneces.
O caminho de quem tem visão é solitário no início, mas vitorioso no fim.
Porque o mundo só acredita quando vê, mas o visionário só vê quando acredita.
E essa é a diferença entre quem fala de sonhos e quem constrói realidades.
A visão não precisa ser grandiosa aos olhos dos outros — precisa apenas ser verdadeira para ti.
Ela não é sobre fama, é sobre impacto.
Não é sobre o quanto conquistas, mas sobre o quanto transformas.
Porque propósito sem serviço é vaidade, e visão sem ação é ilusão.
Se queres um futuro sólido, começa hoje.
Planeia, ajusta, erra, tenta de novo, mas não pares.
O futuro não nasce no amanhã — ele é gerado nas decisões silenciosas de hoje.
Cada esforço que fazes, cada noite sem dormir, cada passo no escuro... tudo isso é parte da construção da tua visão.
E quando o dia chegar — aquele dia em que olhares para trás e percebas que tudo valeu a pena — vais entender: não foi sorte, foi fé, persistência e visão.
