Coleção pessoal de testeteste123
O poder de um olhar LIBERTA
O poder de um abraço RESTAURA
O poder de um sorriso CURA
O poder de um beijo DESPERTA ...
... os olhares, os abraços e os sorrisos!
Há um risco, às vezes muito sutil, na romantização dos problemas: aprender a amá-los.
E se é notório que, para alcançar uma Graça, precisamos antes reconhecer a necessidade dela e pedi-la com sinceridade…
Como poderá o Filho do Homem libertar-nos de um fardo que cultivamos, romantizamos e até passamos a chamar de nosso?
Há dores que não nos abandonam, não porque Deus as conserve, mas porque nós as acariciamos como lembranças de estimação.
Há feridas que já não sangram como antes, mas que insistimos em reabri-las, como quem visita um túmulo com flores demais.
O Céu não invade o território onde o coração ainda se acomoda no cárcere das próprias paixões.
E, talvez por isso, certas Graças tardem: porque ainda chamamos de amor, o que, na verdade, é prisão com perfume de afeto.
O doce perfume da prisão não apenas exala o bom cheiro — ele também aprisiona.
Me amar tem sido um exercício diário, um recomeço silencioso, às vezes cansado, mas sempre sincero.
Porque no fim, o amor-próprio não nasce do espelho, nasce da coragem de continuar sendo quem eu sou, mesmo quando ninguém aplaude.
Tem dias em que a gente não se reconhece no espelho.
Nem pela aparência, mas pelo cansaço que os olhos carregam.
É nesses dias que eu lembro: não preciso ser forte o tempo todo, só verdadeira comigo.
Ser forte o tempo todo
é fingir para si mesmo
que está tudo bem
que não dói, que não
queima, mas tem um
fardo pesado.
O amor humano, quando é puro, tem o poder de ressuscitar a alma cansada e foi assim comigo. Eu já quis me fechar para o mundo, mas vieram algumas almas boas e me ensinaram que vale a pena deixar a porta entreaberta.
