Coleção pessoal de testeteste123
O Direito ao Silêncio
Como explicar que não estar preparado para responder uma mensagem ou um telefonema também é um limite — um limite que deveria ser compreendido e respeitado?
Vivemos tempos em que o imediatismo é confundido com afeto, e o silêncio com indiferença.
Mas há silêncios que são apenas pausas necessárias para quem já está sobrecarregado demais.
Estamos cansados emocionalmente, mentalmente, humanamente.
E, muitas vezes, o motivo de não responder não é falta de carinho, é justamente o excesso dele.
É o medo de repassar o peso, de transbordar dores em quem queremos proteger.
É o cuidado disfarçado de distância.
Mas como se fazer entender num mundo que só reconhece o que é dito, e não o que é sentido?
Como dizer que o silêncio também é uma forma de respeito?
Que às vezes o maior gesto de amor é o recolhimento, é o tempo que se leva para conseguir dizer algo verdadeiro — sem disfarces, sem máscaras, sem a pressa de parecer bem?
O silêncio, quando nasce do cansaço e do cuidado, não é afastamento.
É um pedido de espaço para respirar.
É a pausa de quem ainda quer estar, mas precisa primeiro voltar a ser.
Tu viu o que a fulana fez?
Tu viu o que a ciclana falou?
Soube do que tavam comentando?
Viu quem brigou com quem?
Ouviu o novo babado?
Não, não vi e nem quero saber.
Tô ocupada demais cuidando da minha vida, evoluindo e deixando o resto pra quem gosta de perder tempo.
A gente se entende no silêncio, no olhar — como se nossas almas conversassem numa linguagem só nossa. É algo tão natural, tão intrínseco, que se confunde com a rotina e, sem alarde, vai tecendo os fios da história que construímos juntos, dia após dia.
Cada fio de cabelo branco,não é uma falha, mas um aprendizado, uma etapa, e principalmente, um treino para nosso brilho na eternidade.
🌿 O Valor Verdadeiro
Não busque ser melhor do que ninguém, por quaisquer meios que você ache que o farão ser.
Na vida, ninguém é melhor ou pior do que alguém. Cada ser humano é único e está seguindo o seu próprio caminho.
O mundo admira coisas como dinheiro, beleza, inteligência, influência e poder. Mas Jesus disse:
“...o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação.” (Lucas 16:15)
Isso realmente coloca tudo em outra perspectiva. Tais valores não dão a ninguém um mérito especial aos olhos de Deus; pelo contrário, Ele se entristece quando valorizamos o que é terreno e nos julgamos superiores ou inferiores aos outros.
Deus tem uma forma totalmente diferente de medir o valor de uma pessoa. Basta conhecer Sua Palavra para descobrir o que Ele verdadeiramente aprecia: amor, bondade, benignidade, mansidão, humildade, temperança, honestidade, otimismo, compaixão, respeito e fé.
Essas são as virtudes que realmente demonstram a evolução de um ser humano.
Estamos aqui para nos aperfeiçoar, não para nos comparar.
Siga seu caminho em paz, pois o verdadeiro valor está no coração.
Diário 03/11
Faz muitos anos que eu não ia a um centro espírita de Umbanda… Hoje, fui. Fui acompanhada de amigos queridos e da minha esposa. Enquanto esperava, observei os sons, as velas, o cheiro de ervas… era como se um pedaço do que eu já fui me reconhecesse ali. O ambiente estava sereno, cheio daquela energia que mistura respeito, mistério e fé. Fui a sétima a ser atendida pela entidade espiritual. Fizemos oração juntas, e quando chegou minha vez, ouvi a pergunta simples, mas poderosa:
— O que posso ajudar?
Respirei fundo e pedi: “Me ajude. Cure-me de todas as dores emocionais. Me ajude a respirar melhor.”
A entidade me olhou por um instante e disse apenas:
“Cada pensamento é uma nuvem na sua pele… você está sozinha e precisa de ajuda.”
Essas palavras me atravessaram. Pediu para que eu me abrisse mais, pois as dores emocionais estavam se transformando em dores físicas. Disse para eu buscar ajuda psicológica, conversar mais com minha esposa — que relacionamento é partilha, é transparência — e que ela também precisa participar dessa cura.
A entidade explicou que não poderia fazer muito além, mas faria uma limpeza espiritual profunda, especialmente no meu coração e nos pulmões. Disse que eu dormiria bem naquela noite.
Assenti com lágrimas nos olhos, querendo mais respostas, mais direção… Ela olhou fundo em mim e perguntou:
— Vai seguir minha orientação para o banho?
Assenti de novo, silenciosa. Pediu que eu voltasse. Saí de lá meio desesperançosa, mas com algo dentro de mim insistindo em lembrar da mensagem da abertura: para curar, é preciso ter fé.
A orientação foi simples — um banho com folhas de Guiné, amanhã à noite.
Sigo ainda refletindo… talvez a cura não venha de fora, mas comece na entrega, no acreditar, no permitir-se sentir e confiar.
É doloroso demais quando a gente vê ou imagina alguém colocando em risco algo tão bonito como um amor tranquilo, por causa de confusão da cabeça ou do coração. Parece um desperdício — de tempo, de carinho, de tudo o que foi construído com tanto esforço.
o amor não combina com indecisão. Amor de verdade é escolha diária, é presença, é paz. Quando alguém diz estar “confuso”, na verdade está sendo injusto com quem o ama — porque quem ama não deixa dúvida, acolhe, explica, cuida.
Diário - 04/11/2025
Acordei bem às seis da manhã, mesmo tendo dormido poucas horas. A sensação era outra — leve, serena, como se algo dentro de mim tivesse mudado. Meus pensamentos estavam distantes, ansiando por novos planos. Ainda ecoavam em mim as palavras da entidade espiritual da noite anterior. Apesar de não ter recebido uma orientação concreta, senti que compreendi o essencial. E fui atrás disso: terapia. Dito e feito, consulta marcada para o dia 09/11.
Enquanto Mônica se arrumava para trabalhar, preparei o café para nós. Conversamos pouco sobre o que aconteceu na noite de ontem. Notei que ela também estava introspectiva — imaginei que refletia, como eu, sobre tudo o que vivemos.
Depois do café, organizei minha marmita, lavei a louça e dei uma geral na casa enquanto ela passeava com os cães. Fiz minhas orações, pedindo por renovação de energia e agradecendo silenciosamente por mais um dia. Me despedi dela e fui tomar meu banho.
Me arrumei apressada, como de costume. Tenho chegado mais tarde em casa e permanecido até mais tarde no trabalho, então o horário já não me pesa tanto. Mas as responsabilidades me esperam — sempre.
Cheguei quase às nove. Fui ao almoxarifado falar com Larissa e desejei um bom dia alegre. Ela, no entanto, estava com aquele humor oscilante que já conheço. Esperei um pouco, mas, sem resposta, voltei para minha sala. Lá estavam os jovens aprendizes e Tatiana — retribuíram meu bom dia com sorrisos e seguimos o ritmo da manhã.
Subi ao segundo andar para guardar minha marmita e encher minha garrafa d’água. Respirei fundo antes de retomar as tarefas. A manhã foi intensa, cheia de demandas difíceis, mas finalizei tudo com sabedoria e paciência. Senti gratidão por isso. Almocei cedo, às onze — gosto desse horário mais silencioso, sem cobranças nem conversas apressadas. Comer em paz se tornou meu pequeno ritual de autocuidado.
Depois, lavei minha louça, reabasteci a garrafa e conversei um pouco com os colegas — falamos de tudo: elevadores, campo, reforma da filial… pequenas distrações do cotidiano.
Mais tarde, desci novamente até Larissa. Mesmo semblante fechado, pouca conversa. Resolvi deixar quieto. Uma hora depois, porém, desci de novo, agora com um plano: cheguei de mansinho e… bu! — ela levou um susto e riu. Consegui arrancar um sorriso! Ganhei o dia. Mesmo que, minutos depois, ela voltasse àquela expressão distante. Pensei comigo: vai passar.
O expediente seguiu. Conversei com Tatiana sobre as linhas de ônibus, já que deixei o carro na oficina. Ela prontamente se ofereceu para me dar carona — neguei no início, por não querer atrapalhar, mas ela insistiu. Então fizemos um trato: ajudo na gasolina e levo uma marmita pra ela. Combinado. Fiquei sinceramente grata.
No fim do dia, voltei pra casa em paz. Encontrei minha mãe na varanda — o sorriso dela sempre me acolhe. Conversamos sobre a vida financeira, minha irmã, e as compras que ela anda fazendo sem pensar muito. Preferi só ouvir. Quando mamãe perguntou se, pagando o cartão, ainda daria pra quitar as contas, apenas assenti. Não queria alimentar a preocupação — nem deixar que o medo das dívidas voltasse a me assombrar. Mudei de assunto, tentando proteger meu equilíbrio.
No quarto, peguei minhas roupas e me lembrei da folha de Guiné que recebi da entidade. As palavras da entidade vieram à mente. Abri o chuveiro, mergulhei as folhas na água quente e, com fé, passei-as pelo corpo como se lavasse a alma. O cheiro de Guiné encheu o banheiro — era cura, era proteção, era abraço.
Rezei pedindo alívio, só isso: alívio.
Saí do banho leve, perfumada de Guiné. No espelho, notei as pequenas manchas de pigmentação no rosto — mais visíveis do que antes. Pensei: se for cura, que venha inteira; se for fé, que seja profunda.
Porque talvez o milagre não seja desaparecer as manchas, mas aprender a me ver com mais amor.
Fechei os olhos, respirei fundo e sussurrei: amém.
"A filosofia não mora nas respostas, mas no incêndio que suas perguntas acendem nas sombras do óbvio—sua alma é a única fagulha capaz de incendiar uma eternidade adormecida."
Decisões não apenas definem destinos, mas moldam veredas, desenham jornadas e gravam lembranças na tessitura de nossa existência.
Se há algo que aprendi contigo, é que o amor verdadeiro não exige presença, ele apenas existe. Não se quebra, não se cansa, só muda de forma para continuar vivendo. E se o destino ouvir o que digo agora, que ele saiba "Não quero voltar no tempo, quero apenas continuar".
"Você acha que as correntes são só de ferro? A maior prisão é a coragem que você adia — seus ancestrais não sangraram para que você se ajoelhasse diante do conforto."
