Coleção pessoal de testeteste123
Não é egoísmo querer viver sua própria vida, quando tudo o que você fez a sua vida inteira foi viver só para agradar os outros.
A VESTIMENTA DA GUERRA
(Poema sobre os horrores dos conflitos e a injustiça dos inocentes que pagam o preço)
Vestida de cinza, de fogo e de pranto,
a guerra caminha sem rosto e sem canto.
Não tem coração, mas tem ordens em punho,
e assina sentenças num frio conjunto.
Nos salões do poder, bebem vinhos, decidem.
Assinam destinos — mas nunca os vivem.
Mandam soldados, filhos de alguém,
pra morrer por um trono, por petróleo ou por “bem”.
A criança que chora, não sabe o porquê.
Só sabe que a mãe não vai mais lhe acolher.
Que a casa virou entulho no chão,
e que seu brinquedo jaz sob explosão.
O velho, cansado, sem pátria ou abrigo,
sente o chão sumir — não tem mais abrigo.
A sopa que faltou, a reza que escapa,
a lágrima muda que desce e desaba.
A mãe que amamenta no meio do medo,
vê o filho ir pro front — sem querer, sem segredo.
Briga que não é sua, dor que não tem fim,
mas que corta a carne, invade o jardim.
O pai, sem paredes, sem teto, sem pão,
carrega nos braços o resto do chão.
Os olhos perguntam: “Por que, meu Senhor?”
Mas as bombas respondem com mais desamor.
E o soldado que parte, coração em pedaços,
com fuzil nos ombros e culpa nos braços.
Cumpre ordens que o peito não quer,
e destrói o que resta de algum outro lar qualquer.
Ele ora em silêncio, enquanto avança,
lembrando do filho, da esposa, da dança.
Mas precisa apertar o gatilho, sem ver —
que o homem que cai poderia ser você.
Ele não quer matar.
Mas foi enviado.
Com uniforme limpo, mas o espírito rasgado.
Porque é fácil mandar, de poltrona e discurso,
e pôr na mão dos pobres o peso do absurdo.
Enquanto isso, em terno, gravata e cifrão,
os homens da guerra tomam decisão.
Covardes demais pra pisar a trincheira,
valentes demais pra matar por bandeira.
E a vida se perde em nome da glória,
escrevendo de sangue a mesma velha história.
Ganância, poder, dominação, vaidade —
e a morte batendo à porta da humanidade.
A guerra tem roupa, mas não tem alma.
Tem fúria no peito, mas não tem calma.
Quem veste essa dor é sempre o pequeno —
que morre calado, que sofre, que é pleno.
A cultura é a tessitura invisível que une passado, presente e futuro é por meio dela que a humanidade reconhece a si mesma e transcende o tempo.
Bem vindos ao culto
Chamam o receio de fé,
vestem luto por protocolo,
rezam por garantia,
e vivem por ameaça.
Aonde a certeza não é divina,
o velório não vira festa,
que celebra a travessia.
O choro é de dúvida,
a reza é por medo,
se ajoelham em temor,
não por respeito.
Moral baseada no medo,
conhecida como condicionamento.
Sua virtude de nada serve,
se você não vive com cabresto.
Céu símbolo de aceitação,
inferno, reflexo da culpa massiva.
Paraíso é viver com integridade,
Ainda que o céu não exista.
Que nenhum céu te negocie,
nem abismo te seduza,
o que te resta é chama viva
e com ela, que nada se reduza.
Dia 04 Nov Terça 22:45
Jocelene Aguilar idealizou e criou a base da poesia.
Nycholas Weissberg acrescentou, complementou e enriqueceu o texto original.
À Mulher de Fogo e Símbolos
És rito e renascer, não simples carne,
És brisa e chama, e o verbo que desperta;
Tua pele ,mapa antigo guarda em tarde
Os segredos que a lua, em ti, desperta.
Pagã, não por negar, mas por sentir:
Crês no vento, no toque, no instante.
Em teus olhos, o sol vem redescobrir
O que o mundo esqueceu .o vibrante.
Tens tatuada em ti a própria história,
Runas e flores, feras e destino;
Cada traço é canto, dor e glória,
Códice vivo do teu desatino.
E eu, mero homem, que em ti me perco,
Busco o mistério que em ti reside;
És templo e tentação, caos e berço,
A chama antiga que o tempo divide.
Se um dia fores minha por um segundo,
O mundo em ti caberá inteiro;
E serei, não dono, mas o fundo
Eco do teu riso verdadeiro.
"É tão bom ter alguém como você,
me sentir completa.
É bom sentir sua mão me levando
além do horizonte"
Haredita Angel
24.10.12
Descobrir novas perspectivas é um sinal de resiliência e uma forma de refletir sobre a essência da vida.
... embora
os que a neguem, questionem,
na imortalidade do espírito o sofisticado arcabouço e razões propiciando sentido
a graça do viver -o restante
épassageiro!
