Coleção pessoal de testeteste123

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..Não gosto do Outono
Porque folhas caem
Pessoas morrem
Faz frio lá fora
E esse frio corta
Dá um nó na garganta
Desfaz a esperança
De um novo amanhã
Entra com pezinho de lã
Parece fazer sol
Mas é sol de pouca dura
Porque logo ele vai embora
As nuvens cedem à secura
Bebem as lágrimas que se fazem sentir
Agora com mais força
A cair do céu
Que a primavera me ouça
Ou até mesmo o verão
Para transformar este céu cinzento
Numa nova onda de calor
E logo quando o sol se pôr
Surgirá uma força interior
Acompanhada de um anjo protetor
Com suas asas proteger-me-á
Do mal que se avizinha
Da dor que não nasce sozinha
A dor do outono tem dono
Cabeça, tronco e membros
É o Mês de Dezembro que se advinha
Árvore de natal só tem enfeite
Não dá luzinha
Não tem quem espreite
Antes espreitada de empreitada
Hoje este natal não é nada
Hoje este outono é uma estação amaldiçoada
Outono mata
Outono não é ouro
Outono não é luz
Outono não é prata
Outono não é tesouro
Outono não reluz
Outono que leva a alma
Outono que vá para o raio que o parta

A solidão é o custo elevado da profundidade, quem se contenta com o raso, troca a essência pela ilusão de estar rodeado.

A obra-prima interior não se realiza no berço do conforto, ela é esculpida a frio e martelada na aspereza da rocha.

O cansaço existencial é o alarme da alma exaurida pela dieta forçada de superficialidade que a rotina impõe.

Existe uma estética da resistência na alma que, sob a compressão do fardo, escolheu o florescimento em vez da ruptura.

A calmaria suprema não reside na paz dos mares planos, mas na âncora inabalável da própria identidade em meio à fúria da tempestade.

Deixar ir não é amnésia emocional, é a cirurgia de sobrevivência que a alma exige para preservar seu futuro.

O poder autêntico é o direito de desabar em lágrimas, para então, da própria lama, emergir por escolha e não por obrigação.

A força visceral só emerge quando a existência, em um ato de desnudamento brutal, nos priva de todo e qualquer pilar externo.

A sombra não é inimiga, é o testemunho geográfico de que a sua luz interna ainda projeta presença.

O clamor da alma é um decibel que atravessa e anula toda a sinfonia caótica do exterior.

Minha resiliência é o ferro forjado nas altas temperaturas de todas as minhas derrotas.

A fundação do novo eu é um ato inerentemente solitário, pois ninguém, além de nós, detém o mapa dos escombros para reconstruir o alicerce.

A traição capital é o nosso próprio silêncio vendido em troca da moeda podre da validação no palco da superficialidade.

O esforço supremo reside em desmantelar as fortalezas autoimpostas que, em nome da defesa, nos aprisionam à não vida.

A exaustão transcende o físico: é a fadiga da alma que trava uma guerra invisível nas trincheiras da própria consciência.

Há uma serenidade selvagem em entender que certas feridas da alma não precisam de testemunhas, apenas de silêncio para cicatrizar.

A coragem presente é o memorial erguido por todas as vezes em que o terror do passado falhou miseravelmente em nos quebrar.

O vácuo existencial é a área de segurança que o Divino insiste em demarcar para provar que toda outra plenitude é apenas uma ilusão temporária.

O fardo da alma não é a matéria que nos pesa, mas o custo da teatralização de uma leveza que inexiste.