Coleção pessoal de testeteste123
"Não existem 'acidentes' de percurso no mapa traçado pela Fé...
Cada alma que nos toca é uma ponte ou um espelho, enviada para cumprir um propósito divino em nossa evolução."
Em nossa vida,
Ninguém chega por acaso...
Deus une propósitos,
E num tempo, por Ele já marcado,
Convivemos, nesse propósito
Por um tempo determinado...
Quem nunca montou um quebra cabeça !?
Não querendo generalizar mas a nossa vida parece como um quebra cabeça de mil peças que foram espalhadas pelo mundo inteiro mas ou menos como um caça tesouros. As vezes a gente acha as peças com uma facilidade e vai feliz montando, quando inesperadamente tem que sair correndo atrás de outra peça, e tem algumas que pra conseguir encontrar e um teste de sobrevivência.
Minha visão de mundo muda constantemente, conforme as experiências que vivo, mas tem alguns princípios que independente de qualquer experiência não vai mudar.
Você conhece de verdade alguém que te amou sinceramente, sem hipocrisia, sem mentira? Pois existe uma pessoa que te chamou e te ama de verdade, que está sempre contigo: Jesus Cristo.
"Quando se exige algo que não se merece, superestimando as próprias capacidades, perde-se o contato com a realidade.
Isso se chame arrogância"
Vigília da vela
Onde a bússola se quebra
e a palavra não alcança,
acendo esta vela.
Não para iluminar a essência - que já é sol
e no véu do silêncio, ainda arde. Mas para oferecer relevo ao seu lugar no mundo.
Acendo esta vela
num lugar que não vem pronto,
que não se herda, nem se impõe,
um lugar que não se entrelaça,
fio que corta,
corte que fia,
na trama teimosa da travessia.
Para a criança em sua encruzilhada,
a pergunta queima, mansa,
sussurra no meio do caminho,
entre o sonho e o desejo.
Acendo esta vela
na penumbra da porta que não se abre.
Seremos nós a fresta?
Acendemos esta vela?
Arthur Ian
A escola
Era uma escola tão bem fechada,
Porta e janela sempre trancada.
Ali se entra só com permissão,
De quem vigia o saber e a ação.
Não tinha espaço para escutar,
Quem era outro tinha que calar.
O saber preso na condição,
De diagnosticar, não dar a mão.
Mas foi erguida com muito esmero,
Pra ser espelho de um mundo severo.
Fonte: Arthur Ian Teodoro Barbosa
Adaptação da canção de Vinicius de Moraes “A casa”
“Você se segura pra não chorar, porque sabe que se alguém te ver, vai começar aquele discurso de como ficar bem… mas às vezes, tudo o que você quer é só chorar em paz.”
O Fim da Espera: um Diário de Retorno a Si
Entre o Silêncio e o Reencontro – Diário de um Ciclo de Clareza
Hoje, dia 2 de novembro de 2025, encerro um ciclo que não é apenas sobre alguém, mas sobre o modo como aprendi a amar e a me ver dentro das relações. Este texto é uma forma de reconhecer o caminho que percorri entre a entrega, o medo, a espera e, por fim, o reencontro comigo mesma.
Escrevi uma carta, porque o que sinto só ganha sentido quando se transforma em palavras. Foi assim que me expressei com sinceridade e respeito, como sempre foi entre nós. Depois que escrevi, percebi que a carta não era apenas para ele, era para mim.
Era o fim de uma espera e o começo de uma escolha. Ela trazia, escondido nas entrelinhas, o recado que eu mesma precisava ouvir:
“Você pode sentir falta e, ainda assim, seguir.”
Percebo que o que mais me doía não era a ausência dele, mas o silêncio, o vazio de não saber o que se passa do outro lado, o eco de tudo o que ficou sem resposta.
O silêncio sempre foi o gatilho mais difícil para mim, talvez porque, na infância, quando eu pedia carinho, às vezes recebia afastamento. Meu corpo aprendeu a confundir amor com conquista e presença com merecimento.
Ele, com sua forma contida e distante, acabou ativando exatamente essa antiga ferida. Mas, ao mesmo tempo, me mostrou o espelho que eu precisava ver: “Não posso mais tentar provar que mereço amor.” O amor precisa fluir de forma natural, recíproca e leve.
Hoje, olhando para tudo isso, percebo que o vínculo que criamos foi, sim, importante, mas talvez tenha sido importante para me ensinar o que é amar sem desaparecer. Não preciso mais ser a mulher que espera, que entende tudo e que se encolhe para caber. Posso ser a mulher inteira, a que se entende, se cuida e se escolhe.
O silêncio dele, por mais dolorido que tenha sido (e que ainda possa ser, por enquanto), me empurrou de volta para mim. E agora, o que antes era vazio começa a se transformar em espaço, um processo que está se tornando um lugar de paz, autonomia e descanso da alma.
Não sei o que ele vai fazer, e talvez nunca saiba. Mas sei que eu fiz o que precisava ser feito. Falei com clareza, com verdade e com amor, e isso é o que me permite caminhar sem arrependimentos.
Hoje, o que fica é uma frase simples, mas que carrega toda a maturidade dessa travessia:
“Eu posso sentir falta, e ainda assim, seguir.”
Evoluir e mudar padrões requer muita coragem, pois dói, e dói muito.
Você retira tudo aquilo em que acredita ser, remove o véu, as camadas, desfaz-se da única identidade que um dia conheceu, daquilo que aprendeu por uma vida inteira. E, quando começa a entender o que é realidade em vez de utopia, a briga entre mente e coração, que antes era enorme, vai diminuindo, porque o entendimento começa a tomar forma. A razão diz que você fez o certo, mas o corpo ainda entende como errado e leva um tempo para absorver toda essa mudança.
O que prevalece é a decisão de manter o impulso da mudança. Decisão é decisão, e devemos agir de acordo com o que escolhemos. E, neste caso, escolhi a mim. Mesmo que, às vezes, o reflexo pareça dizer que tudo isso ainda é errado, eu sei que não é. O amor-próprio está ligado a parar de se perder e de se anular diante do outro.
O mais difícil nisso tudo? É que sabemos o que devemos fazer… Mas o mais importante é entender que tudo muda quando alguma coisa muda, e eu estou mudando.Não sou mais a fada madrinha. A varinha de condão quebrou, e agora a magia só pode ser interna, não externa.
Se ainda tenho espaço para o amor?
Claro que sim.
Se eu o amaria intensamente?
Claro que sim.
Mas não mais do que me amarei de hoje em diante.
Ana Cláudia Oliver- finalizado em 06/11/2025
