Coleção pessoal de testeteste123
SETE CORES.
Sempre pensei
Que as cores não são iguais.
Que a palavra amor
Vem do amar.
Mas percebi que
As cores têm seus significados
E são desiguais.
E que o amor tem suas diferenças
Em sua forma de amar.
Percebi,
Que o preto nunca será branco,
Que o branco nunca será amarelo,
Que o amor de pai
Nunca será o amor de mãe.
Que o amor de irmão
Nunca será o amor de amigo.
Que o amor da mulher
Nunca será o amor do homem.
E que em um casamento
Poderá não existir um marido.
Entendi,
Que as cores enfeitam as flores,
E o amor pode existir
Entre um casal de homens e/ou mulheres,
E que ao preconceito deve resistir.
De longe ou perto também somos animais,
E temos no sim ou no não, o livre-arbítrio para decidir.
Sim, eu compreendi que as cores são iguais.
No amor,
Sim, no arco-íris.
Tem sete cores.
Autor: Cássio Charles Borges
MINHA COR.
Pintei um quadro,
Nele tinha uma tinta,
Não importa a cor,
Porque ela sempre será o diferencial,
Pois a visão sai dos olhos,
Que transmite o sentimento ao coração.
Não importa a cor dos seus olhos,
Eu sempre serei preto,
Nisso podemos concordar plenamente,
Mas a minha competência e capacidade,
Tem sido analisada pela minha cor, infelizmente.
Não busco pena e nem perdão,
Quero virtudes,
Os sentimentos podem mentir por palavras,
Que nunca falam as realidades,
Mas o preconceito é transmitido por atitudes.
Nesses anos todos, ouvi falar de igualdade,
Entre os povos, não acredito,
Pois não existe algo pior do que ser excluído,
Por causa da sua cor preta, um súdito.
Pensam que nos deram a liberdade,
Mas vivemos trancafiados pelo racismo comercial,
Onde temos limites de cargos,
E somos contados em troca do faz de contas,
E vamos vivendo pelos passos do movimento social.
Existe a possibilidade de sucesso sim,
É ter uma profissão de vitórias individuais,
Você precisará depender de você mesmo,
E ser grande, e agradecer a Deus por esses dons especiais.
Agora, irei retornar a pintar o quadro.
Quem sabe, terei acertado na cor,
Quem sabe, um dia tudo passará,
E que seus olhos possam transmitir ao seu coração,
O sentimento de respeito e amor.
Autor: Cássio Charles Borges
MÃE E MÃE.
Mãe é um amor,
Do fundo de dentro do peito,
Mãe é um ser iluminado,
Nasce, cresce e vive do lado direito.
Mãe é o sinônimo de amor,
Tem defeitos maravilhosos,
E suas qualidades são brilhantes,
E suas brigas são sons carinhosos.
Mães são todas iguais,
Merecem serem amadas por horas,
E expõe seu amor a todos,
Sejam de dentro ou de fora.
Mães não contam os filhos,
Porque os filhos são sempre delas,
Pois não existem filhos sem mães,
E nem mães sem filhos, é que são belas.
Mães são sentimentos,
Seja de sangue, seja de coração,
Mãe é um amor eterno,
Seja na terra, céu, mar, é pura afeição.
Mãe é mãe,
Tem o dom e o amor supremo,
Nascendo ou não,
O amor é o mesmo, é super, é extremo.
Mãe! Te amo.
Autor: Cássio Charles Borges
QUE ME LARGUEM.
Que me larguem, que me larguem,
E deixa o dia amanhecer,
Veja que não sou mais eu,
Sumido, corrido, da vida,
E do próprio meu.
Que me larguem, que me larguem,
E deixa o dia amanhecer,
Veja que não sou mais meu,
Corrido, fugido, da vida,
E do próprio eu.
Que me larguem, que me larguem,
E deixa o dia nascer,
Veja que não sou mais eu,
Que me larguem,
E deixa o dia amanhecer,
Que me larguem.
Autor: Cássio Charles Borges
PRETO É PRETO.
Preto nasce na senzala,
Cresce na inspiração,
Do amor de dentro,
Um lá, uma casa.
Vive em um dote,
Das cotas dadas,
Das lutas dos trabalhos triplos,
Duros, difíceis, mas sem chicote.
Da arte, que parte de algum lugar,
Como uma guerra sem um mártir,
Mas no corpo preto,
Nasce o desejo de sonhar.
Querer ser um ser alguém,
Precisa saber e ter o conhecimento,
Que o mais importante não é ser o ser,
Mas ser quem é, e fazer sempre o bem.
Porque ser preto não é sofrimento,
Mas também não são tudo flores,
Sim! É duro, olhar e não ser honrado,
Pelo que de bom faz, fez e fará sem ter reconhecimento.
Não mudem a cor, preto é preto,
Seja pintado em um quadro,
Sem moldura, sem assinatura,
E no canto um polegar discreto.
Só queremos a pureza das cores,
E com isso misturar como um arco-íris,
E mesmo na chuva sermos semelhantes,
E não mais sentirmos os olhares de horrores.
Sou preto, preto filho, preto irmão,
Preto amigo, preto colega, preto sobrinho,
Preto companheiro, preto esposo, preto pai,
Preto no sim e/ou no não.
Preto é preto.
Ei!! Que sejamos iguais.
Autor: Cássio Charles Borges
TÃO QUANTO.
Naquele tempo o amor era inocente,
As chuvas pareciam que choravam,
O e inverno era tão quente.
Eu vejo que de dia, a única estrela continua linda,
Diga-me, quantos passados você já passou?
E o que escrever sem rima?
Fica uma dica do meu coração,
Pois continuo escrevendo no papel rascunho,
E a minha mente, mente para minha solidão.
Não sou a dor, mas o amor,
Quanto mais perto estou, mas longe me sinto,
Tipo um beija-flor,
Voando, parado no ar, procurando seu ninho.
As minhas palavras não soam em minha voz,
Os meus pensamentos geram ilusões,
Sou como um rio, grande, mas sem foz.
Percorro, percorro pelas águas profundas,
Tipo um peixe, mas na direção do anzol,
E arremesso, arremesso o meu coração de uma funda.
Só para dizer o que nunca disse,
Que meu amor não durma,
Sou o rascunho, mas te digo,
Tão quanto o meu sangue será sangrado,
Tão quanto meu amor por ti será sagrado.
Autor: Cássio Charles Borges
A VOLTA DO AMOR.
Naquele dia fui embora com a certeza
Que não existiria o eu e você,
Saí da sua vida como uma boiada
Que encontra a porteira do curral aberta
E que saem em disparada, sem vê.
Sem rumo e sem localização
Na direção de lugar nenhum
Quebrando nos peitos as dores do coração,
Sentindo os olhos aos ventos com lágrimas,
Lágrimas de amor, muito amor, amor de paixão.
Eu vou ficar aqui
Esperando a tempestade passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o amor te avisar,
Que a pior solidão não é ficar sozinho
É estar com alguém e não ter carinho.
Eu vou ficar aqui
Sozinho, esperando a solidão passar,
Eu vou ficar aqui
Esperando o teu amor voltar.
Autor: Cássio Charles Borges
'A violência - que chega até você - é tão fascinante'; sempre tão condicionante, pois te conduz ao aprisionamento: luz-treva-razão - caminho da contramão... do que é probo, orto, certo... a nítida imagem no 'espelho da sociedade', mise-en-scène do régio reflexo da mentecaptalidade.
SEU ALGUÉM.
Vamos caminhar meu bem
E sentir as brisas do amanhecer
Vamos conversar vem,
E sentir os raios no entardecer.
Quero ser seu passageiro
Quero que seja a minha fonte
A minha bebida, meu candeeiro,
Minha estrada, minha ponte.
Vem meu bem
Viver comigo esse amor.
Tem aqui também
Alegria, sorriso e humor.
Vai chover forte,
Vamos correr meu bem,
E eu serei o teu guarda-chuva
O teu cobertor e o seu alguém.
Autor: Cássio Charles Borges
RETICÊNCIA...
Reticência...
Na minha incerteza
Não me interrogue
Tenho dúvidas sobre nós,
Tenho rugas dos anos,
E medo de nesse amor
Eu ser o algoz.
Em todas as nossas maravilhas
O amor não foi o primeiro
E nunca esteve em nossas palavras escritas
Nos cartões e cartas trazidas pelo carteiro.
Reticência...
A última frase era única e no singular
E os lábios em tudo falaram
O que o coração jamais pedia,
E nos três pontos sempre tinham
Uma continuação do que não se queria.
Pede para a voz ser maior que as palavras,
E que o infinito seja tão raso no início
E que o impossível não demore a chegar
Mesmo com toda reticência...
Que o teu amor possa o meu encontrar.
Autor: Cássio Charles Borges
ÚNICOS.
Não é o fim,
Ainda existe o começo,
O eu em ti, o tu em mim,
E o início eu ainda vejo.
Os nossos pés estão em um jardim,
Eu sei que sou o alvo,
E você, minha bala de festim,
Mas sei que por ti serei salvo.
Não é assim,
Pois o amor nasce e cresce,
E o término nunca será o fim
Porque o amor floresce.
Os nossos pés estão ligados
As nossas flores juntas,
Cravo e rosa agarrados,
E nossas frases conjuntas.
Não é o fim
Somos iguais no amanhecer,
Não é assim,
Somos iguais no entardecer,
Enfim,
Somos únicos no anoitecer.
Autor: Cássio Charles Borges
SIGNIFICADO.
Estes dias estive pensando que poderia,
Que poderia flutuar.
Estes dias estive falando que poderia,
Que poderia sobre as águas andar.
Nos dias de turbulências não chove,
Não chore, minhas lágrimas
Não são como as águas das chuvas,
São desertos, são areias, são meus
Sonhos indo para o vão do meu
Eu em mim, em algum lugar,
Em lugares fechados, desencontros
Encontrados em um único local,
Vazio sem espaços, sem moradas,
Perdido no meio do fim, escondido
Em lugar nenhum, em lugares
Sem destino, sem sombras e águas.
Águas para beber, tirar a sede da alma,
Lavar o corpo atingido pelos ventos quentes,
E o tempo da vida, a ida, a volta.
Perder quem amamos, ganhar quem amamos
Entender que não somos o único, nem o primeiro
E nunca seremos o último guerreiro.
Vai passar, tudo é uma passagem, e os dias nos fará
Conhecer o bem e o mau, o mal e o bom.
Como a idade nos ensina a caminhar
Em estradas sem caminhos, direção, e a ter a tristeza
Com o um sorriso, sentir o sentimento
Em palavras ditas ou não ditas,
Ser o que não quer, e querer o que não poder ter,
Conquistar o que não sonhamos,
Enxergar um mundo e nunca se ver.
Eu sonhava, não sonho mais, eu queria, não quero mais.
Estes dias estive pensando que poderia,
Que poderia…
Ter um significado.
Autor: Cássio Charles Borges
ACREDITAS!
As lembranças que magoam
O sentimento da paixão.
Histórias que não são contadas
Pela verdade e nem pela imaginação.
Tenho esperança do retorno
Que nunca volta para casa.
Prefiro viver as minhas
Sinceras fantasias voando sem asas.
Viver na ilusão,
E saber que o teu sim
Nunca foi pela razão,
Mas sim pela circunstâncias,
Da emoção.
Eu sei que não sou como você quis.
Não sou o teu sonho de amanhã.
Não tenho horas e nem minutos.
Mas posso te dizer que o meu amor,
É como as estações
Primavera, outono, inverno e verão.
Tenho um renascimento do amor
Nos dias curtos, no frio um cobertor,
E nos longos dias de sol,
Sou a tua sombra para te proteger do calor.
Acredita sou o teu inicio da história,
Sou o mapa do teu caminho,
A verdade sobre a mentira,
A esperança em um beijo
Descrito em um pergaminho.
Sou o teu início,
Sou o teu em mim.
Sou o teu vício,
Sou o teu em ti.
Acreditas! As lembranças
Não são feitas de saudades.
E que o nosso amor é único,
E vive das nossas cumplicidades.
Acreditas, a paixão,
Só nasce com as felicidades.
Acreditas! Acredita...
Coração.
Nas verdades.
Autor: Cássio Charles Borges
Ultimo adeus
No descanso da dor singelos são os passos que buscam a estabilidade,
escondida nos gestos a sinceridade se identifica como a resposta das provações,
sentimentos nativos perdidos, pensamentos cativos rendidos, correnteza sem direção,
na frequência do abandono a simplicidade do imaginar é o sonar para o resgate pago como sons de música de ninar e suas doces melodias,
nos mistérios da intimidade, com a casa livre ou retraída a mesma luz que aquece o que pulsa sabe resfriar o que pensa,
nas emoções escondidas o encontro com as despesas do olhar cansado é entediado com o silêncio da saudade,
nos recados dos ventos e preso na insanidade do tempo os relâmpagos do teu rosto foram o meu ultimo abrigo e o meu ultimo adeus.
Veja, jovem gnomo, aqueles macacos pelados colocando uma carroça na frente dos bois.
Veja como parecem estúpidos subindo na carroça, enquanto fazem os bois empurrarem a carroça.
Está tudo sob controle, dizem eles.
E assim eles seguem rumo a uma ladeira logo a frente.
Você consegue vislumbrar, jovem gnomo, o que acontecerá quando os bois empurrarem a carroça ladeira abaixo?
Eis aí a tragédia desta humanidade, sempre colocando a carroça na frente dos bois; sempre colocando o avanço científico à frente do avanço moral, filosófico e social. Sempre colocando a economia à frente da natureza, do mundo, do planeta.
E enquanto os bois conseguem empurrar a carroça, tudo lindo, tudo maravilhoso, tudo parece absolutamente sob controle. Mas a Terra não é plana. Ladeiras existem por toda a parte. Ladeira acima - e ladeira abaixo.
Os bois, com muito esforço, conseguirão fazer a carroça subir ladeira acima. O problema é quando tiverem que descer ladeira abaixo. A carroça ficará desgovernada e se estatelará lá embaixo. Morrerão os bois e morrerão os macacos.
O que sinto é tanta saudade...
Não de paixões, nem de amores
De amigos que fiz
de risadas que dei
de orgulhos que tive...
eu era eu, sem versão
sem nova versão
eu, essencialmente
verdadeiramente, pois sonhava
vivia com que tinha
e me satisfazia...
buscava por hoje, sem saber
que o que eu mais ansiava, eu estava vivendo
era bom, era doce, era suave
Ainda bem que vivi, e não fui longe para isso
Era logo ali, simples, mas o bastante para ser inesquecível
Hoje aqui, eu olho para traz, hoje aqui, eu não sonho mais
Sem tristeza, sem arrependimento, talvez alguns
Mas se um poder tivesse, voltaria para viver mais
O que vivi uma vez, por mais uma vez...
Viver por viver....
Ser feliz, por simplesmente ser...!
by Fabio Teodosio
Sem perdão
A minha alma pede socorro,
o meu corpo grita,
no meu cérebro o vácuo é sólido,
o meu destino está de férias.
