Coleção pessoal de testeteste123
Redias
Eu não sou que nem você.
Eu não consigo ser assim.
Eu não posso aceitar tudo
como você —
sem questionar,
sem bater o pé.
Essa vida não é pra mim.
Você apenas aceita,
aceita,
e aceita…
e nada mais.
Eu sou diferente.
Sou mais que isso.
Odeio a sensação de não escolher o que quero,
de conviver com a verdade de outro
na minha vida,
de viver algo que não escolhi
porque alguém por aí
achou saber o que seria melhor pra mim.
Mas eu sei.
Apenas eu sei
o que é melhor pra mim.
Se eu me arrepender, tudo bem —
eu escolhi isso.
Escolhi cair,
escolhi o caminho mais difícil,
até escolhi a pessoa errada.
Mas eu decidi.
Tomei rédia da minha própria,
única vida.
E no final do dia,
eu durmo em paz.
Porque posso afirmar:
foi escolha minha,
para mim
Mimira (^w^)
Por favor
O que eu fiz para merecer isso?
Nao fiz nada para ser maltratada
So mereço ser amada
As vezes me sinto como uma megera domada
Ore reconhecendo que tudo depende de Deus; trabalhe cooperando com a Sua graça, pois a vida cristã verdadeira une oração e ação sob a dependência divina, é o lema ora et labora.
A diferença entre eu e você, é que enquanto você acha que está tudo perdido, é exatamente isso que eu quis que você pensasse. Aprenda a confundir o inimigo e não a dar palco para ele.
PÃO DA VIDA.
Estou a tempo em tempos há anos,
Meus projetos têm voado alto
Com os ventos, como panos.
Meus sonhos estão escondidos
Atrás de uma montanha
E cobertos em relentos.
Sou viajante pelo deserto deste mundo,
Vagando no horizonte do sol nascente,
Sem fome e sem os lábios secos,
Tenho na direção uma bússola, um rumo.
Sou tipo um pássaro que aprendeu voar,
Uma leoa com o seu leão,
Como um peixe livre que pode nadar,
Um solitário com proteção.
Sem a Solidão, sem o em vão.
Estou como aqueles que choram
Sem motivos, e sem o só vivendo sozinho.
Acompanhado pelas palavras,
E nas frases o sentimento,
E nas lágrimas um grande carinho.
Estou a tempo em tempos, há horas.
Voando alto com os ventos,
Indo na direção das tempestades,
E vendo o mundo no deserto,
E um pão trazendo felicidades.
Muitos não têm o ter, mas têm sede de ser,
Muitos não querem comer,
Pois a ilusão da fartura, a ganância,
Engana o corpo, a alma, o espírito.
E a sua forma de neste mundo viver.
Quem te chama pelo nome,
Não esquece a tua história.
Quem te fez a promessa,
É o seu único caminho para a vitória.
Beba da água, coma do pão da vida.
Receba a promessa e a restauração,
Pois aquele que crê Nele jamais terá fome,
Jamais terá sede.
E viverá a eterna salvação.
Autor: Cássio Charles Borges
Caminhamos, caminhamos mesmo que o caminho seja invisível.
Continuamos, continuamos mesmo que sejamos invisíveis.
Autor: Cássio Charles Borges
DE VOLTA.
Preciso voltar.
Em minha terra
Sou estrangeiro.
Em minha casa
Um forasteiro.
Pai, preciso voltar.
Preciso de fé,
Para um milagre.
E que o seu amor transborde,
E que eu não seja como Tomé.
Pai, preciso de ti.
Pois a minha fé,
O meu viver,
Precisa do teu Espírito,
Do teu Espírito em mim.
E voltar a tua presença, e te ver.
Pai! Me cegaram, amordaçaram,
Me prenderam
Em um calabouço
E lá me deixaram.
Pai, eu só preciso
De um milagre,
Só necessito
Unicamente de um milagre.
E ser cheio do teu amor,
Ter a proteção de tuas mãos.
Pai! Oh! Pai, só quero a tua palavra
Enchendo o meu coração.
E ser protegido pelas tuas asas.
Pai! Preciso voltar,
Para casa.
Autor: Cássio Charles Borges
Minhas lágrimas carregam tanta dor e sofrimento que, machucam a minha pele e onde posso sentir fisicamente o que me traz aflição.
FILHA.
Naquele dia, não nevava, mas parecia,
O meu coração flutuava na preocupação,
Do tempo, da hora e do dia,
Tinha muito amor, e sentia a vida na multiplicação.
O seu nascimento, o teu nascer,
Me fez caminhar a estrada de filho para pai,
E urgentemente crescer,
E nessa estrada ver a diferença do fica e vai.
Filha! Quando te vi pela primeira vez,
O meu coração que nunca falava falou,
Filha! O pai agradece a Deus pelo que Ele me fez,
Tu és benção, e teu sorriso em mim exalou.
Eu sabia que não mais seria o mesmo,
Que os meus sonhos não serão únicos,
Que minha história não será a esmo,
E que meus dias serão, eu e você, sempre juntos.
Filha, papai te ama sempre e muito.
Autor: Cássio Charles Gomes Borges
TALVEZ.
Talvez o meu melhor,
Talvez seja o teu pior.
Talvez eu não saiba te conhecer,
Talvez tu não saibas me entender.
Talvez a minha dúvida,
Talvez seja a tua certeza.
Talvez a minha alegria,
Talvez seja a tua tristeza.
Talvez a minha ida,
Talvez seja a tua volta.
Talvez um dia eu volte,
Talvez no outro você vá embora.
Talvez eu não consiga sorrir,
Talvez esse seja o meu caminho.
Talvez eu não seja a tua estrada,
Talvez não tenha começo sem fim.
Talvez a mentira tenha uma verdade,
Talvez a verdade tenha uma omissão.
Talvez a solidão seja uma liberdade,
Talvez o sozinho não seja uma solidão.
Talvez o gostar seja como o amor,
Talvez sejamos parecidos.
Talvez sejamos mais que iguais,
Talvez o fingimento esconda a dor.
Talvez os sorrisos não tenham sido de felicidades,
Talvez a felicidade não esteja na alegria.
Talvez a alegria não tenha um sorriso,
Talvez o amanhã, a tarde e a noite não sejam o dia.
Talvez, talvez.
Autor: Cássio Charles Gomes Borges
Cem anos e Cem dias.
É tempo de guerra,
E o mundo diz viver em paz.
Digo que os homens não serão conhecidos
Pelos seus órgãos genitais.
Os seus nomes serão escritos
Com letras formais.
Em seus nascimentos
Terão minutos para serem circuncidados.
Os machos não correm na corrida,
As fêmeas viverão como machos,
No cotidiano da vida.
Os dias não terão noites
Mas as noites serão dias.
A água não apagará o fogo,
E as fumaças não serão nuvens, enxofre.
Os filhos serão como os pais
E os pais viverão como filhos.
Na partida muitos irão se alegrar,
E na chegada todos irão chorar.
Os sonhos não são desejos
E o querer não é vontade.
Quando você acordar,
Diga que o amor de muitos,
Irá esfriar.
Que a leis
Não respeitarão os mandamentos.
Que os corpos
Não terão o espírito.
Que as cicatrizes,
Não serão das feridas.
Pois, por águas viverás em brigas.
E a terra esquentará.
Irmãos não serão amigos.
Famílias não viverão unidas.
Neste tempo.
Vestido de luz,
E acima de uma nuvem,
E como a um relâmpago
O filho do homem chegará.
Quem tem ouvidos ouça.
Quem tem olhos, leia.
Sem anos e sem dias.
Autor: Cássio Charles Borges
CLASSIFICADO LUNÁTICO
vendo
estrelas antigas
em perfeito estado de
constelação
autor: Quito Barreiros
(Cada Poesia Importa)
JANELA.
Daqui dá para ver o tempo.
Lembre-se que os momentos
Não são vividos em histórias
De duendes e fadas.
E que o tempo
Está nas memórias
Escritas e sem palavras.
Daqui de casa dá para ver
Uma nuvem em forma de gente.
Olhando pela janela a espera do futuro,
E pelo milagre a promessa,
Pois a verdade nunca mente.
Daqui vou ver o tempo.
Daqui vou ouvir o vento.
O céu estava azul, agora nublado,
Quem sabe poderá chover,
Não, o sol abriu as nuvens,
Com o seu jeito bravo.
O tempo vai passar,
O tempo vai melhorar,
Quem sabe amanhã o sol
Nasce; um dia sem sol,
Um sol disposto a amar.
Quem sabe a lágrima
Da chuva, uma gota vai molhar,
Toda esta terra, gente,
Toda esta serra, marrom.
Toda esta floresta, cinza.
Toda esta água, preta.
O tempo do tempo calor,
Não vai passar a dor.
Não vai nascer a flor.
Daqui consigo ouvir o vento.
Pela janela consigo ver o tempo.
Sem chuvas e com lágrimas.
O tempo é seco, o vento é seco.
Pela janela do meu quarto,
Eu vejo as palavras nubladas,
Escritas pelo tempo, quente.
E a janela não está fechada.
Autor: Cássio Charles Borges
