Coleção pessoal de testeteste123

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⁠Liberdade com medo
Sinto uma certa paz e liberdade em não precisar mais me preocupar com o molde e o padrão em que eu deveria me encaixar para manter uma relação. Essa liberdade vem, ao mesmo tempo, acompanhada do medo.
Medo de me perder novamente, medo de não encontrar outra pessoa, medo de ficar desacreditada das relações, medo de encontrar alguém que não me entregue nem uma parte do que a última me entregou.
É absurdo ter esses receios, pois nada disso garante que eu me libertarei dessa necessidade. E a pergunta é: por quê?
Por que preciso ter esses receios?
Só queria, nessa liberdade, saber separar o que é bom do que é ruim, viver e ser feliz com o que sou, fortalecer as minhas conquistas e, quando o dia chegar — se chegar —, saber viver uma boa relação em liberdade.
Eu sempre busquei alguém, mas vale ser a qualquer custo? Venho aprendendo que não vale a pena. Mas, a cada vez que aparece alguém um pouco melhor do que o anterior, vou me enganando e aprendendo também.
Ainda assim, me pergunto: quando, definitivamente, vou acertar? E por que o medo de não encontrar? O que falta para eu ser a minha própria pessoa? Quantas vezes eu me senti plena e, então, veio uma relação e isso mudou? No fim, sempre vêm esses medos, receios, dores… e eu me perco.

POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler

Chamam de faculdade.
Mas deste tempo fraco
só brota fraculdade.

Invicta


Invicta, é poesia inacabada: o mundo poético dentro de uma cidade.
O Douro escreve poesia líquida nas margens das rugas da ribeira.
O nevoeiro na invicta não é clima: é véu. E todo véu oculta um portal.
Há portas na cidade que só se abrem a quem carrega profundidade e revelação. Cada varanda é uma metáfora, cada rua um poema à espera. No Porto, a alma encontra abrigo porque sabe o que é amar em silêncio.

​"Que o universo em sua infinita sabedoria sempre conspire a favor dos corações que escolhem o bem."

E se as Dores mais doidas forem as que os insensíveis insistem em invalidar?

Se eu estou morto em meus delitos e pecados, não posso eu por minhas próprias capacidades enxergar o que não posso ver, portanto, tudo o que há de errado em mim, é o espírito que me revela, não posso eu colocar em mim a minha própria confiança, coloco em Deus e sigo em frente confiando e sempre buscando não a mim, mas a Ele.

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De repente, nossas necessidades mais básicas voltam a ocupar o centro das atenções.


É hora de arrastar as pautas para o centro do palco novamente…


Começaram pela “Insegurança” — e começaram ditando o tom.


Tiros. Mortes.
Não pouco — nem um, nem outro.


Tiros deliberados deveriam sempre nos assustar, nos impactar.
Mortes também.


Mas o Crime Desorganizado já entendeu que, para sensibilizar uma sociedade que — infelizmente — também já banaliza quase tudo, às vezes é preciso passar só um pouquinho além do ponto.


Apreensão de meia dúzia de fuzis…
Meia dúzia de mortes…
“Coisas da vida”!?


As 121 mortes reencontraram a sensibilidade de muitos — e reaqueceram um debate que nunca se fecha.


Reaqueceu de forma apaixonada, embora desinteligente.
Mas reaqueceu.


Até colocou em evidência o Crime Desorganizado e o Organizado… como se não coexistissem, como se não se retroalimentassem mutuamente.


Sem a sinergia entre Saúde, Educação e Segurança, não há base sólida para pleitear ou defender qualquer outra necessidade.
Qualquer outro direito.


Que bom que existem os recessos e os excessos!


Daqui a pouco, todos entram em recesso — e se calam.


Nós, seguimos nos preparando espiritualmente para o Natal, para o réveillon…


Depois do futebol, ainda tem carnaval.


Ah, se não fossem os recessos, os excessos e as distrações…


Se tivéssemos nos interessado por política antes de as Redes Sociais parirem essa corja de Políticos-Influencers, talvez não estivéssemos tão apaixonados por esses Criadores de Conteúdo brincando de governar.


Eis que o Ano Eleitoral se aproxima…

Movimenta o meio de campo, hat trick nesse caos.

A ciência da vida é complexa, mas nenhuma equação é capaz de medir a força necessária para recomeçar do zero. Eu percebi que todos os meus cálculos e lógicas não valem o silêncio do meu coração, e por isso, volto ao ponto zero para escrever uma nova história, agora sem medo de sentir.

Em um mundo onde é fácil se perder, e a visão fica turva pela rotina, basta um momento ao seu lado para que tudo se reorganize. Sua proximidade é meu porto seguro.

Você é o milagre em meio ao ordinário, a calma no olho do furacão diário. Sua presença é a certeza de que a vida, afinal, é um presente valioso.

A esperança não é uma vaga projeção, mas a vívida expectativa do retorno do Rei, o ápice da história prometido, quando a Glória que hoje mal vislumbramos se manifestará em todo o seu esplendor irrestrito. Meu olhar se fixa no horizonte do futuro, aguardando o momento em que a jornada terrena se findará e serei arrebatado para a pátria inesgotável, para a consumação do Lar onde a tristeza não tem mais lugar e onde a Presença Divina é a luz que não se apaga. E ali, prostrado, não mais através de um espelho, mas face a face com o Criador, o cântico que hoje ecoa na Terra se unirá ao coro celestial, sem cansaço e sem fim.

A magnitude do amor celestial é um conceito que a mente humana tateia, mas jamais apreende em sua totalidade, pensar que o Pai Celestial entregou o próprio Filho, a encarnação do Verbo, para que este sofresse o ostracismo e a morte em meu lugar, é confrontar a fronteira do indizível. Este não é um afeto passivo, mas uma força ativa que me arrancou da ruína e me inseriu na família divina, transformando um coração limitado e errante em um reservatório onde reside a plenitude do Espírito. Essa certeza da filiação é a minha riqueza imaterial, a fonte inesgotável de regozijo que me move à adoração incessante.

Observo a robustez das raízes que sustentam as árvores milenares e busco uma âncora igualmente forte para a minha alma, encontrando-a somente na memória indelével da Redenção. Meu passado estava irremediavelmente manchado pela falha e pela ausência de propósito, mas a eficácia daquele Sangue, derramado no mais cruel dos palcos, não apenas limpou a culpa, mas reformulou a minha essência, inaugurando uma nova realidade de pertencimento e esperança inabalável. O Calvário, com sua crueza histórica, é o ponto de inflexão de toda a minha jornada, o lugar onde a Mão Eterna plantou a semente de uma fé que não será abalada pelas tempestades do mundo.

A meditação sobre a cruz não é a simples lembrança de um patíbulo antigo, mas a revelação mais pungente da lógica divina, que o Amor, para ser completo, precisou do maior dos sacrifícios. Penso nas incontáveis glórias que adornavam a Divindade e na Sua voluntária renúncia a toda majestade, trocando o esplendor eterno pela fragilidade humana e, finalmente, pela dor do lenho ensanguentado, um ato de desprendimento tão radical que redefine o conceito de misericórdia. Não existe medida humana para calcular a profundidade desse abismo de Graça, é um amor que se fez ponte, custando a própria Vida, e que por isso exige, da minha alma resgatada, o tributo eterno.

Quando me detenho sob o vasto e silencioso palco do universo, a paisagem se dissolve e sou forçado a reconhecer uma caligrafia divina em cada detalhe fugaz, desde a intrincada geometria de um floco de neve até o ritmo imutável das marés oceânicas, o firmamento, em seu silêncio estelar, não é mudo, mas um arauto de uma inteligência que transcende a minha compreensão, e essa sinfonia cósmica, tecida em leis físicas inquebráveis, ressoa como um testemunho inegável da Tua soberania absoluta. Não é apenas grandeza, mas uma perfeição tão avassaladora que anula qualquer dúvida sobre a fonte de toda a existência.

“Quando teu olhar encontrou o meu, o universo se curvou em silêncio — como se entendesse que, enfim, dois destinos cansados tinham achado repouso no amor.”

São coisas humanas:
Praticar o preconceito,
Falar do que não sabe,
Fazer de qualquer jeito,
Não cuidar de detalhes,
Esquecer, pagar pra ver,
Saber certo e não fazer,

Julgar sem conhecer.

"Bonito mesmo é um abraço sincero, um sorriso de verdade, um aceno gentil e um delicioso carinho. Bonito mesmo é andar de mãos dadas, é amar o outro sem querer algo em troca, é ser feliz sem se importar com o que as pessoas pensem ou digam. É gargalhar junto com os amigos até a barriga doer, é ficar junto em todos os momentos. Bonito mesmo é desejar um “Bom dia” a alguém, é falar com o olhar, é demonstrar afeto. O bonito mesmo são as simplicidades das coisas, os detalhes da vida. Bonito mesmo é amar, é sorrir, é sonhar, é viver."