Coleção pessoal de testeteste123
DOS RUMOS DO MUNDO TRANSITÓRIO
Como hei de sustentar // minha alma corrompida?
Como hei de conseguir // avançar no meu tempo?
A alma está inquieta: // são tempos transitórios,
tempos muito mutáveis, // onde o mundo me convida
ao grande baile da vida, // em cenário que é tosco,
e que é impregnado // de falsos sofismas.
Eu desci alguns níveis // para tentar compreendê-lo,
e por fim senti // uma enorme compaixão.
Procurei um salvador, // mas o que eu vi foi
a luta de "Eu" // versus o mundo.
O mundo que eu vi // era uma terra arrasada;
não havia ternura // e o colorido era opaco.
Desviei o meu olhar // para a outra banda do mundo,
e vi o caminhar // de um velho sábio que dizia:
"Tudo é pura mudança: // o amor, a paixão,
a integridade // e tudo quanto se toca!"
Eu perguntei-lhe: // "E a essência dos homens?"
A resposta veio forte // como espada de dois gumes!
"A essência," disse ele, // "já vem de outros mundos!"
A turbulência em mim // aumentou e não pude
entender o mundo // das coisas ao meu redor.
Tudo é um cenário // de cartas já marcadas,
e também um teatro // que é simples e barato!
Mas eu segui o meu caminho. // Quem sabe o que virá
nestes novos tempos? // Tempos sombrios de luta,
onde quase tudo // é tão transitório e temporal!
Eu insisto no amor // e na essência do perdão,
pois o que resta é // aquietar a minha alma
e aguardar os tempos // que ainda são vindouros;
sem ter muitas expectativas // para não dar vazão
à negra desesperança. // Hei de combater
de maneira intrínseca, // e afastar o bem precioso
da Vida, com sua essência, // dos rumos deste Mundo
das coisas que transitam // ao redor dos meus passos!
E se eu vier a falhar, // ao menos tentei...
Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo
Há um calor que cresce,
suave no começo,
depois urgente,
como se o desejo tivesse aprendido
a chamar meu nome.
Como foi bom ter tido o privilégio de te encontrar e viajar, em teus abraços a me confortar.
A saudade nunca irá deixar de me lembrar que a viagem era sem volta.
Na beira do mar a forma do seu corpo estava lá, e eu quis dar um coração bem mais forte pra você.
A lembrança iminente de sua presença a onda apagou, mas você vive dentro de mim, no universo, em tudo que vejo e em cada manhã que nasce, em cada flor que brota.
Obrigado por me deixar te amar.
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Quantas tristezas você esconde longe de mim,
camufladas por um sorriso trancado,
para que eu não perceba a dor que te acompanha tão perto.
Quero te mostrar o milagre do amor, mulher.
Quem ama não expõe o outro ao sofrimento.
E, se eu for a tua dor,
abandono o barco antes mesmo de tocar o oceano.
Afinal, eu não sou alguém
que desequilibra a balança —
o amor deve ser leve, nunca tormento.
Se eu te confessar que és o meu amor, talvez não compreendas a lógica da minha verdade — uma verdade tão intensa, tão sincera, que só o coração é capaz de decifrar. Mesmo quando se encontra em silêncio, mesmo quando pulsa entre os cacos de um amor em pedaços, ele ainda reconhece um coração despedaçado.
Tudo o que compreendo, seja grande ou pequeno, seja complexo ou simplista, vem não de mim, mas do meu pai que estas no céu! E tudo isso, não é se não meu para que eu me vanglorie, mas para os desígnios de meu pai que assim me os entregou. O que é entregue pelo Pai, volta para o Pai, como minha adoração e gratidão. Me regozijo Nele pois mesmo sendo o pecador que sou posso ser chamado de instrumento em tua boa obra. Oração, palavra, comunhão, são reflexos Dele enfim em mim.
A leveza não se encontra, ela é construída com o descarte de tudo o que não é essencial à sua jornada.
A compaixão virou um alvo fácil em um campo de batalha onde cada um luta apenas pela sua sobrevivência.
Cada passo hesitante é apenas um lembrete de quão frágil você é, e de quão corajoso você precisa ser.
