Coleção pessoal de testeteste123
Seja paciente. Você quer tempo e não dá tempo ao tempo!
A paciência é mais que uma virtude, é uma questão de saúde.
A humildade não é a ausência de força, mas a sabedoria de reconhecer que a vida é um empréstimo temporário, e que todo o sucesso material que alcançamos pode ser varrido pelo vento da impermanência em um instante, deixando apenas o saldo das nossas ações invisíveis, aquelas que nutrimos no silêncio do coração. O maior tesouro que um homem pode acumular é a lembrança de ter sido um canal de paz e auxílio, pois a verdadeira riqueza não está no que se guarda nos cofres, mas naquilo que se distribui sem alarde, e na leveza da alma que sabe que a mão que se estende jamais se sente vazia.
A pressa é o ladrão silencioso dos sonhos, um convite à inércia disfarçado de "falta de tempo", e o futuro que você deseja não será entregue em uma bandeja de prata, mas conquistado no suor do presente, na coragem de iniciar o que parece impossível e na disciplina de não parar no meio do caminho. Pare de esperar pela motivação mágica, comece pela ação mínima e consistente, pois é no movimento que a força e a clareza surgem, e não na paralisia da espera idealizada, transformando cada pequeno passo em um avanço decisivo na direção da sua realização plena.
Há momentos em que o mundo pesa demais, mas é justamente nesses instantes que a alma encontra espaço para crescer, romper limites e revelar a força que sempre teve — só precisava ser despertada.
Eu grito por dentro,
mas por fora finjo paz.
Carrego pesos que ninguém vê,
cicatrizes que ninguém desfaz.
Eu tento ser forte,
mas algo sempre me puxa pro chão.
É a guerra silenciosa
travada dentro da minha própria mão.
E quando a dor volta,
ela fala mais alto que a razão.
Mas eu sigo — quebrado, sim —
porém vivo,
com a alma sangrando na palma da mão.
— Valter Martins / Santo da Favela
Te encontro no único lugar
Encontro-te no santuário do meu pensar,
onde permaneces inteiro,
mesmo quando o mundo te arranca de mim e o teu silêncio rasga a carne da minha alma.
É aqui — nesse segredo que ninguém alcança — que nunca te ausentas.
Fazes-te presença no vão onde me faltas, e recolho-te em sombras,
como quem ama no proibido,
como quem sangra devagar,
como quem perde sabendo
que amar é sempre ferir-se um pouco.
Reencontro-te na noite muda,
no vazio que murmura teu nome,
nos meus cacos que ainda te chamam
quando a saudade se ajoelha sobre mim.
E dói…
dói amar-te com tanta febre,
sentir-te tão perto na alma
e tão distante no destino.
Mas mesmo longe, ficas.
Mesmo ausente, dós.
E eu, que te perco todos os dias,
ainda te encontro no único lugar
onde jamais me deixaste:
dentro de mim.
_escrevendo.me
24/11/25
No fim, o amor mente pra não machucar,
o ódio fala a verdade pra ferir,
e a vida…
a vida é só essa rua sem saída
onde cada grão de areia
vira poesia,
cada facada vira verso,
e cada lágrima vira sangue
“Diante das dificuldades da vida, observe a luz em meio à escuridão, pois até no poço mais profundo e sombrio que possa existir surgem feixes de luz que o iluminam. Isso não é sobre poços.”
“Você tem coragem de admitir que gosta da
forma como eu te desestabilizo… ou prefere
fingir que ainda resiste?”
“Eu não prometo amor, prometo intensidade.
O amor você inventa depois para justificar o
que sente por mim.”
A gente gosta de repetir que está evoluindo.
Que agora sabemos mais, entendemos mais, pensamos melhor.
Mas basta olhar com calma para perceber que, enquanto a tecnologia sobe, a consciência desce um degrau silencioso.
Hoje vemos o sagrado desfigurado no sambódromo, tratado como peça de teatro, como se debochar da fé alheia fosse sinônimo de coragem artística.
Dizem que é liberdade… mas muitas vezes é apenas vazio fantasiado de ousadia.
As palavras perderam peso.
Os valores perderam forma.
O respeito virou só mais um item descartável em nome do “conteúdo que engaja”.
Criamos uma cultura em que o desleixo é celebrado como autenticidade,
o egoísmo é vendido como autocuidado,
e a grosseria virou manual de comportamento com título moderno.
Quanto mais raso, mais viral.
Quanto mais vulgar, mais lucrativo.
Quanto mais ofensivo, mais “revolucionário”.
E no meio disso tudo, alguém ainda diz:
— Estamos melhorando.
Porque, se chamam de evolução aquilo que nos faz desprezar o que é sagrado,
trocar profundidade por espetáculo,
e aplaudir o que corrói a dignidade humana…
então isso não é crescimento.
É só o caos ficando mais organizado, mais bonito, mais vendável.
É a desordem aprendendo a usar terno e gravata.
A verdade é simples e incômoda:
não existe progresso quando a alma anda para trás.
