Coleção pessoal de testeteste123

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A esperança é ponte interna
Ligando o hoje ao porvir;
É promessa que, mesmo eterna,
Nos convida a prosseguir.

A esperança é leve chama
Que insiste em permanecer;
Mesmo quando o medo clama,
Ela ensina a renascer.

A compaixão é o encontro
Entre coragem e suavidade;
Quando o coração faz o confronto
Com sua própria verdade.

Caridade é mão discreta
Que não precisa explicação;
É a atitude que completa
O silêncio da intenção.

A compaixão se inclina
Onde o orgulho não quer ir;
É luz que sempre ilumina
Quando tentamos desistir.

Caridade é plantio secreto
Em solo que ninguém vê;
Mas seu fruto nasce completo
Quando alguém volta a viver.

Na serenidade, há um lume
Que acalma a pressa de agir;
É nele que a alma assume
O tempo certo de servir.

A compaixão é ponte aberta
Entre o eu e o outro em dor;
É estrada sempre desperta
Para o exercício do amor.

A caridade se revela
Na escuta que não julgará;
É como a brisa singela
Que nenhuma chama apagará.

Serenidade é o intervalo
Entre impulso e compreensão;
É pausa que evita o estalo
E abre espaço ao coração.

A compaixão toca o invisível,
Vê o que o olhar não vê;
Transforma o peso impossível
Em possibilidade de ser.

Na boa, às vezes a vida dá uma travada na nossa alma. A gente sente o peso, a dúvida, o vazio que ninguém vê.

Mas o segredo não é fingir força, é continuar mesmo fraco.
Porque quem segue em frente na fraqueza, quando tudo diz que não, esse sim aprende o valor da própria coragem.

E no fim das contas, a maior vitória não é vencer o mundo lá fora.
É vencer os medos que tentam derrubar a gente por dentro.

Caridade é o silêncio
Que escolhe agir sem brilhar;
É força em estado propenso
A simplesmente amparar.

7 de setembro, bandeira no céu.

Mas nossa independência

É só papel.

Foi grito, foi pose, foi teatro, foi cena.

O povo aplaudia

mas a dívida

já nascia.

Do Ipiranga à City de Londres o grito virou contrato e o contrato virou corrente corrente invisível elegante, porém permanente.

Paga aqui, refinancia lá

juros sobe, esperança cai

o nome é bonito

soberania Nacional.

Mas no extrato.

Dependência Global.

Diziam

Somos livres, somos bravos, somos gigantes.

Mentira elegante!

Escravos modernos, pagadores constantes.

Dois milhões de libras

e um século inteiro de promessas quebradas

de um lado a coroa caía.

Do outro, o povo segurava as algemas douradas.

Se fosse hoje? Dois bilhões quem se importa?

O problema não é o preço.

É o ciclo. É a porta que nunca se fecha, é a dívida que nunca morre

O banco não te mata

ele te deixa vivo

Pra pagar.

Independência ou morte! gritou Dom Pedro.

E a Inglaterra respondeu

assine aqui, parceiro.

Enquanto o povo gritava

o banqueiro calculava.

Enquanto a criança nascia

a dívida já a registrava.

E aqui estamos

exportando vida

Importando miséria.

Riqueza some na bolsa

e volta na fatura bancária.

A bandeira tremula mas quem segura é o vento da ilusão.

Somos livres na música

somos livres no hino

mas escravos na prestação.

7 de setembro é só desfile

É só fumaça pra esconder

que a independência nunca chegou. E talvez nunca vá nascer.

Quem guarda a alma serena
Percebe o outro a florescer;
Sente a dor que nele acena
E estende a mão sem dizer.

Serenidade é o gesto leve
De quem sabe se recolher;
Caridade é ponte breve
Que nos ensina a oferecer.

A compaixão é chama interna
Que aprende a sofrer sem quebrar.
Ela acolhe a noite eterna
E a devolve ao dia para brilhar.

A serenidade é terreno fundo
Onde o ego deixa de lutar.
Só quem se despede do mundo
Pode ao íntimo regressar.

A serenidade é o abrigo
De quem aprendeu a escutar
Que o silêncio é um velho amigo
Ensinando a saber esperar.

Nada se tira a não ser fotos; nada se deixa a não ser saudades.