Coleção pessoal de testeteste123
Possuímos ouvidos que captam o mundo e alma que sente o invisível; mas enquanto o som físico é imposição, o som sagrado é convite: só quem acredita desperta os sensores para ouvir o que o silêncio tem a dizer
O açude de Sapé
O derradeiro olhar para o açude de sapé;
Adeus ao sonho que o futuro revelou engano.
A cama dobra de tamanho para o casal que se deita,
Sem abraço, sem toque, sem o fogo do desejo.
A falta do amor, enfim, se faz notada:
No braço que não envolve, no corpo que recua,
No olhar apavorado de quem teme a entrega.
Agora, o único querer é que o tempo corra.
Falta um Carnaval para a sentença,
Enquanto isso, encenam sorriso e frieza.
Tristeza? Não chega a tanto.
A lucidez dos fatos petrificou o peito.
Raiva? Não há por quê; ele apenas a quer bem.
Mesmo após a profecia da cartomante,
O choro dela ainda lacera o silêncio.
Mas o pensamento dele já partiu para o Rio,
Buscando quem tarde festeja, quem canta e deseja,
Ansiando pela volta de quem nunca deveria ter saído de lá.
O corpo tem memória de batalhas que a mente quer esquecer. Há dias em que ele se recusa a colaborar, cobra presença no presente. Quando obedece, eu celebro em silêncio, quando nega, aprendo a negociar, ofereço chá, música, paciência, pequenos tratados de trégua.
sós
desenho horas na boca,
o gosto eterno que guarda
uma sede desenhada
na mente que devora.
desenho a natureza íntima:
borboletas no estômago,
formigas sob a pele,
arrepios que são traços
teus beijos são meu lápis.
desenho você fazendo casa
nos meus braços desenhados;
desenho o retrato único
que é o mapa do teu olhar.
desenho as paredes
que balançamos
no ritmo da tua maré,
o vai e vem do corpo
que desenha o meu.
(arte)
desenho horas nas tuas pernas.
caneta, não carvão:
não apago, marco,
tatúo.
decoro
todo contorno seu.
e neste desenho final
me retrato perdido:
perco a cabeça, os sentidos,
me perco em mim mesmo.
só não perco a vontade
de te riscar mais fundo.
O mandatário político, seja quem for, que saqueia o dinheiro público para enriquecer deveria apodrecer na prisão.
Benê Morais
ele não me morde
me lê com os dentes
começa pelas orelhas,
que uso pra ignorar preces,
depois a boca,
por onde despejo escárnio.
não grito.
abro.
passa pelos ombros,
onde carrego o peso de ser,
depois as mãos,
essas que seguram o cigarro.
devora meu coração,
desgasta o ciso
mastigando a ilusão
do amor.
flamba os pulmões,
corta a fuligem,
assa os alvéolos:
meus atalhos anestésicos.
não resisto,
entrego.
cada pedaço arrancado
era o que sobrava de mim:
nome, pose, piercings.
o canibal mastiga devagar,
como um diabético
mascando chiclete sem açúcar.
não sobrou peito:
menos eu
e mais espaço.
o cérebro vem por último,
sobremesa agridoce,
viciante.
e nele, começa pelos poemas.
mastiga versos inteiros,
cospe rimas fracas,
engole metáforas
que usei pra esconder a verdade.
do amor, não quer beijos
nem transas —
quer a vontade.
dos vícios, gosta mais.
lambe o açúcar da fuga,
o brilho curto do prazer rápido,
meu dedo amarelo,
bebe a coragem falsa
como cerveja quente.
cada coisa comida
me deixa mais simples,
menos personagem.
quando termina,
não sou vazio.
sou tutano.
o canibal limpa a boca
e vai embora.
e o que ficou
não mais escreve.
Persistir é continuar quando ninguém vê.
É acreditar mesmo sem garantias.
Cada passo pequeno tem valor.
A constância vence o cansaço.
E o tempo recompensa quem não desiste.
O fracasso chega como um golpe no orgulho.
Ele faz duvidar do próprio valor.
Mas não define quem você é.
É apenas uma lição em forma de queda.
Levantar faz parte do aprendizado.
O fingimento cansa a alma em silêncio.
Sorrir por fora enquanto dói por dentro pesa.
Ser verdadeiro é um alívio necessário.
Nem sempre é fácil mostrar fragilidade.
Mas a verdade liberta e fortalece.
Generosidade é dar sem esperar retorno.
É estender a mão mesmo quando falta.
Um gesto simples pode salvar um dia inteiro.
Quem é generoso espalha luz sem perceber.
E o bem sempre encontra caminho de volta.
A ingratidão machuca e gera silêncio.
Ela revela mais sobre quem age do que sobre quem sofre. Nem todos reconhecem o bem recebido. Ainda assim, continue fazendo o que é certo. A paz vem de um coração íntegro, não do aplauso.
A decepção fere porque havia expectativa.
Ela ensina a ver as pessoas como são.
Dói, mas amadurece o coração.
Nem tudo que perdemos foi prejuízo.
Algumas perdas são livramentos silenciosos.
Compreender é olhar além da própria dor.
É aceitar que cada um carrega suas batalhas.
A compreensão evita julgamentos desnecessários. Ela aproxima corações e cura relações. E traz leveza para a convivência diária.
Ser resiliente é cair e escolher levantar.
É seguir mesmo cansado, mesmo com medo.
Cada desafio fortalece a alma.
A dor não define o fim da história.
Ela pode ser o início de uma nova versão sua.
"A exemplo da Numerologia, que saiu de moda (e desapareceu), também os Florais de Bach, o Tratamento com Gerovital (da Dra. Aslan) e o 'Ra' (do Senhor Thomaz Green Morton), que antes regiam a vida de alguns, agora estão esquecidos. Ah, o Cerumano!"
Texto Meu 0970, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
A angústia aperta o peito e acelera os pensamentos. Ela nasce do medo do que não controlamos. Respirar fundo é um começo simples e possível. Nem tudo precisa ser resolvido hoje. A calma volta quando damos tempo ao tempo.
A depressão silencia a esperança por dentro.
Nada parece fazer sentido ou ter cor.
Mesmo assim, pedir ajuda é um ato de coragem. Um passo pequeno já é um grande avanço. A luz retorna, ainda que devagar.
