Coleção pessoal de testeteste123
ANALOGIA — AMOR NÃO É CORRIDA. É ESCALADA.
Muita gente trata o amor como uma corrida.
Quem ama mais?
Quem cede menos?
Quem chega primeiro à razão?
Na corrida, cada um corre por si.
O outro é concorrente.
O erro do outro vira vantagem.
O cansaço do outro vira vitória.
Mas amor não é pista.
É parede.
Amor é escalada.
Na escalada, não existe vencedor solitário.
Existe corda.
Você sobe confiando que o outro está segurando.
E segura sabendo que, se soltar, não é o outro que cai —
são os dois.
Na escalada:
você não acelera quando o outro escorrega
você não comemora o erro
você não solta para provar um ponto
Porque ali, razão não salva.
Orgulho não salva.
Quem salva é responsabilidade emocional.
Escalada exige pausa.
Exige leitura do clima.
Exige saber a hora de parar, de descer, de tentar outro caminho.
Quem ama não puxa a corda com raiva.
Quem ama ancora.
E talvez o amor mais maduro não seja aquele que chega ao topo, mas aquele que, mesmo cansado, volta inteiro com o outro.
—Purificação
"Então é NATAL, e o que você fez?
Você foi diferencia ou só foi volume na vida dos que estão no seu mundo? Reflita! Mentoria de relacionamentos Já!"
Viver é uma apostilha contínua de recomeços e contratos rasgados. Assinamos promessas com tinta que escorre, juramos lealdade a dias que fogem. Ainda assim e talvez por isso, a vida nos dá segundos para reescrever, e é nesse segundo, pequeno e empedernido, que volto a acreditar.
Oferta do Dia: Desejo em Dose Dupla
No corredor do mercado, o anúncio ecoou,
Pela caixa de som, a voz dele a conquistou.
O locutor domina, a postura é de quem sabe,
No timbre desse grave, todo o desejo cabe.
Ele fala as ofertas, mas é nela que toca,
A voz grossa no microfone, o desejo que sufoca.
Imponente e seguro, o dono da atenção,
Fez do guanabara o palco da sedução.
Na saída do turno, o encontro no carro,
Onde o beijo é urgente e o fôlego é raro.
Entre o câmbio e o banco, a pegada é certeira,
Transformando a rotina em pura fogueira.
Mas o espaço é pequeno pra tanta vontade,
Eles buscam o motel no centro da cidade.
Lá o som não tem filtro, a entrega é total,
A voz que era anúncio virou prazer real.
... a 'Filosofia Cristã',
como síntese de todo o conhecimento:
inspirou, revigorou e elevou a cultura
ocidental. Retire-a e o que sobrará
de Bach, de Da Vinci, de Shakespeare,
entre tantos? Nada,
absolutamente...
Quando a dor parece ocupar toda a sala, eu falo com ela como a um parente. Pergunto seu nome, ofereço café, faço perguntas óbvias sobre seu humor. Às vezes ela responde com socos, outras, aceita sentar e dividir o jornal. Descubro que humanizar o sofrimento é um modo de domesticar o desespero.
Como não haveria de ser eu um lobo da estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! Não consigo permanecer por muito tempo num teatro ou num cinema. Mal posso ler um jornal, raramente leio um livro moderno. Não sei que prazeres e alegrias levam as pessoas a trens e hotéis superlotados, aos cafés abarrotados, com sua música sufocante e vulgar, aos bares e espetáculos de variedades, às feiras mundiais, aos corsos, aos centros culturais e às grandes praças de esportes. Não entendo nem compartilho dessas alegrias, embora estejam ao meu alcance, pelas quais milhares de outros tanto anseiam. Por outro lado, o que se passa comigo nos meus raros momentos de júbilo, aquilo que para mim é felicidade e vida e êxtase e exaltação, procura-o o mundo em geral nas obras de ficção; na vida parece-lhe absurdo. E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou errado, estou louco. Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem ar nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.
O perdão próprio é um gesto de arquitetura: derrubo pilares, reconstruo paredes. Não é reconstrução imediata, é obra que avança com oficina aberta, com barro, paciência, e a presença de quem não teme lama. No fim, a casa fica mais simples, mas com janelas que deixam o sol entrar.
Há palavras que surgem como fósforos acesos em mãos trêmulas. Acendem-se, queimam rápido, deixam cheiro de algo que foi e não volta. Guardo-as em potes de vidro para que não se apaguem por completo, e quando preciso, abro um pote e relembro o calor que um dia tive.
... cada vez mais
fica claro que 'estar de acordo'
é o pior dos enganos, especialmente,
quando nossa luta é a busca pela
coerência que, aos poucos, se somará
ao nosso espírito. Portanto,
questione e, sobretudo,
questione-se!
Vinho, Viagem e Volúpia
Na mão direita, o brilho intenso da taça de vinho,
Na esquerda, o veneno que traça o caminho.
O gole é lento, o efeito é puro fogo e desejo,
Enquanto o pescoço se curva ao rigor do meu beijo.
A respiração profunda denuncia o que a pele sente,
Um arrepio que sobe e domina a mente.
Nossos corpos se moldam em um encaixe perfeito,
Onde o mundo lá fora se perde no vão do meu peito.
Entre tapas e carícias, o instinto se faz soberano,
Navegamos sem pressa nesse mar oceano.
O olhar me atravessa, a alma se despe por inteira,
No ritmo voraz de uma entrega sem fronteira.
Promessas sussurradas no ápice do delírio,
Onde o toque suave se torna martírio.
Teu corpo me chama, o suor é o nosso batismo,
E nos perdemos juntos na borda desse abismo.
O ápice explode no eco de um som profundo,
Um gemido que para o relógio do mundo.
Enquanto eu te possuo e o prazer nos inflama,
O "eu te amo" escapa no calor da nossa cama.
O Brasil atravessa uma profunda crise existencial e moral. Nesse cenário, destaca-se a figura do padre Júlio Lancelotti, que vive, na prática, os princípios basilares do cristianismo. Aquele mesmo cristianismo anunciado por Jesus Cristo, que, ao “fazer-se carne e verbo”, ensinou que ser cristão é amar o próximo, respeitar o outro, inclusive — e sobretudo — em meio às diferenças e indiferenças.
Na sua filosofia, Jesus é claro ao afirmar: “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Padre Júlio Lancelotti encarna esse ensinamento. Contudo, paradoxalmente, é atacado por setores do neopentecostalismo brasileiro, cujos líderes buscam reconhecimento monetário e prestígio social, em flagrante contradição com o pensamento de Cristo.
Esses pseudo-religiosos mercantilizam a fé, transformando-a em produto: vendem promessas em troca de dinheiro, ouro e poder. Esquecem que Jesus, ainda em vida, confrontou diretamente essa lógica ao expulsar os mercadores do templo. Quando afirmou que destruiria o templo e o reconstruiria em três dias, utilizou uma metáfora de sua vida, morte e ressurreição — mas também uma crítica direta à religião transformada em comércio.
O que se vê hoje no Brasil é justamente essa “igreja mercantil” que Jesus combateu. O neopentecostalismo tornou-se um câncer social ao se infiltrar na política, levando consigo preceitos ideológicos racistas, homofóbicos e misóginos, travestidos de moral cristã. Criou-se a falsa ideia de que ser de direita é ser cristão.
No entanto, se Jesus estivesse vivo hoje, estaria ao lado das prostitutas, dos marginalizados, dos excluídos — exatamente como fez há dois mil anos. Sob uma leitura anacrônica, Jesus estaria muito mais próximo da esquerda social do que dos políticos religiosos contemporâneos.
Se Cristo retornasse ao Brasil atual, muito provavelmente seria condenado, perseguido e morto novamente — desta vez, não pelos romanos, mas pelos próprios líderes religiosos que dizem falar em seu nome.
Quem te ama de verdade não te esconde na gaveta,
te carrega no peito, com honra, cuidado e presença.
Amor que vem de Deus não arquiva pessoas,
assume, protege e permanece.
“Acima de tudo, guardem o amor, pois ele une perfeitamente todas as coisas.”
(Colossenses 3:14)
verdadeira abundância não se mede pelo que acumulamos, mas pela liberdade que temos em transbordar na vida do outro
