Coleção pessoal de testeteste123
✠ MENSAGEM DE NATAL
Diocese Anglicana Católica do Brasil
Queridos amigos, colaboradores e fiéis,
Neste Natal, muitos ainda procuram Cristo onde Ele nunca prometeu estar:
nos palácios, nas vitrines, nas imagens perfeitas, nas palavras fáceis.
Mas o Evangelho continua teimoso.
Cristo não nasceu onde havia conforto.
Nasceu onde havia necessidade.
Não nasceu onde havia segurança.
Nasceu onde havia vulnerabilidade.
Não nasceu onde todos eram bons.
Nasceu onde todos eram humanos.
Cristo nasce no casebre.
Nasce na casa simples.
Nasce onde o povo luta para sobreviver.
Nasce onde a esperança não grita — resiste.
Neste Natal, aprendemos algo duro e verdadeiro:
muitos olham para a realidade do povo simples e veem crime, perigo, ameaça.
Nós olhamos e vemos pessoas.
Vemos rostos.
Vemos histórias.
Vemos dignidade ferida, mas não perdida.
Porque qualquer pessoa pode errar.
Qualquer pessoa pode cair.
Mas nenhuma pessoa é reduzida ao rótulo que lhe impõem.
O Menino Deus não perguntou quem merecia.
Ele apenas veio.
E veio para lembrar ao mundo que o pecado maior não é a pobreza,
mas a indiferença.
Não é a favela,
mas o olhar que desumaniza.
Não é a realidade dura,
mas a mentira confortável que tenta escondê-la.
Como Diocese Anglicana Católica do Brasil, afirmamos com clareza e fé:
✠ Cristo nasce onde a esperança resiste.
✠ Cristo nasce onde o povo sofre.
✠ Cristo nasce onde ainda há quem ame, partilhe e não desista.
Que este Natal nos converta o olhar.
Que nos cure do preconceito travestido de moral.
Que nos liberte das ideologias que esquecem pessoas.
Que nos devolva o Evangelho simples, encarnado, verdadeiro.
Desejamos a todos um Natal sem maquiagem,
mas cheio de presença.
Sem ilusões,
mas cheio de fé.
Sem medo do real,
mas cheio de esperança.
Porque Deus não teve medo de nascer entre nós.
E continua nascendo, todos os dias,
onde o amor insiste em ficar.
Feliz Natal.
Cristo nasce onde a esperança resiste.
✠ Dom Frei Lucas Macieira da Silva
Diocese Anglicana Católica do Brasil
Não houve espaço na rotina, cuidar da mãe envelhecida não cabia na agenda, mas coube no feriado do Natal.
“Que o Natal, memória do nascimento de Cristo, nos recorde que antes de sermos povos distintos somos humanidade compartilhada, e que nenhuma fronteira é maior do que o chamado à paz, ao cuidado mútuo e à dignidade que nos une.” - Leonardo Azevedo.
Na última semana, ouvi uma linda frase que dizia mais ou menos assim “Uma das melhores coisas que podemos deixar nesta vida são os nossos rastros nos corações das pessoas” e para mim, essa afirmação faz muito sentido, confesso sinceramente que fiquei até um pouco emocionado, ela de fato mexeu comigo e me fez refletir profundamente,
E por um breve momento, refletindo, eu lembrei que de alguma forma, já estamos fazendo isso, deixando os nossos vestígios em alguns corações, daqueles mais próximos e às vezes, também de desconhecidos, quando nós usamos parte do nosso tempo que é tão valioso com algo que faz tamanha diferença no caminhar do outro, afugentando o desânimo e o sentimento de tristeza
Prestando um mínimo caloroso de atenção ao ouvirmos um desabafo, enfatizando a beleza da simplicidade, provocando um sorriso sincero com aquilo que está ao nosso alcance, uma bela poesia, um lindo canto, compartilhando uma boa notícia, uma ou mais ocasiões ricas e marcantes, gerando risadas, bons sentimentos, motivando, demonstrando uma empatia genuína, certamente, rara
Benditas oportunidades daqueles pequenos gestos que alegram a alma, indispensáveis para não desistirmos, bens compartilhados, pontos fortes de equilíbrio, capazes de melhorar muito o nosso dia e o de outrem, provas dos nossos acertos que frequentemente ignoramos por causa das nossas falhas, então, graças a Deus, podemos ser um grande incentivo de muitas jornadas.
