Coleção pessoal de testeteste123
Quando você compreende que a sua igualdade não se mede pela vida do outro,
e que não existe espaço em você para disputar superioridade,
é nesse instante que descobre: a transformação já estava em curso há muito tempo.
Agora, não é mais sobrevivência — é vida plena.
Um recomeço firme, consciente, diferente.
A conspiração é a religião dos que perderam a fé nos homens, mas mantêm uma fé cega na maldade organizada.
A verdade é terra sem caminhos, a conspiração é um mapa detalhado de um território que nunca existiu.
Que o nosso Coração alcance a Graça de se transformar em Manjedoura para o Filho do Homem!
Que ele se esvazie das vaidades que o endurecem, e se torne simples o bastante para acolher o Eterno.
Que a palha seja livre da mágoa, do ódio, do lixo e de toda e qualquer podridão.
Que aceite o frio da noite, o silêncio do anonimato
e a humildade,
porque foi ali — e não nos palácios —
que o Amor decidiu nascer.
Que sejamos manjedouras, não por mérito,
mas por rendição.
Lugar pequeno, porém disponível.
Pobre de si, rico de entregas.
E que, ao receber o Filho do Homem,
nosso coração aprenda o milagre maior do Natal:
não apenas celebrar o Cristo que vem,
mas sustentar o Cristo que permanece.
Feliz e abençoado Natal!
Nos nossos sonhos,
Eu te encontro em cada batida,
Em cada suspiro que o vento sussurra em segredo,
E mesmo acordado,
Levo contigo cada fragmento,
Porque amar-te é atravessar sonhos e torná-los vida.
À última vista
Quero parar de sofrer agora,
mas não quero deixar de sofrer por você.
Lá fora, o barulho arde, as luzes fisgam
um passado que não dói só em mim.
Eu sou como o beija-flor posto à seiva
que beija a flor que o alimenta.
Me alimento desse sofrimento?
Bobagem. Apenas sofro em paz o momento divino,
Em que verei seus olhos junto aos meus.
Olho no olho, pele na pele.
Que tristeza é o ser humano:
Sofre porque é só.
Há um rastro do seu ser em cada fresta da minha casa; uma essência sutil que transformou paredes em abraços e silêncios em companhia.
Quem perdeu tudo na vida perdeu o que precisava ser arrancado, não o que merecia permanecer. Há perdas que não são castigo, são encerramento. O que cai quando tudo desmorona nunca esteve firme o bastante para seguir adiante.
Não existe repetição para certas quedas. A vida não desperdiça lições oferecendo o mesmo abismo duas vezes. Quando tudo se vai, não é para testar força, é para definir limites. Depois do fundo, não há outro fundo igual — há apenas a escolha de subir ou continuar vivendo de restos.
Nem todos os caminhos se cruzam novamente. Pessoas, oportunidades, versões de nós mesmos ficam para trás porque cumpriram seu papel. Insistir no retorno é negar o aprendizado. Quem entende a perda deixa de implorar pelo passado e passa a construir com o que sobrou de verdade: consciência, silêncio eó maturidade.
Perder tudo não é o fim. É o ponto exato onde a ilusão morre e a verdade começa.
Cada verso sibilante toca
tépido e poderoso no ego,
Colocando no ambrosíaco
efúlvio onde o silêncio
como veladura denuncia:
Que sou a única que o coração
o tempo todo se precipita,
apropria e por mim vulpina.
No Hemisfério Celestial Sul,
tudo ao redor de nós converge,
Como a Primavera floresce
lado a lado da Araucária,
com um abraço entregue,
tudo meu em ti - estremece.
Quando chegar o tempo
do encontro e da colheita
do Pinhão há de ser feita
com serenidade e excelência,
Acompanhada virá da paz,
da certeza e espera serena,
que todo o tempo valeu a pena.
Nunca subestime o poder de transformar vidas. Ensinar, incluir e cuidar do outro é um ato silencioso que muda destinos. Onde houver comunicação, haverá dignidade; onde houver empatia, haverá humanidade. Faça o bem com propósito, porque o que realmente fica não é o que acumulamos, mas as vidas que tocamos.
Iza lira 24/12/2025
Acordo. Não levanto. Prolongo o momento de despertar como quem escreve sem querer chegar ao final. O telefone toca. É minha irmã, lembrando-me de tomar os meus remédios. Sou obrigada a levantar para celebrar a rotina diária de quem tem uma doença crônica. Mas isso não importa mais. A doença virou cotidiano abstrato. Hoje acordei me sentindo melhor do ontem, o que me apraz. Véspera de Natal e troco comemorações por um silêncio que não me incomoda no momento. Eu observo os quadros que eu pintei. E me agrada o que vejo. Bom sinal. Hoje não quis rasgar os livros, pelo contrário, tirei alguns minutos para organizá-los na estante. E se ontem blasfemei, hoje fiz uma canção de fé. Deus se misericordioso é, perdoa minhas oscilações de humor. Deus não precisa de mim. Eu preciso de Deus. Preciso que cada poro do meu corpo respire a presença divina, para me colocar de pé e caminhar meu passo exato. Se ontem me fartei de ironia, hoje acho uma forma de expressão pueril. Sim, estou séria e não me cabe brincar com as palavras, nem querer profanar o sagrado. Se profano o sagrado, profano a mim mesma. E hoje será noite de Natal. A Bíblia está aberta em cima da mesa e lerei, não porque é Natal, mas porque busco a fé que me falta. Estou cansada de escrever o grotesco, negando minha própria natureza, que é farta de afetos, ainda que solitários. Hoje o maior dos homens será homenageado. Jesus, grande pacificador, e eu, centelha do seu amor.
Estou chegando redimido.
Não dos aplausos, nem das promessas fáceis, mas dos meus próprios sonhos — aqueles que caíram antes de pousar. Eles aterrissaram tortos, feridos, desfigurados pela espera e pela realidade que não pede licença.
Não há vitimismo aqui. Há consciência.
Perdi o mapa, sim. Os caminhos se confundem, o certo e o incerto caminham lado a lado, e fugir já não é opção. Fugir é para quem ainda acredita que escapar resolve. Eu não.
Carrego dúvidas, mas não carrego medo.
O que restou em mim foi a lucidez dura de quem caiu e levantou sem plateia. Se o rumo não é claro, eu faço do passo a direção. Se o chão é instável, eu piso mesmo assim.
Não sigo promessas, sigo responsabilidade.
O caminho certo não se revela — se constrói. E o incerto não assusta quem já perdeu tudo que podia perder. Estou chegando não para pedir passagem, mas para ocupar o espaço que é meu por decisão, não por acaso.
“A sombra é o lugar onde a alma se senta quando cansa de fingir claridade para um mundo que só aplaude quem nunca precisou escurecer.”
"Para ter paz de espírito não precisamos provar nada para ninguém". "A simplicidade da vida edifica a alma, eliminado a toxina das aflições da vida cotidiana. "
