Coleção pessoal de testeteste123
"No próximo Carnaval, não vou cair na Folia, embora eu vá acompanhá-la. Vou mesmo é 'cair' na rede, vou ler clássicos e vou ouvir músicas do meu tempo! Vai ser assim!"
TextoMeu 1347
Sinto a urgência de dizer as coisas antes que se percam.
A vida me parece uma despedida escrita em movimento,
capítulo após capítulo, sem rascunho definitivo.
Posso crer no que quiser — eternidade, alma, paraísos.
Mas, de concreto, só me foi dada esta travessia:
começo, meio e um único desfecho.
É o limite que torna tudo raro.
Existir uma vez exige atenção às muitas chances do agora.
Por isso, não deposito fé cega na promessa do amanhã.
Trocar o presente por uma possibilidade futura
é um investimento frágil demais para algo tão sério quanto viver.
Não adio palavras necessárias.
Digo meus “sins”, sustento meus “nãos”.
Cuido do que merece memória
e deixo o resto ir sem alarde.
Arrisco-me.
Lanço meus dados diariamente.
Escrevo-me, risco-me, reescrevo-me —
até que a carta, enfim, encontre seu ponto final.
“O peso das grandes decisões recai apenas sobre quem tem consciência de suas consequências. A esses, exige-se resiliência. Aos outros, a ignorância basta como abrigo.” - Leonardo Azevedo.
Viver em sociedade sem ter consciência da realidade é viver iludido e programado sem se dar conta de que é escravo.
Na tua imprudência pervertida, eu me perco desbravador,
atravessando o teu limbo devasso, mulher do pecado.
Sou um flagelo de aparências ainda vivo,
mas por dentro já não respiro
morto no espírito, na alma, no corpo.
Em ti não há piedade,
nem compaixão que me resgate.
Deixaste-me errante, sem fronteiras,
sem direção,
sem herança além de ti.
Tu és o único benefício da minha ruína.
Em ti, a luxúria não dorme —
ela reina todos os dias.
E eu, prisioneiro do teu desejo,
sou escravo até na sombra dos meus pensamentos.
Não há outro universo,
não existe recomeço possível.
O que me resta é viver este cárcere,
aprisionado no teu covil,
onde o pecado se faz morada
e nem mesmo a santidade ousa me visitar.
Ainda assim, é em ti que permaneço,
mesmo condenado,
mesmo perdido,
mesmo amando aquilo que me destrói.
Em teus olhos arde o fogo que me consome,
um incêndio sem trégua, sem perdão.
Sou prisioneiro das tuas garras invisíveis,
onde cada toque é sentença,
cada beijo é ferida que sangra prazer.
Teu corpo é templo profano,
altar de luxúria onde me prostro sem resistência.
Não há salvação, não há fuga,
apenas o abismo que se abre em tua presença.
E mesmo morto por dentro,
meu espírito rasteja até ti,
porque és veneno e remédio,
és pecado e redenção.
No cárcere do teu covil,
sou sombra e chama,
sou escravo e amante,
sou o eco da tua perversidade
que insiste em chamar de amor.
"Considero democrático e prova de livre arbítrio quando aqueles insistem em tentar associar o Carnaval a 'Coisa do Diabo' . Mas o que mais gosto é que não adianta Nadica de Nada eles insistirem nisso. Ih. Ih. Ih."
TextoMeu 1346
nadas (in)versos
fiz do silêncio um idioma
e dos nadas, um abrigo
o que em mim parecia vazio
era só verso ao contrário
esperando quem soubesse ler
carrego abismos bem vestidos
sorrisos que nunca contam tudo
há verdades que só existem
quando ninguém está olhando
não me explico — me inverto
sou sombra que pensa
e nos meus nadas mais fundos
mora exatamente
o que não ouso dizer
"Esqueça os ventos que traziam perigos,
Pois as tempestades vêm para nos lapidar.
Há um Deus a nos entender e capacitar,
Nos movendo para o que é grande,
E para as bênçãos que estão por chegar."
"Dos Autores das Três Mais Belas Músicas Brasileiras, que indiquei àquela Jornalista, três são ou eram cariocas, um é ou era pernambucano e um é mineiro!"
TextoMeu 1345
Um pouco de paciência...
Cuidar da própria vida...
& execução de muito trabalho em benefício próprio...
é uma ótima receita.
