Coleção pessoal de testeteste123
Eu sou Cecília, um nome de flor com pétolas de sonhos e coração de amor meu caminho é de luz, de poesia e de arte um jardim onde crescem as emoções, sem partir.
Crenças religiosas oferecem respostas ambíguas e indefinidas para mitigar incertezas e sofrimentos, por esse motivo nunca desaparecem, pois são uma vasta e reconfortante mentira.
Quando me olho no espelho, o reflexo traz um mapa antigo. Marcas de batalhas que ninguém viu, trilhas sem sinal. Ainda assim, há um brilho tímido como vela em igreja pequena. A esperança é um resto de luz que insiste em ser farol. Sento-me e soube que, ao menos, sei esperar.
"Minha cã, quando eu tinha uma, mostrava ciúmes sempre que eu me aproximava de outros animais, cães ou não. Era uma graça, apesar de ciumenta... A minha cã!"
TextoMeu 1349
Cresci achando que minha mãe era dura demais. Hoje, olhando para os jovens, percebo que ela estava, na verdade, salvando a minha vida.
Chega!!!
Não quero tristezas no meu dia, não quero que as dores me afoguem, se afastem de mim incertezas impuras e desleais,
O excesso do medo não ira me corromper hoje, nada me fará tropeçar,
Só eu sei o quanto custa correr e o quanto custa não desistir,
As decisões já foram tomadas, os perdões foram deixados de lado e o combustível para o fracasso já foi esvaziado,
Agora eu quero olhar pra frente e ver os resultados.
"Se estão 'pensano' que no Carnaval eu vou também ficar de papo pro ar, curtindo picanha, lagostas e camarões grelhados, piscina, passeios na montanha e coisas assim, pois é exatamente o que vou fazer, HeHeHe!"
TextoMeu 1348
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Não retorne aos lugares onde um dia foi feliz nem tente reviver momentos que te tocaram profundamente. As coisas mudam, os lugares mudam, e você também não é mais o mesmo.
Tenho um quintal bonito, com um pé de jacarandá, tenho uma rede na varanda, e na mangueira um sabiá."
Reviver o passado nos lugares onde fomos felizes pode ser uma ilusão: nada lá é o que foi — nem as coisas, nem os lugares, nem nós mesmos.
Cometa
Eu me ergo de um lugar
onde não quero estar.
Não por orgulho.
Por sobrevivência.
Não sou faísca.
Sou cometa.
Não passo rápido.
Deixo rastro.
Minha vida cigana
não é fuga,
é chamado.
Há um propósito que me move
mesmo quando ninguém entende o mapa.
Quero ser muito mais.
Agora não pros outros.
Não pra provar.
Não pra caber.
Quero ser, pra mim mesma,
tudo o que me devo.
E isso basta
pra seguir.
Entre Sombras e Luzes
Retirei as cores
para que o silêncio falasse.
Deixei a luz tocar a pele da paisagem
e a sombra contar o que o tempo esconde.
Montanhas respiram em tons de cinza,
o mar sussurra sem azul,
as cidades guardam memórias
em cada contraste.
Aqui, o olhar não corre.
Ele para.
Ele sente.
Porque entre sombras e luzes
existe um lugar
onde a alma reconhece
o que os olhos ainda aprendem a ver.
Tchesco Marcondes
Boletos
O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.
O barulho
Não é som.
É excesso.
É gente falando por cima,
história torta batendo na cabeça,
telefone vibrando como ameaça,
nomes que não pedem licença.
O barulho não grita.
Ele insiste.
Mói por dentro até o silêncio parecer suspeito.
Tem barulho de culpa que não é sua.
Barulho de versão que você não contou.
Barulho de afeto mal interpretado
virando arma na boca errada.
Por isso o corpo quer fugir.
Não do lugar.
Do ruído.
Porque quando tudo cala,
o gelo começa a derreter
e sobra só o que é seu de verdade.
Sem eco.
Sem defesa.
Sem precisar explicar nada.
O barulho não te define.
Ele só revela
o quanto você precisa de paz
pra voltar a ouvir a si mesma.
Me estudo por dentro para entender o outro fora de mim. Conhecendo minhas dúvidas, comportamentos, sentimentos, experiências e falhas, consigo perceber o que influencia minhas atitudes e, com isso, compreender melhor as atitudes, os sentimentos e os comportamentos do outro. Ao me conhecer, tenho uma referência para entender o outro e suas complexidades.
Hoje em dia, o medo e o mundo viraram uma coisa só.
Medo de ficar pobre;
Medo de perder alguém;
Medo de arriscar;
Medo de sentir dor;
Medo de se magoar;
Medo de ficar sozinho;
Medo de confiar;
Medo de amar;
Medo de ser julgado;
Medo de ser criticado;
Medo de causar má impressão;
Medo de ser mal visto;
Medo de ser a si mesmo;
Medo de andar por aí;
Medo de ser assaltado;
Medo das pessoas;
Medo de morrer;
Medo de viver...!
O medo tomou conta do mundo de tal forma que virou parte da nossa vida. Ele guia nossas escolhas, limita o que fazemos, nos impede de agir. Está em todas as partes, e muitas vezes nem percebemos, mas ele está lá, afetando nossas decisões e, muitas vezes, nos paralisando.
Esse medo, que se disfarça de proteção, nos impede de arriscar, de confiar, de viver de verdade. Ele nos faz viver em um estado constante de preocupação, pensando no que pode dar errado, nos fazendo focar no medo ao invés de aproveitar o momento. A insegurança nos faz esconder quem somos, seguir o que os outros esperam de nós, e nos afasta de nossa verdadeira essência.
Quando não enfrentamos esse medo, ele nos prende em uma rotina de cautela, onde a vida se torna uma série de passos pequenos e seguros, mas sem realmente vivermos. O maior medo que podemos ter é o de não viver, de deixar a vida passar enquanto tentamos evitar o medo. Ao encará-lo, podemos viver com mais autonomia, confiança e espontaneidade.
Trabalhe no que te faça bem, no que goste, no que ame, no que não te faça desejar feriado ou férias. Não trabalhe apenas por obrigação, senão sua vida se tornará estressante e cansativa. O trabalho não precisa ser o que está formalmente definido, mas o que te faz bem. Use sua criatividade para ganhar seu sustento fazendo o que ama, sem se prender aos padrões tradicionais. Não se sacrifique em algo que não gosta, você é livre para viver e trabalhar do jeito que te faz satisfaz.
"No próximo Carnaval, não vou cair na Folia, embora eu vá acompanhá-la. Vou mesmo é 'cair' na rede, vou ler clássicos e vou ouvir músicas do meu tempo! Vai ser assim!"
TextoMeu 1347
