Coleção pessoal de testeteste123

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Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.

​"Aprendi que o 'sim' para o mundo é, muitas vezes, um 'não' para a minha alma. Decidi que minha quietude não aceita suborno, nem mesmo em forma de elogio."

​"Aprovação é moeda volátil; minha paz é lastro de ouro. Trocar um pelo outro é o pior negócio que o meu coração já tentou fazer."

Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.

"Não reduzo o volume da minha verdade para caber na audição de quem só aceita ecos. Minha tranquilidade custa a renúncia de ser o que esperam de mim."⁠

"Minha paz é um território sagrado onde o aplauso alheio não tem visto de entrada; prefiro o silêncio da minha consciência ao ruído de uma aprovação comprada."

Às vezes a vida parece tão simples de se viver
Mas às vezes a vida é tão complicada
Meu Deus, será que vale a pena?

O Brasil é um cassino.
- Cada qual, façam suas apostas!

Ele não bebe pra esquecer,
bebe pra lembrar do desejo,
cada gole é um lampejo
do que insiste em acontecer.

O olhar promete e não fere,
Deixa rastro no chão.
A noite sussurra pecados antigos
e ele brinda aos inimigos

Não pede amor, nem perdão,
oferece presença inteira
Boêmio não por costume...
Há corpos que são origem
do incêndio que ninguém assume.

E no fundo do copo escuro
não mora o fim, nem a fuga —
mora um homem que seduz
sem pressa, sem culpa

Na luz fria da calçada,
um olhar firme, sem pressa,
o tempo passa — não pesa...
Há silêncio que revela
mais verdade do que a brisa.

Entre flores da camisa
e o brilho discreto do anel,
O copo erguido não é fuga,
é brinde à própria história...

No rosto, a noite repousa,
não como sombra ou cansaço,
mas como quem fez do passo
um verso que não se ousa.

Quem olha vê só a imagem,
quem sente entende o sinal:
há homens que viram poema
sem pedir permissão ao final.

Sandro Paschoal Nogueira

Não quero só declamar o verso,
Quero também espalhar o perfume da rosa;
Sim, o perfume da rosa.... e, depois de sentir o aroma da rosa, beijar, beijar, beijar."

Deus!?
Fortalece meus ombros e tonifica minha estrutura.


LucianaMorais

"Somos nós por nós; e só somos para os outros quando antes somos para nós."

A imperfeição é, na verdade, a maior prova de que estamos vivos.

Sinto muito por tua tristeza.
Não deixes que invada teu interior.
Solta o peso que insiste em ficar,
E deixa a paz teu coração abraçar.
Pensa nas coisas boas que vão chegar,
Nos raios de sol que vêm te iluminar.
A ansiedade é sombra, inimiga da verdade,
Então cultiva calma, acolhe a serenidade.
Deixa ir o que não te faz bem,
Respira fundo, recomeça também.
Que cada instante seja leve e sutil,
E a alegria retorne, doce e gentil.
E o que for embora, deixa ir.
As vezes a angústia vem pra travar o que há de vir.

Viver preocupado é duvidar silenciosamente da fidelidade de Jesus.

Ah, escutai, ó almas errantes,
Que buscam amar sem correntes!
No peito, o querer arde constante,
Mas há beleza em esperar o presente.
Amar é lançar ao vento a semente,
É não prender o rio que corre a vida.
É deixar o tempo pintar na mente
O quadro do destino, sem pressa ou medida.
Se for para ser, o tempo, sábio guardião,
Tecerá nossos fios em doce união.
E quando o instante certo enfim chegar,
Nus de medos, nossas almas irão se achar.
Então, deixa fluir, coração errante,
Que o amor verdadeiro é dança constante.
Não apresses o sol, nem o luar,
Pois o destino, em seu ritmo, vai nos guiar.

Quando eu fui privada de liberdade, por uma condição clínica psiquiátrica, eu percebi rapidamente a lógica da instituição: "Salve-se quem puder". E comecei a travessia, não bonita como em uma obra de Guimarães Rosa, mas atravessada pela dor e violência simbólica contínua. Eu percebi que a minha existência incomodava e tentei me fazer invisível o máximo que pude. Percebi que era proibido ter insônia e me mantinha acordada deitada na cama, ainda que meu ser pedisse circulação. Recusar um cigarro? Proibido. A recusa poderia resultar em agressão física. E eu perguntava a Deus, por que eu não podia olhar o céu, porque havia um muro alto com arame farpado e seguranças na porta. E chorei, não como que derruba lágrimas, foi um choro interno, que inundou minha alma. Eu estava sozinha em um lugar onde o terror era naturalizado. O meu silêncio profundo foi patologizado. Ela não melhorou. E eu segui me desviando da violência, sem palavras, sem chão, sem aplausos. Recusei a comida, como quem recusa a vida. E engolia os remédios com pressa, para não ser repreendida. Minha alma chorava e não havia céu no horizonte, apenas pessoas brutalizadas, que confundiam o meu silêncio com apatia. E o meu olhar era quase uma oração: "Senhor Deus que eu creio, livrai-me desse destino". E a oração se seguia de um desespero catatônico. Nesse lugar, de que me serviam os livro que eu li? Ali eu era um número, conveniente o suficiente para me calar. Muito mais eu poderia dizer desse lugar e de mim. Mas deixo o passado e suas sombras. Estou na minha casa em silêncio e grande vitória é a chave da porta. Quem nunca passou por uma internação agressiva, talvez nunca entenda minha palavras, e nunca saibam que a palavra 'Liberdade' é sagrada. E diz tudo aquilo que o sistema cala. Sobrevivi, inteira o suficiente para narrar minhas memórias. E sei com clareza absurda a hierarquia das nessecidades humanas. E o amor romântico não entra nessa equação. É um luxo facilmente descartável. E a saúde e a dignidade são absolutamente inegociáveis. Sigo firme e forte, o que não me mata, aumenta minha Lucidez.

Tenho tanto de mim, que queria mostrar,
Mas às vezes nem sei por onde começar.
Guardo sentimentos que não sei revelar,
E o depois vem, sem me esperar.
O tempo é instante, o passado fugaz,
O que ontem quis, hoje talvez não seja mais.
O presente é chama que arde e desfaz,
O que esperamos muda, e assim nos traz.
O coração quer falar, mas teme errar,
Pois cada palavra é ponte ou é mar.
E mesmo sem saber onde vou chegar,
Tenho tanto de mim que preciso voar.

De que adianta um pássaro saber cantar, se está preso?
A vida é tão curta para nós, e deixamos tanto para depois.
Vivemos em busca de buscar,
Tantas buscas que, no final, esquecemos de viver o que está diante de nós.
A liberdade não está em acumular caminhos,
Mas em sentir o voo, mesmo que pequeno, no instante presente.
Não deixe que a pressa de buscar tire a beleza do agora.

Escrever é arte que dança no coração,
Trazendo luz suave, acalma a solidão.
Palavras são abraços que a alma acolhe,
Transformam a tristeza, e o vazio se recolhe.
Cada letra um suspiro, cada verso um alento,
No papel se desfaz o frio do sofrimento.
Escrever é magia, é cura, é canção,
É calor que invade e cura o coração.