Coleção pessoal de testeteste123

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Perguntei à Natureza
qual seria a cor da Vida,
e Ela me respondeu
com um Arco-Íris.


E vejo Flores e Cores 💐🎨
no caminhar do meu olhar...
✍©️@MiriamDaCosta

Perfumes na mão


A alvorada
chuviscando versos,
o jardim
germinando cores,
a alma
inalando essência,
a natureza
doando pétalas de vida
E eu,
simplesmente,
colhendo gotas de poesia.
✍©️@MiriamDaCosta

Caminhar ao lado de político ladrão não revela o caráter dele,revela o seu.”

A experiência é um objeto tal qual uma corrente em que a quebra de um único ponto, desfaz o elo entre o início e fim, tornando-a incoerente e vazia. Uma vez quebrada, não há volta, por isso é vital cuidar argutamente dela.

⁠Só posso te amar no agora; depois, não haverá como te amar.

⁠Seu lema na vida: Não provoco, não fujo.

O DEUS que existe é de tal natureza que pode ser amado e eu (ou você) sou de tal natureza que posso (também) amar.
Pensamento extraído do livro - O DEUS QUE INTERVÉM, do autor - Teólogo Francis Schaeffer.
Lembre-se! O Deus que ama deseja ser amado.
F. Meirinho

A gente não escolhe o que sente, mas escolhe o que faz com isso quando chega outro momento.

Gingado antigo


Eu não nasci agora.
Apenas retornei.


Carrego nos ossos a poeira de constelações antigas,
fui sílaba antes da língua,
fui pulso antes do tempo.
No princípio, eu era clara,
não por ingenuidade,
mas por inteireza.


Quando me feriram,
não foi o corpo que sangrou primeiro,
foi o espanto.
E eu mergulhei onde poucos ousam:
nas sombras que sabem conjurar.
Ali aprendi nomes que não se escrevem,
acendi fogueiras com o que me restava
e chamei isso de sobrevivência.


Passei eras no intervalo.
Nem céu, nem chão.
O limbo é um lugar onde a alma aprende a esperar
sem perder o fogo.


Quando fui chamada de volta,
aceitei o pacto:
retornar quantas vezes fosse preciso
até que o amor deixasse de doer
e virasse ação.


Já alimentei bocas famintas
com as próprias mãos cansadas.
Já pari futuros
em corpos que não eram meus.
Já fui abrigo,
fui silêncio,
fui exemplo moldado para caber
em expectativas estreitas.


Vesti aventais em campos de guerra,
limpei feridas enquanto o mundo desmoronava,
morri cedo por ideias grandes demais
para épocas pequenas.


Redimi-me vivendo.
Redimi-me servindo.
Redimi-me caindo e levantando
com o mesmo coração aberto.


Nesta vida,
vim sem algemas invisíveis.
Não me dobro a dogmas,
não peço permissão a tronos,
não negocio minha essência com medo.


Sou filha da terra viva,
irmã das águas profundas,
aliada do vento que muda tudo
sem pedir desculpa.


Minha missão é guardar o que respira:
florestas, bichos, mares,
e também gente —
mesmo quando a gente esquece como ser humana.


Sim, muitos confundiram minha ternura
com disponibilidade.
Minha criatividade com recurso explorável.
Meu cuidado com obrigação eterna.


Mas quem nasceu para construir mundos
não endurece,
aprende limites que também são sagrados.


Há um gingado antigo no meu passo,
uma malemolência que vem da sobrevivência alegre,
do riso que não se rende,
do corpo que conhece prazer
como forma de oração.


Meus olhos não pedem licença:
atravessam.
Reconhecem.
Despertam.


Sou deusa não porque mando,
mas porque sustento.
Não porque sou perfeita,
mas porque continuo.


Trago no ventre as eras que vivi
e nas mãos o agora pulsando.


E se o mundo tentar me conter,
que saiba:


já fui cinza,
já fui chama,
já fui noite sem nome.


Hoje sou raiz e horizonte.


Livre.
Indomável.
Em plena lembrança de quem sempre fui.

Fechar a carteira emocional


Não é o outro que me deve,
sou eu que insisto em pagar parcelas
de um contrato nunca assinado.


Chamo de amor,
mas é vício de apostar no cavalo errado,
mesmo sabendo que não vai cruzar a linha de chegada.


Um dia, o estalo:
o banco não é deles,
a moeda sempre foi minha.


Fecho a carteira.
Corto o crédito.
O débito evapora.


E descubro, enfim,
que liberdade não é conquistar amores distantes,
é escolher e não financiar ilusões.

Ser livre é algo errado? Por que tanta represália quando vivemos como queremos, então?
Seria mais prático apenas viver a vida, sem julgar ou palpitar nas escolhas alheias.
Usamos bases fictícias para moldar a nossa verdade; que blasfêmia isso! O prazer é real, palpável, tal qual a felicidade. Tudo existe de verdade e é para ser experimentado por nós sem nenhum tipo de rótulo.
Será que a felicidade e o prazer se tornarão mitologia? O que está matando essa verdade?
A pluralidade é a graça da coisa. Tudo anda tão igual...
Mesmos dias,
Mesmos rostos,
Mesmos gostos,
Mesmos cheiros,
Mesmas sensações.
Nada muda,
Nada novo.
Presos em infernos que não são nossos.
A vontade de cada um se tornando nula por uma verdade universal. Cadê a liberdade que tanto se prega? Estamos voltando para a era das trevas. Precisamos soltar os iluministas presos em nossas vontades reprimidas, para que possamos mudar o futuro de nossa civilização.
Os influenciadores são os novos ditadores, e os padrões são os métodos de tortura. Todo o poder está localizado na placa-mãe. Revolução já! Iluminismo já! Tudo se repetindo...

Maresias sem destino


Movimentos adversos
Revolta dos mares
Extensão dos sonhos
Intensidade de ampla entrega
Singularidade do existir
Momentos de tempestades
Navegar nas sensações do Mar sem destino.

Moça do Wi-fi

Ela é bela, com um ar europeu e um mistério que não se explica.
Índia de longas madeixas, pele clara marcada pelo sol e pelo tempo.
Ama tatuagens porque entende o corpo como território de memória, não de enfeite.
Carrega nas costas o peso do mundo, não por escolha, mas porque alguém tinha que segurar.
E ainda assim caminha com a alegria de quem decidiu viver, mesmo atravessada por experiências que nunca pediu, nunca chamou, nunca mereceu.
Tem olhos que já viram demais e um silêncio que diz tudo.
Não é frágil, é cansada.
Não é distante, é profunda.
E segue, porque parar nunca foi uma opção oferecida a ela.

Cabe aos homens definir bem suas decisões, confiando sempre na providência, na misericórdia, na proteção e nos propósitos de Deus; caso contrário, anote na agenda o seu breve fracasso.

Filho,

Na língua hebraica, vaidade é hevel: vapor que se vê, mas não se sustenta, tudo o que parece ter forma, mas não tem peso para permanecer; esforço que não deixa legado, sucesso que não preenche, glória que evapora e correria sem propósito.

Vaidade, coisas vãs da idade, prioridade, as coisas mais importantes da idade. Com isso, entenda: o vapor da vaidade se molda àquilo que você considera mais importante em cada fase da vida. Há um tempo em que o jovem acredita que encontrar o amor resolverá todos os seus problemas. Há um tempo em que o homem adulto pensa que, ao alcançar o sucesso, estará plenamente completo.

Foi isso que Jesus nos ensinou quando falou sobre não amontoar tesouros na terra que enferrujam, que a traça consome, onde os ladrões roubam; ou seja, onde tudo é passageiro, consumível, com tempo de início e tempo de fim (Mateus 6:19–21). E Eclesiastes também nos lembra que há um tempo determinado para todas as coisas (Eclesiastes 3:1).

Por fim, meu filho, precisamos entender que aquilo que hoje parece ser o nosso foco não passa, muitas vezes, de um deslumbre, filtrado pela própria vaidade, dando importância demasiada ao que não compreendemos que tem pouco valor. Quer entender o que realmente importa? Observe a vida de um idoso e veja o que lhe restou. Observe um enterro e veja tudo o que ficou para trás.

A vaidade é tudo aquilo que a sua alma não levará consigo quando seguir o caminho que todo homem segue.
A vaidade é tudo o que nunca nos pertenceu, pois tornará ao pó, seu verdadeiro proprietário.

Por que aprender e compartilhar o conhecimento é preciso. O que não se espalha por generosidade, as traças comem e em pouco tempo morre e é esquecido.

A Bíblia é um livro que escreve tudo sobre a humanidade e como o mundo está sob Seu controle, no cumprimento de Seus propósitos.

Delírios e delícias


são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.

Corra...




A aceitação forçada,


Os valores invertidos,


As palavras que machucam,


Lágrimas pesadas,


Tudo que corrompe a alma, nos faz deixar de existir aos poucos,


Danos danosos, dores dolorosas, fuga fugaz,


Prefiro perder alguém do que me perder por inteiro.

"Felicidade... o que é felicidade?
Encontrei algum dia?
Até parece fantasia!
Coisa de gente grande...
de gente do dia a dia!
Não sei o que aconteceu
com a humanidade...
com o ser humano,
procurando e não achando
o que queria!
Mas... meu Deus!
Confiança... mais confiança... um dia,
tenho certeza,
vou encontrar com alegria!
O coitado do pobre...
O coitado do rico...
É verdade!
O que aconteceu?
Não conseguiu o que pedia!
Eu luto... você luta...
A humanidade luta...
Nós lutamos!
Pra que tudo isso?
Você não passa, desculpe-me,
de um "chouriço",
todo embutido, franzido, tolhido,
cheio de soberba, amigo!
Não sou charlatão,
não quero dizer que sou um bom...
mas, seja honesto...
diga-me a verdade,
quero saber agora:
onde está a Felicidade?