Coleção pessoal de testeteste123

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Como poderia ser uma crítica, escrever-se em bom português? Escrever em português dos egrégios talentos da escrita, sem o facilitismo da oralidade, mas com a gula das belas palavras de outrora, do excesso gramatical, jamais poderia considerar-se aparato ilegível, excepto se não se lesse ou não se soubesse ler os grandes.

1772 "Não sei explicar, mas acredito que Deus ou Similar exista. Um Criador. Acredito nisso, mesmo eu não sabendo explicar."

"Ofereça consideração por retidão interior, não por expectativa. O valor do gesto reside em quem age, não em quem recebe, pois a consideração é exercício de caráter, não aposta em reciprocidade".

1771 "Também não sei nem vivo dizendo que sei o que Deus pensa ou não pensa. Não tenho esse Poder e muito menos essa Ousada Capacidade. Não tenho!"

1770 "Não acredito em tudo o vejo, leio ou ouço sobre Humanos falando de Deus. Sem chance!"

Pensador


__25 de dezembro:
*Nasceu Jesus DEUS Supremo
*Nasceu você, anjo alado
*Nasceu o nosso amor, erupção vulcânica,
livre na atmosfera.
Como a Fênix, ressurge,
ardendo com os fogos de artifício,
galáxia adentro.

Saberiam os tais pronomes destituídos, que, ao projectarem bofetadas de agravo, não explícitas, me abanavam a vulnerabilidade da emoção? No entanto, tal como a brisa que balança as folhas e, que ao abaná-las, as volta a deixar incólumes, assim ficava eu sob a protecção das palavras geniais dos Grandes.

Não espero acontecer, pois tudo já está acontecendo o tempo todo; apenas participo dos acontecimentos que eu escolher acontecer.

Na mente, tudo é uma forma de acreditar; até quando não se acredita, está acreditando que não acredita.

A memória do corpo e da mente, passada, abria-me um leque imenso de perspectivas, de cenários sonhados pela criança que fui, que teimava em ser.

Sentia a minha alma cada vez mais ameninada.

Não entreouvia as horas pregressas como uma tragédia, mas como um renascer de espírito meditado, aprendido e ensinado.

Faz parte do meu jeito todo jeito que eu estou sendo.

Daqui a cem anos, nenhum dos que respiram hoje permanecerá.
Rompa suas correntes, desprenda-se da opressão
e caminhe livre enquanto ainda há tempo.

Minha vibração pessoal atrai, e o espaço que eu dou é o que chega.

Conheça melhor alguém observando como essa pessoa reage quando é ofendida.

A idade encontra-se, não nos caminhos rugosos que preenchem a face do tempo pretérito, mas no espírito sem trilhos de sulcos, como se a alma fosse um tecido sintético imune aos vincos do transcurso feito de milhões de minutos.

O tempo do esquecimento é um tempo com margens incertas. Não sei que idade tinha quando li certos livros nem se os li depois de nascer ou antes de existir.

O impedimento à ação avança a ação. O que está no caminho, torna-se o caminho.

A roda está aberta




Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.


As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.


Eu acreditava.
E isso bastava.


Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.


Por isso brincam.
Para lembrar.


Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.


Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.


Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.


Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.


As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.


Dentro de mim,
todas as idades conversam.


A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.


E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.


Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.


Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.