Coleção pessoal de testeteste123
*26 de janeiro - Dia Mundial da Educação Ambiental*
Como proporcionar uma Educação Ambiental
num mundo que carece de Educação Humana?
Essa pergunta não é apenas pedagógica,
é civilizatória.
Vivemos em uma era
que ensina a explorar,
mas não a respeitar;
a consumir,
mas não a cuidar;
a competir,
mas não a coexistir.
Fala-se em sustentabilidade
sem tocar na insustentabilidade
das relações humanas.
Discute-se o futuro do planeta
enquanto se negligencia o presente
da dignidade, da empatia,
do pertencimento.
A crise ambiental não nasce
no solo devastado,
nas florestas queimadas
ou nos oceanos adoecidos.
Ela nasce antes,
no empobrecimento
da sensibilidade humana,
na ruptura do vínculo
entre o homem e a vida.
Educar para o meio ambiente exige,
primeiro, educar para o cuidado,
para a responsabilidade,
para o reconhecimento do outro
(humano ou não)
como parte do mesmo sistema vital.
Não se preserva aquilo
que se enxerga como recurso.
Preserva-se aquilo
que se reconhece como relação.
Enquanto a Educação Humana for substituída
pela lógica da indiferença,
da pressa, do lucro acima da vida,
qualquer Educação Ambiental será apenas retórica bem-intencionada.
Cuidar da Terra implica,
inevitavelmente,
reaprender a ser humano.
Porque só quem compreende
a própria humanidade
é capaz de compreender
que destruir a natureza
é, em última instância,
destruir a si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta
As imagens em preto e branco sussurravam.
Havia uma voz intima em cada canto.
Ouvi novamente minha mãe a perquirir:
- Sabes para que servem as andanças?
Para que possamos volver a casa,
Onde fundamos despertares.
In Poema " A CASA"
E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.
A religião não ilumina: ela interrompe o amadurecimento espiritual, intelectual e moral da humanidade.
Deus existe apenas como uma informação registrada nos neurônios humanos; no mundo físico, sua existência ontológica jamais foi confirmada.
1806
"Perguntaram a um alemão o que ele entendia quando ouvia a famosa frase 'As Aftas Ardem e Doem. As Hemorroidas, idem'. Não vou dizer o que ele disse. Não insistam!"
Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.
Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.
Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta
Hoje escolhir redigir minha paz no tudo
Nesse rio de aguas natural serpentiando o templo da vida .
Mim chame de paz sou a paz tenho a paz .
Na virtude de tudo nessa vida sou a todos a tudo .
Podemos escolher ser o que podemos o transborda de nossas existências
Simplesmente paz shalon Shalon
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Bharein 26/01/2026
"Aquilo que imaginamos ser um paradoxo, ou uma dicotomia, em um futuro próximo, poderá vir a ser uma verdade comprovada, uma Teoria!" - PSR+C
Crônica do Reino Onde o Povo Não Cabe
Ó terra formosa, de rios largos e sol antigo,
onde o chão é fértil, mas o pão é curto,
ergue-se um reino que se diz mãe,
mas que só embala alguns filhos no regaço
e lança outros ao frio da madrugada.
Neste reino de Angola
— que outrora cantou esperança
como quem canta a liberdade recém-nascida
—governam senhores de palavra grossa e ouvido fino,
mais atentos ao eco do próprio nome
do que ao clamor do povo que sangra calado.
Há um partido, não feito de todos,
mas de escolhidos.
Aos que juram fidelidade, chama “companheiros, camarada...os camaradas”;
aos que ousam pensar, chama “inimigos”.
E assim divide o corpo da nação
como espada que corta a própria carne.
Prometeram pão, mas deram discursos.
Prometeram justiça, mas semearam medo.
E enquanto o povo sua na lavra da vida,
os senhores banqueteiam-se em mesas altas,
onde a miséria não tem lugar nem nome.
Oh pátria minha, por que consentes tal trato?
Por que permites que te amem apenas em tempos de voto
e te esqueçam nos dias de fome?
És cantada em hinos, mas negada na prática;
és exaltada nos palanques, mas ferida nas ruas.
O pobre, que é maioria, tornou-se estrangeiro em sua casa.
O jovem, que é futuro, virou ameaça.
E a verdade, que deveria ser farol,
foi vestida de mentira
para não ofuscar os olhos do poder.
Mas saiba o reino — e saibam os senhores —
que nenhum poder dura quando despreza o povo,
pois a história, severa mestra,
cobra com o tempo aquilo que o medo adiou.
E virá o dia em que Angola não será partido,
nem cor, nem clã,
mas casa comum, onde ninguém será inimigo
por pensar,
nem excluído por existir.
Até lá, canta-se esta crônica
não por ódio, mas por amor à pátria,
pois quem critica por justiça
é mais fiel
do que quem aplaude por conveniência.
Às vezes parar é a melhor maneira de continuar...
Parar para sentar nas pedras do caminho...
Parar para fazer curativo no pé, todas as vezes que chutei as pedras do caminho.
Parar para me sentir culpada, com vergonha ou medo das Mírians que não conheço...
Parar ainda que para muitos, isso seja meu maior gesto de covardia...
Parar para respirar e me sentir viva...
Parar para olhar para trás...
Parar para não voltar atrás...
