Coleção pessoal de testeteste123

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Todo esse tempo sozinho eu pude
aprender que, as decepções fazem parte da nossa vida trazendo amadurecimento e aprendizado. Aprendi também que a vida continua, e eu quero ser feliz a cada
oportunidade que ela me oferecer.⁠
(livro-Escolhida para me Amar)

— Eu não acredito que vocês mentiram para mim todo esse tempo. — Esmurrou a parede, com fúria. — Mais uma vez o meu pai usou-me como um fantoche, é isso o que sempre fui para o poderoso Otávio Lambertini, um simples boneco que ele manipula para conseguir o que deseja. — Voltou um olhar de desprezo para ela. — Agora, eu esperava mais de você, Helena, esperava que a vida fosse melhor ao seu lado e que o nosso amor fosse verdadeiro e sincero, mas pelo o que acabei de presenciar, você é igual ou pior ao homem que
se diz ser o meu pai, ele eu já conhecia, mas você me fez acreditar em uma mulher que nunca existiu. — Soltou um suspiro de lamento. — Sabe, nada acontece por acaso em nossa vida, e eu me sinto aliviado em poder ficar longe de pessoas como você e o meu pai, que não têm dignidade e nenhum tipo de empatia pelos outros. Pessoas assim são desprovidas de amor, e nunca saberão
o que ele é.


Mais uma decepção lhe sobreveio na vida. Já não bastava ter sofrido com a morte da mãe e sentir a falta de amor e desprezo do pai? Até quando a vida o castigaria? Qual o aprendizado poderia tirar daquilo tudo? Será que a felicidade voltaria a sorrir para ele algum dia?
(livro-Escolhida para me Amar/romance-ficção)

Não me aproximo nem das pessoas e nem dos lugares que não tenho nada para aprender ou acrescentar. Todos os locais são livres mas nem todos nos convém e assim também são com as relações interpessoais.

⁠É o tempo que torna melhor a arte do artista, o escritor do escritor.

Memória do Holocausto


1941- 1945
Seis milhões.


Cinzas,
Silêncio,
Memória.


Resistência.


Benê Morais
⁠

Quando visitar lugares turísticos, evite alugar atividades que exploram ou aprisionam animais. Não contribua para esse tipo de exploração!

..Vejo a chuva cair da janela do meu cantinho, imagino o quão bom seria, se nesse momento meu bem estivesse entre meus braços, no aconchego do meu carinho...

Particularmente eu não gosto de aquários, nem de gaiolas e muito menos de prisões. Na minha exclusiva filosofia de vida creio que todo o ser vivo existe para viver em plena liberdade, desde que cumpra seu personalíssimo papel por formas consciente ou instintiva, sustentável e responsável no continuo ciclo da natureza.

... a vida
não é somente aquilo que
você vê. A vida, caro amigo, é muito mais aquilo que você não vê
e precisa, urgentemente,
compreender!

Viver a vida sem refletir, não vale a pena viver

"Ser fênix é aceitar as cinzas; levantar-se delas e, sempre que a vida exigir, reacender a própria chama."

Solitário


Demétrio Sena - Magé


Acredito não ter te soletrado
como pedem as notas da razão,
porque dei a momentos singulares
uma frágil versão de sintonia...
Jamais quis estender a confidência;
te levar ou trazer além das linhas
da regência e da própria sensatez;
o bom senso das minhas emoções...
Nunca tive um arroubo destoante,
um instante propício à decolagem
ou ao roubo da minha sanidade...
Mesmo assim era tudo solitário;
um ovário sem vaga para gêmeo;
horizonte com linha de cerol...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

A vida só floresce quando edificada no amor, sustentada pelo Deus que é o próprio Amor Eterno.

Demorei para perceber que quase tudo, na vida, gira em torno da mesma obsessão: controle.


Chamam de organização.
De rotina.
De responsabilidade.


Mas é medo.


Medo do que pensa sozinho.
Medo do que cria fora do padrão.
Medo do que não se deixa domesticar.


Por isso contam horas, não ideias.
Presenças, não sentidos.
Corpos, não consciências.


Aprendi cedo que existir era caber.
No horário.
Na planilha.
Na expectativa.


E, para caber, comecei a diminuir.


Produzia mundos inteiros em silêncio,
mas ninguém via.
Porque não estavam interessados no que eu criava,
e sim no quanto eu permanecia disponível.


Não querem pássaros.
Querem gaiolas cheias.


Dentro delas, aprendemos a funcionar.
Não a viver.


Adoecer em segredo.
Cansar em silêncio.
Sorrir por obrigação.
Seguir por medo.


Quando o corpo falha, chamam de fraqueza.
Quando a mente cansa, chamam de desculpa.
Quando a alma sangra, chamam de drama.


E descartam.


Porque quem cai expõe a mentira coletiva de que todos estão bem.


Aprendi a esconder fissuras.
A maquiar exaustão.
A negociar comigo mesmo.


Caminhei entre leões.


Aprendi a linguagem do poder,
os códigos da conveniência,
o teatro da força.


Mesmo assim, nunca fui do grupo.


Era tolerado.
Nunca pertencente.


Presença sem raiz.
Voz sem território.


E, para continuar ali, virei útil.


Apoio.
Escada.
Ponte.


Sustentava projetos, egos, fragilidades alheias.
Enquanto ninguém sustentava a minha.


Confiei.
Acreditei.
Projetei lealdade onde só havia interesse.


A traição veio suave.
Educada.
Disfarçada de cuidado.


E no amor, foi ainda mais evidente.


Enquanto eu resolvia, eu existia.
Enquanto carregava, eu era necessário.
Enquanto servia, eu era querido.


Quando parei, virei ruído.


Foi aí que compreendi:
muitos não se relacionam com pessoas.
Se relacionam com funções.


Nesse ponto, algo quebrou.


Não foi romântico.
Não foi pedagógico.
Não foi bonito.


Foi brutal.


Percebi que eu tinha passado anos
me transformando em estrada
para quem nunca pretendeu caminhar comigo.


Eu era passagem.
Nunca destino.


E isso não gerou iluminação.
Gerou raiva.
Lucidez.
Desencanto.


Passei a desconfiar dos aplausos.
Dos convites.
Dos afetos fáceis.


Passei a ver o mundo como ele é:
um mercado emocional,
onde quase tudo é troca,
quase nada é vínculo.


Hoje eu não romantizo liberdade.


Liberdade dói.
Isola.
Cobra.


É andar sem garantias.
Sem plateia.
Sem proteção.


É perceber que ser inteiro
te torna inconveniente.


Que pensar demais incomoda.
Que sentir demais afasta.
Que não se vender custa caro.


Não virei herói.
Não virei exemplo.
Não virei cura.


Virei consciente.


E consciência não salva.
Ela pesa.


Você passa a enxergar
as engrenagens,
as farsas,
as dependências,
as manipulações.


E já não consegue mais fingir.


Hoje eu sei:


Não sou gaiola.
Não sou ponte.
Não sou sombra.
Não sou ferramenta.


Mas também não sou refúgio.


Sou território instável.
Cheio de ruínas, ideias, cicatrizes e silêncio.


Quem entrar, entra sabendo:
não ofereço conforto.
Ofereço verdade.


E verdade não acolhe.
Ela rasga.

O impossível é provisório

Não é justo e nem humano, hoje, culpar os atuais descendentes pelos erros e equívocos malditos, praticados pelos ascendentes no passado. A vida é um eterno e continuo movimento mas seremos contabilizados e responsabilizados pelos erros e acertos, hoje e sempre, das próximas gerações. Na perpetuação dos erros, hoje reconhecidos e já confirmados como tais, não há perdão.

Se há belas flores no caminho, a beleza está em você.
Se os pássaros e borboletas te encantam no caminho, o encanto está em você.

É cruel perceber
que você virou ponte, abrigo e horizonte
para quem só buscava travessia,
não destino.

Minha paciência não é infinita. Ela só parece, até você testar.

Quem não se honra, ensina o mundo a desprezá-lo.