Coleção pessoal de testeteste123
Quando a palavra me fere
como Jacarandá de espinho
elejo ser porque floresce,
e a indiferença não fenece.
Espargindo flores e carinho
trazendo beleza solene
infinita pelo caminho,
sem nos deixar sozinhos.
Somente me defino sob
a régua da Via Láctea,
nem o bloqueio a Cuba
amordaça a minha fala.
Os Românticos de Cuba
coloquei à meia-luz da sala
para o ambiente preparar
esperando me encontrar.
Nos quatro hemisférios
há poeira das estrelas
dispersas e mistérios
ao redor flores místicas
do Fedegoso em pleno
majestoso fevereiro,
adornando emoções,
desabrochando com tentações,
E tocando as cordas
o coração romântico;
Para sob ele te encontrar
pronto para o amor,
e paixão inesquecíveis,
Porque sei que juntos
seremos irresistíveis.
Meu bem
eu tava indo embora
Agora estou olhando a lua com voce do meu lado
Me sinto realizada de ter voce comigo
As vezes nao me dou tao bem assim com as palavras
É por que realmente
Nao da pra explicar a sensação de te olhar
Pois vejo outras constelações
É como se saisse por alguns minutos ou segundos
Do meu próprio corpo
E fosse teletransportada para outra dimensão
Ao te beijar
Desejo nunca mais sair do momento
E quando me abraca
Me sinto tão única
Que sinto a necessidade de de novo te falar o quao apaixonada sou por voce
Pelo seu jeito iluminado
Pela sua fe
Sua fe move montanhas
Moveu a minha
Voce e LUZ
amo quando deixa eu te cuidar
E te acarinhar
Me sinto rica.
Te quero todos os dias
Te quero em paz
Me quero em paz
Quero a gente em paz
Voce apagou na massagem
Amo essa sensação.
Que estou fazendo parte do seu descanso
E contribuindo para que ele aconteça
Meu bem
Te amo tanto
E te quero tanto
Estou com voce para o que der e vier.
Sou sua fortaleza
Sua âncora
Sua gata
Sua paixão eterna
Sua
Só sua
E de mais ninguém.
2026
Envolvidos num som do corpo,
Luz vermelha piscando no quarto.
Promessas tortas no ouvido,
Esse amor já nasceu errado.
Mulher ordinária, olhar de pecado,
Jura que é santa de dia.
De noite vira tempestade,
Me perde, me acha, me vicia.
Diz que não presta, mas chama meu nome,
Finge juízo, mas quer confusão.
Entre o certo e o proibido,
Nosso erro vira paixão.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz.
Mulher ordinária, rainha do caos,
No tribunal do amor nós dois somos réus.
Que falem de mim, que falem de você
Esse desejo não sabe obedecer.
Se o inferno é quente, então tanto faz,
Eu peco sorrindo e volto outra vez.
Beijo com gosto de perigo,
Riso debochado no ar.
Você me chama de louco,
Mas não consegue me largar.
Coração sem documento,
Esse romance é contrabando.
Quando o povo aponta o dedo,
A gente tá se procurando.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz…
Final
Entre pecados vergonhosos e prazer clandestino,
Você é meu erro favorito,
E eu assumo meu destino.
A crítica não guia minha vida, porque meu destino não é decidido por vozes humanas, e sim por um propósito maior.
Insta: @elidajeronimo
Ahh a humildade!!! Como me encanta!!
Ser humilde é ser forte e ao mesmo tempo vulnerável. É acreditar em si mesmo sem deixar de reconhecer suas fraquezas. É conseguir encarar os medos e ainda assim respeita los.
Somos humildes quando reconhecemos a coragem do outro e não desvalorizamos a nossa, pois sabemos que não estamos competindo, estamos evoluindo e evoluir juntos é melhor.
Inclusive ser humilde é reconhecer que precisamos uns dos outros.
Reconhecer quando erramos, e nao reduzir a torça que precisamos juntar para isso. E realmente de um valor imenso quando alguém que mantem uma couraça inacessível reconhece um erro e procura conserta lo, acredito que os céus vibrem de alegria nesses momentos.
Quando quebramos o ego e nos permitimos viver de maneira mais leve e sem rigidez. Fazer o que é importante para nós. O eco do desmoronar do orgulho reverbera no futuro e abrem os portões da evolução da alma. É com certeza mais um grande degrau na escada de volta para casa. Uma passo mais perto do Pai.
Quando aprendemos a ser humildes e reconhecemos nossos erros, não nos tornamos pequenos ou sem valor, mas percebemos o valor dos outros, e apreciamos isso sem duvidar do nosso valor.
A humildade permite que sejamos serenos, sem questionar a intensidade do outro. Da mesma forma permite que sejamos fogo sem diminuir a importância da água. Pois cada um tem suas individualidades e todos somos alunos e professores sem nem sabermos o que estamos sendo nesse momento. Podemos estar ensinando uma grande lição e ao mesmo tempo aprendendo uma grande lição. E saber disso nos torna humildes diante da grandeza da vida.
Viva de um jeito que Deus se agrade, cresça de um jeito que você se orgulhe e compartilhe de um jeito que o mundo seja transformado.
Insta: @elidajeronimo
O tempo…. Ele passa e abre distâncias, com o passar dele constroem se dias, semanas, meses... o tempo não cura nada realmente, na verdade ele enferruja, envelhece, tira a cor de tudo o que um dia foi vivo. Ele mata, e por mais que existam coisas que atravessam os tempos, ele sempre se encarrega de tentar destruir. Com o tempo algumas necessidades pesam mais, algumas certezas já não são mais necessárias, a gente se obriga a retirar a atenção daquilo que não é pra ser, guarda a esperança para ser usada em si mesma e abraça a realidade. Se isso é curar, não foi o tempo, foi eu, que vi o tempo destruir as coisas que acreditei existir. O tempo transforma ingenuidade em racionalidade, esperança em aceitação, ensina que tempo mesmo, tempo real foi aquele momento que passou muito rápido diante dos nossos olhos e acabou. E muitas vezes depois dele passamos a lamentar por termos deixado passar, por termos feito tudo errado, por não termos aproveitado momentos que nunca mais voltarão. O tempo passa e o que fica? Quem fica? O que sobra do que o tempo tentou destruir? Quem sou eu quando o tempo acabou?
Dois movimentos importantes. Levantar da cama e sentar na poltrona. A alma ainda está dormindo, mas o cigarro nos dedos impele a acordar. Em frente tem a mesa com livros entulhados, cobrando-me por um antigo hábito social. Ali ficam os resumos que eu não fiz. A mesa é a minha mente, querendo fugir de mim mesma. Do lado da poltrona tem uma máquina de lavar roupas, lembrando-me que roupas não se lavam sozinhas. A cinza do cigarro é elegantemente empurrada para debaixo da cama. O coração do quarto é uma réplica de Monet, com cores saturadas. Mas Monet é Monet.
Amor é sutil como uma metralhadora. Em silêncio parece até um carinho inocente, mas apontado para a cabeça parece um crocodilo perto do bote. O amor salva, mas quando o amor é distorcido, o amor mata, mata ilusões, rasga álbum de casamento e vira briga por pensão alimentícia. Melhor evitar. Calcule a profundidade da piscina antes de pular de ponta.
Eu fui programada pelo DNA para repetir a mesma história 50 vezes, até encontrar uma resposta mais convincente. Eu não pedi para lembrar da minha biografia desde os três anos de idade. Então eu perdoo, mas esquecer jamais. E eu lembro a roupa que eu estava usando quando, trinta anos atrás, você foi tosco comigo. Mecanismo cognitivo. Eu não pedi para ter uma biblioteca de acontecimentos no meu cérebro. Coisas da vida.
Eu estou apaixonada pelo síndico do meu prédio e estou dividida entre reclamar da taxa extra ou fingir que eu não sou pobre. Então ele é o mensageiro do desejo e o demônio da taxa extra. Eu não sei se é porteiro do destino amoroso, ou se é só roubo à mão armada mesmo. Dilema emocional: amor X boleto.
Ainda estou digerindo a taxa extra com congestão. Enquanto eu me torturo com as dívidas, o síndico encosta o braço no meu e eu me apaixono. Perdi a briga e voltei para casa com um boleto cor de rosa com formato de coraçãozinho.
Eu sou excêntrica, não é para chamar atenção. É transtorno mental mesmo. Com direito a sair do meu apartamento, pegar uma vassoura e ir varrer a rua. Gari por um dia. Mas o chão ficou limpinho e meu tédio saiu satisfeito. Eu fumo. Muito. Muito. O cigarro é extensão da minha boca. Mas eu fumo tão elegante que o enfisema pulmonar acha bonito. Nada como tomar quatro ansiolíticos para a vida ficar mais leve. Hoje eu lavei dois copos, não me chame de inútil.
Eu tenho uma doença que todo mundo acha engraçadinho: bipolaridade. É tão engraçado, a pessoa surta, esquece até o próprio nome e depois tem depressão e quer se matar. Engraçado, né!? O brasileiro tem ótimo senso de humor. Pena que eu não posso rir junto, porque estou ocupada tentando sobreviver.
Bom mesmo é se alienar em seita. Você entra tomando chá alucinógeno e sai com três diagnósticos psiquiátricos. Como diz a seita: “luz, paz e amor”. Explica essa dinâmica para a clínica psiquiátrica, porque lá a meditação é “salve-se quem puder”. Eu me salvei com algumas escoriações no corpo. E agora o mantra é: “dois pesos, duas medidas”. Chá alucinógeno? Não, prefiro água, por gentileza.
O amor é patético, mas eu não tenho lugar de fala, porque eu me apaixono na velocidade da luz. Porque o síndico encostou no meu braço por três segundos e eu estou há semanas falando dele. O amor é o ridículo mais lindo que existe. Eu até tomei banho hoje, com direito a passar batom.
Eu sou mais inteligente que a média das pessoas. E a modéstia me obriga a me defender para não parecer vaidosa nem pretensiosa. Eu li Nietzsche e ele não tem pudor de exaltar suas qualidades. Então eu sou mais inteligente, mas não fique triste, você é legal — vou até te dar um biscoitinho.
Vem cuidar de mim, baby
Sanguessuga boa do amor
Deixa aquele cara pra lá
Ele não presta, não te representa não, doutor
Vive prometendo o mundo
E te entrega só solidão
Homem sem palavra é vento
Não segura coração
Ele fala bonito em público
Mas em casa só dá dor
Eu sou simples, sou direto
Mas te trato com amor
Oh mulher virtuosa
Esquece aquele malfeitor
Manda ele embora hoje
Que a noite é nossa, é de amor
Amor sem fronteiras, debochado
Sem frescura, sem censor
Vem pra mim, mulher da vida
Mulher minha, mulher do amor
Você deve ignorar urgente
Esse homem sem compromisso
Quem brinca com sentimento
Não merece nem aviso
Aqui tem café quente
Abraço e proteção
Tenho pouco no bolso
Mas tenho muito coração
Se ele te fez sofrer demais
Hoje é dia de decisão
Vira a página da história
E vem morar na minha canção
Oh mulher virtuosa
Esquece aquele malfeitor
Manda ele embora hoje
Que a noite é nossa, é de amor
Amor sem fronteiras, debochado
Do jeito que você gostou
Vem pra mim sem medo algum
Que eu cuido de você, meu amor
Um Mestre para a Eternidade.
Morre o Homem; nasce a Lenda.
Minas Gerais amanhece mais silenciosa. A ciência penal brasileira perde uma de suas mais elevadas consciências, e o Direito, órfão, curva-se em reverência. Parte um mestre; permanece um legado. O professor Geraldo Barbosa do Nascimento atravessa agora o limiar do tempo humano para habitar a eternidade dos justos — daqueles que ensinaram não apenas normas, mas valores; não apenas leis, mas humanidade.
Foi no alvorecer da década de 1990, em Teófilo Otoni, quando ingressei na Faculdade de Direito, que tive o privilégio raro de conhecer aquele que se revelou o mais completo professor de Direito Penal que Minas Gerais já produziu. O Dr. Geraldo Barbosa não ensinava códigos: formava consciências. Sua sala de aula era um espaço de reflexão ética, de densidade filosófica e de profundo compromisso social.
Com sabedoria incomum, ensinava a ciência penal brasileira dialogando com o Direito Comparado, trazendo à vida autores clássicos e modernos, como o mestre espanhol Sebastián Soler, e tantos outros que encontravam, em sua voz serena, tradução viva e atual. O “Dr. Geraldinho”, como era carinhosamente chamado, possuía a rara virtude de tornar o complexo compreensível sem jamais empobrecer o conteúdo — sinal inequívoco dos grandes mestres.
Sua atuação profissional foi marcada por ética inabalável, zelo acadêmico e distinção intelectual. Em tempos de superficialidade e pragmatismo raso, o professor Geraldo Barbosa era resistência: acreditava na função civilizatória do Direito Penal, na dignidade da pessoa humana e no papel do jurista como guardião da justiça e da razão.
Hoje, o Direito brasileiro perde uma de suas maiores autoridades. A academia perde um farol. A sociedade perde um intérprete sensível da dor humana. Mas o céu — se houver salas de aula na eternidade — ganha um professor completo, incumbido de ensinar princípios éticos, valores morais e o verdadeiro sentido da justiça.
Aos familiares, amigos, alunos e admiradores, ficam as mais profundas condolências e o abraço solidário diante dessa perda irreparável. Que encontrem conforto na certeza de que o professor Geraldo Barbosa do Nascimento não partiu: foi eternizado na memória jurídica, moral e humana de todos que tiveram o privilégio de aprender com ele.
O mestre se vai.
O legado permanece.
E a ciência penal agradece, em silêncio reverente.
Seja como o sol, o sol não precisa de plateia para mostrar seu resplendor. Ele brilha mesmo sem atenção.
Não vejo evolução no mundo! Cada dia as pessoas estão mais robotizadas e submissas, as pessoas e coisas! Doentes mentalmente. Acho que quem lutou contra a escravidão e a ditadura estaria extremamente desapontado com o ser humano de 2025.
Quando éramos crianças, achávamos que os monstros estavam embaixo da cama e no armário. Depois que crescemos, vemos que os monstros estão em nós mesmos.
A felicidade está nas coisas simples, a complicação quem causa somos nós msm com a ignorância de perfeição, e de querer provar as coisas para os outros e na ganância de sempre quere mais.
0253 "Minha Professora ensinou que o verbo haver, no sentido de existir, é impessoal. Eu também sou impessoal quando o assunto é dramalhão. Também ensino e espero que aprendam!"
