Coleção pessoal de testeteste123

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⁠Seria muito difícil — ou até impossível — alugar a cabeça de todo um povo, ou parte dele, sem antes comprar algumas.


Porque nenhuma multidão é dominada de uma só vez.


Primeiro, conquistam-se as vozes mais potentes, as mentes mais influentes, os que falam com facilidade e pensam com preguiça.


Compra-se a opinião de alguns e, pouco a pouco, ela passa a parecer a verdade que muitos gostariam que fosse.


Ideias alugadas raramente chegam com contrato visível.


Elas se disfarçam de pertencimento, de urgência, de causa nobre ou de solução fácil.


E quando parte do povo passa a repetir convicções que nunca questionou, talvez já não perceba que deixou de ser dono dos próprios pensamentos.


Há quem venda a consciência por conveniência, há quem a entregue por medo, e há quem a troque pela confortável sensação de fazer parte do coro.


Mas toda mente que abdica do esforço de pensar por conta própria torna-se terreno fértil para quem deseja governar sem diálogo, conduzir sem explicar e dividir para melhor controlar.


Pensar exige coragem.


Questionar exige disposição para, às vezes, caminhar sozinho.


Afastar-se da famigerada mamada.


Por isso, manter a própria cabeça livre talvez seja um dos atos mais silenciosos — e mais revolucionários — que alguém pode praticar.


No fim, não são as ideias impostas que transformam uma sociedade, mas aquelas que nascem do encontro honesto entre consciência, reflexão e responsabilidade.


Porque quem preserva a própria mente, não apenas protege a si mesmo, mas ajuda a impedir que o pensamento coletivo seja transformado em propriedade de poucos.

Persista não desista! Deus ouve até o silêncio que grita na alma...
Lu Lena

Amar ao próximo implica rejeitar o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo. Por isso, amar ao próximo é incompatível com votar na direita.

Fugir de algo que tem medo é um ato de medo, e o medo atrai o que você tem medo, até aprender a não ter mais.

Esperar pelo tempo dos outros é perder os próprios momentos.

Música: Figura de política.
Autor: Dênisson Hélder Dinéh.
Um dia, a linguagem literal foi exilada pela figura de linguagem.


Quando o bolso pesar, dizem que a Antítese alivia.


Se a Metáfora faltar, não adianta gritar com Onomatopeia.


Se o modelo prioriza ditaduras amigas, a gente dissimula, trabalha em dobro e espera a Hipérbole passar.


Nas contas públicas no vermelho? Use a Hipérbole, jamais a Comparação.


Onde houver comissionado incompetente, a Prosopopeia se faz presente, dando vida a quem nada produz.


Basta a Catacrese sentir uma Sinestesia para o povo tomar uma Antonomásia (o apelido que vira condenação).


No fim, vai bater a saudade da linguagem real e direta.


Aquela que diziam doer, que diziam ser de ódio, que diziam ser bruta...


Mas era apenas a verdade sem filtro.


Só não vale repetir que foi GOLPE.


Aí já não é figura de linguagem... é Ironia do Destino

As feridas que se agravaram com o tempo; por não amar,
por machucar, aos homens feito a semelhança de Deus.
Aquele que não ama,
não conhece a Deus...⁠

De facto, a Sabedoria produz tristeza, mas também alegria.

Música: Cérebro artificial.
De: Dênisson Hélder Nogueira Rocha (Dinéh).
Cérebro artificial, mente sobrenatural, Máquina de fabricar ignorância digital. Atrofia o pensar, limita o horizonte, Secando a inteligência que bebia na fonte.


Pra quê produzir? Pra quê raciocinar? Se a procrastinação é o novo "ar". Uma arte que asfixia, que sufoca o progresso, Vendendo a evolução pelo preço do acesso.


Onde vamos parar? Tudo vira "IA". A mente que era joia, hoje é peça vazia. Sem lapidação, sem esforço, sem trilha, O cérebro humano virou só uma pilha. E o fim já começou, sem aviso ou remorso: Levamos o "mestre" dentro do nosso bolso.

Não te apavores, filho. Escuta-me:
Não busques diminuir-te os desafios:
Reservei-os-te, sei que estás apto a cumpri-los;
Mesmo que o frio queime,
Mesmo que o medo amordace-te os planos,
Mesmo que o astro rei se esconda e se eleve a tempestade;
Ainda há chamas em teu espírito,
Ainda há vida em teu subconsciente,
Porque a cada momento renovam-se as chances de reniciar-se,
Porque este é o melhor momento: agora!
Porque não estás só.

E, olhando para ti,
Canto a minha canção melódica
Que outrora fora lágrimas
De um aguerrido espírito
Confiante de que te encontraria
Novamente nessa jornada maluca
Que chamamos de vida - Mas
incerto de que fazia jus a tal -
Canto a ti, minha musa
A melodia que ouvido nenhum
É capaz de decifrar
Não digo que seja de tal modo
Sinfônico ou doce
Mas, certo de que fi-lo por ti,
Afirmo-te: há amor, há meu coração
A ti me entrego, sem medo
Foste aquela que me recebeu com alento
És aquela com quem desejo investir minhas risadas despretensiosas
Por isso, canto a ti
Que, antes de tudo, não me abondonaste
Canto fervorosamente
Deixando transparecer a mais profunda vibração da minha alma junto à tua…

Os erros cometidos no passado perpassam a história para além da dor de tê-los vivenciado. É preciso levá-los consigo, ainda que aversa a isso seja a consciência de que se caminha sobre pedras pontiagudas que perduram no coração à medida que decidimos prosseguir e que, por conseguinte, fere-nos os sentimentos. O amadurecimento não deve, pois, ater-se à tentativa de extirpar o passado da essência com que nos imbuímos enquanto tomávamos decisões que modelariam o nosso rumo; afinal não se utilizam também os tijolos mal cozidos para erguerem-se impérios? constituem a consciência tanto o conhecimento obtido naturalmente através dos anos de sua trajetória quanto aquele forjado na angústia do caos. Assim, é certo que a trajetória da vida há de nos fazer titubear e cair em um dado momento, mas a força com que nos levantamos e a prudência e autoconhecimento que adotamos após a queda agregarão razão à dor — uma vez conhecida a tormenta, luta-se para evitá-la. O lamento é inevitável, mas deve ser mediado pela vontade de prosseguir, de não tornar ao ponto de impotência. Eis o constituinte basilar do enfrentamento de desafios: a consciência de si próprio, ainda que através do sofrimento.

Demanda tempo alcançar o que se tem de mais valioso debaixo do céu, terreno dos que jazem no plácido adormecer das angústias suplantadas pelo Amor primeiro. Talvez se pense em algo para além do ordinário: bobagem! Fiz morada em teu coração e desde então enxergo o paraíso diante dos teus olhos… há, pergunto-me, bem mais valioso?

Quem me dera poder voltar no tempo.
Te traria do presente as rosas que no passado plantei. Viria o futuro com outros olhos: quem me dera voltar…
Voltar aonde meu sorriso e o teu eram tão mais simples. Aonde não havia nada além de conversas juvenis. Quem me dera tê-las de volta. Agora, estamos crescidos. Arde em mim o intrépido desejo: tempo.
Quem me dera tê-lo, para assim retroceder. Corre – e corre impiedosamente — das marcas da memória que guardo comigo. Cuido-me para não ficar para trás, rejuvelheço nossa timidez. Ah… como era arrepiante sentir o frio na barriga ao te olhar. Era o princípio dessa história toda que construímos, não vê?
Quem tempo me dera?
Precisamos, eu e você, do tempo de amar como nunca e viver para sempre.

Pai, concede-me sabedoria para melhor gerenciar minha vida.
Ilumina-me, ó Pai, com a luz que afasta as trevas. Assim, não serei um andarilho em busca de respostas que não se encontram com tanta facilidade: apenas diante de Ti, de joelhos, posso lançar-me a alma e esperar que meu espírito seja recolhido em tua Divina Misericórdia. Conforta-me, Pai. Por onde quer que ande, que Tuas Palavras norteiem minha trajetória, que meu itinerário siga Teus ensinamentos. Renova-me, Senhor, põe em mim nova armadura, faz-me guerreiro novamente. Que ante as batalhas meu corpo não recue e minha mente não se subverta. Creio em Ti, espero em Ti - somente em Ti.

Nos momentos difíceis, a vida parece reduzir-se ao peso do agora. O futuro perde nitidez, o passado cobra explicações, e o presente se impõe como um teste silencioso. Sim, o tempo difícil, para além das angústias, ensina-nos a majestosa arte de silenciar… Ele nos afasta do excesso, do ruído, das ilusões de controle. Aos poucos, revela o que é essencial: caráter, constância e coragem discreta. Não a coragem épica dos aplausos, mas a coragem cotidiana de continuar — um dia de cada vez.

Há quem não se pergunte o motivo pelo qual suas pernas não assumem as funções de seus braços. Há quem o faça – pasmem, um completo acrobata. Há quem veja sua vida à espreita de uma janela empoeirada, coberta de passado e carente de futuro. Há quem viva intensa e sabiamente – pasmem, este último encontrou da vida o sentido. Há quem nade por águas profundas e se afogue em banheiras quentes de seus próprios confortos. Há quem, por não ter experiência alguma com água, sinta-se aflito frente à imensidão azul. Há, também, quem sonhe profundamente enquanto viaja no ônibus das seis da manhã enquanto vai ao trabalho. Mas há quem durma horas a fio sem nunca ter passado por experiências oníricas de cavalos com asas. Este último, sente medo da imensidão de si próprio, vive à margem de suas aspirações e não se lança aos questionamentos que o engrandeceriam se de outro modo vivesse. Assuma, desde cedo, o entendimento de si próprio, acredite-se, enxergue-se, viva-se.

Existe o agrado natural e o agrado por interesse.


O agrado por interesse é quando a pessoa quer agradar você apenas por interesse, te agrada para que você faça as vontades que ela quer. Se você não fizer, ela para de agradar e começa a cobrar, dizendo que você não está sendo recíproco, porque, na verdade, era só interesse.


E tem o agrado natural, que é quando a pessoa te agrada sem cobrar nada em troca. Quando o agrado é natural, de forma espontânea e com afeto, a pessoa não espera reciprocidade, pois não precisa disso. Ela fez por vontade própria, sem razão alguma, apenas porque estava se sentindo bem. Pessoas assim geralmente estão bem consigo mesmas e agradam simplesmente porque se sentem bem, de forma natural, sem nenhuma outra intenção.

Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...


Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.


Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...


A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.

Colocar-nos sob a testemunha
do Hemisfério Celestial Sul,
e permitir a licenciosa ternura.


Envolver-nos com carícias
da absoluta Seda de Tururi,
e pedir mais que sete vidas.


Render as selvagens primícias,
as empolgações, as delícias
os encantos e as doces malícias.


Erguer os marcos necessários,
estabelecer o território seguro
para o amor se manter e estabelecer.