Coleção pessoal de testeteste123

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VIAGEM INSÓLITA

O vazio era vasto até que o bem-te-vi cantou na janela. A alma errante escapuliu, deixando a matéria trancafiada, mais uma vez, no peso denso da carne. Acordar é a única ilusão!

Lu Lena

O ECO DO INFINITO

No tilintar de um serafim, tua voz chamou por mim. Flutuei no infinito, viajando por mares em nuvens de algodão. Dançamos enlaçados na lua, almas errantes em busca de inspiração. Despertei desse sonho folheando manuscritos num álbum de recordação.

Lu Lena

Não precisamos estar casados para sermos um do outro. O nosso amor é um 'sempre' que ninguém apaga e que distância nenhuma separa. Nossas mentes estão conectadas por um fio invisível que o destino jamais conseguirá romper.

REDE DE ESTRELAS


Peguei o cordão umbilical e amarrei cada ponta em uma estrela; então, um anjo me emprestou suas asas para que eu fizesse uma rede, onde pudesse descansar minha alma no céu.
Lu Lena

Um grande amor não se define pelo estado civil, mas pela eternidade do querer. Mesmo longe dos olhos, você nunca sai da minha mente. Onde o pensamento se encontra, a saudade vira presença.

Quem disse que o amor precisa de um altar para ser eterno? O verdadeiro laço não é o que o mundo vê, mas o que a alma sente. Podemos estar em cidades diferentes, mas habitamos o mesmo pensamento; a distância separa corpos, mas nunca dois corações que decidiram bater no mesmo ritmo.

ÉS ESSÊNCIA DIVINA


Preencha o vazio com memórias internas. Abrace a fé, a determinação e a resiliência. Você merece ser luz; não deixe que sombra alguma ofusque sua essência. És único e especial no instante em que Deus soprou a vida que hoje habita em ti.
Lu Lena

Derby Paulista


O estádio é um coração cercado de concreto, bate em verde e em preto, em branco e em fé.
Cada canto é uma veia pulsando promessa, a cidade inteira prende o fôlego no apito inicial.


No gramado, a bola é um sol inquieto, ora foge, ora queima nos pés apressados.
As chuteiras escrevem versos na grama curta, poesia suada, rasgada, impossível de ensaiar.


As arquibancadas viram mar revolto,
ondas de gritos quebrando no mesmo cais.
Bandeiras são pássaros em guerra no vento, e cada gol é um trovão rasgando o céu paulista.


Quando o jogo acaba, a noite cai em silêncio estranho, como depois de uma briga entre irmãos.
Mas o derby fica — cicatriz e lenda —
gravado no peito da cidade que nunca dorme.

Percebi que era você quando o mundo ficava em segundo plano
e a minha vontade era só ouvir tua voz,
mesmo no meio do caos,
mesmo sem assunto.


Percebi que era você quando o meu peito aprendeu teu ritmo,
quando meu corpo reconhecia tua ausência
antes mesmo de eu admitir,
e o silêncio passou a ter teu nome.


Percebi que era você quando baixei as defesas,
quando te entreguei meus medos sem ensaio,
quando confiei minhas partes quebradas
sem medo de você ir embora.


E entendi que era amor quando não precisei provar nada,
quando cuidar virou natural,
quando te escolher todos os dias
pareceu a coisa mais simples do mundo.

O caráter morreu como uma casa abandonada, onde as paredes ainda estão de pé, mas o eco da verdade já não mora; foi enterrado sob aplausos falsos, qual uma moeda enferrujada no fundo do bolso, esquecida pelo valor e lembrada apenas pelo barulho; e hoje caminha entre nós feito um espelho quebrado, refletindo rostos inteiros em fragmentos convenientes, enquanto a consciência aprende a sobreviver sem se olhar.

A Morte do Caráter


O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.


Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.


Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono

No meu Jardim, ela é flor livre,
voa como uma borboleta, tem
a sutileza do beija-flor, seu toque
é brisa. É a Lua que hipnotiza e
silencia o ruído do meu cérebro,
nela todas as estações do ano
se tornam primavera.

Se me perguntarem o momento exato em que me perdi por você, eu respondo sem hesitar: foi naquele primeiro olhar. Lembro como se fosse hoje... e reviveria aquele frio na barriga mil vezes.

Bastou um encontro de olhares para o meu mundo mudar. Lembro de cada detalhe, porque foi ali, à primeira vista, que eu soube que era você.

Dizem que o tempo apaga as coisas, mas a imagem do seu olhar encontrando o meu continua intacta na minha memória. Foi amor à primeira vista, e desde aquele dia, eu nunca mais quis olhar para outro lugar.

Lembro como se fosse hoje o exato segundo em que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez. Foi ali que o meu coração entendeu que era amor à primeira vista.

Na nossa vida existem encontros
Que são vento nas costas
Mãos que empurram com cuidado
E nos fazem avançar sem medo.


Existem também as âncoras
Que prendem o peito ao fundo
Pesam mais do que abraçam
E confundem amor com permanência.


Há quem puxe pra trás
Sugando a luz dos dias
Transformando sonho em cansaço
E presença em esgotamento.


Mas você…
Você me puxa pra frente
Não corre por mim,
caminha comigo
E transforma amor em caminho,
não em peso

Mas então existe você
Que não puxa, caminha junto
Não me prende, não me drena
Me ama avançando
— e eu avanço por nós.

Aqui o Brasil não é mapa —
é corpo em brasa.
A pele da terra rasga em fogo,
e a fumaça sobe como um grito antigo
que ninguém quis ouvir.


No peito, a bandeira ainda pulsa,
cercada por cinzas e promessas queimadas.
O verde virou carvão,
o azul resiste como céu ferido,
o amarelo tenta lembrar que já foi sol.


Cada labareda é uma história interrompida,
um rio que pede socorro,
uma floresta que reza sem língua.
O país arde, não por acaso,
mas por descuido,
ganância e silêncio.


Mesmo em chamas, há algo que não morre: a esperança teimosa que brota na rachadura.
Do fogo pode nascer semente —
se o povo acordar,
e decidir ser chuva.

"Quem conhece a própria sombra dança na escuridão sem medo."