Coleção pessoal de testeteste123
A exemplo dos humanos, pelo visto a Inteligência Artificial também derrapa em recorrentes vícios de linguagem.
Palavra de Essência
Eu sou feita de raiz e de água.
Piso firme na terra porque conheço a queda, e fluo porque aprendi que sentir não é fraqueza.
Trago no corpo as marcas do que perdi
e na alma a presença do que nunca partiu.
Dois amores vivem no invisível
e uma mãe caminha comigo em cada gesto de cuidado.
Nada se perdeu — tudo se transformou.
Sou mulher que já conheceu a escassez
e, ainda assim, escolheu amar com abundância.
Criei meus filhos com mãos cansadas e coração inteiro, e sigo criando caminhos para quem chega ferido.
Quando caio, não permaneço no chão.
Recolho a lição, endireito a coluna
e retorno mais forte, mais consciente, mais verdadeira.
Minha firmeza não grita — ela sustenta.
Sou casa para o choro
e companhia para a risada.
Sou conselho na dor
e presença na celebração.
Carrego leveza sem perder profundidade.
Minha espiritualidade nasce da terra molhada, das ervas maceradas, do fogo que não se apaga, da água que limpa e da lua que rege meus ciclos.
O sagrado vive em mim porque eu o reconheço em tudo.
Mesmo depois da dor, mantenho um romantismo incurável — não por ingenuidade, mas por escolha espiritual.
Acredito no amor como força que cura e sustenta.
Que minha caminhada siga protegida.
Que eu nunca esqueça quem sou
nem abandone a ternura que me mantém viva.
Que eu honre meus mortos, meus vivos e a mim mesma.
Eu sou Guardiã do Caminho.
Eu sou Mãe que Permanece.
Eu sou Raiz Antiga sob Lua viva.
E assim sigo.
Firme. Sensível. Inteira.
Seu coração que
é Oceano Pacífico,
é o destino do meu coração,
que é o Oceano Atlântico,
Sob o céu do Hemisfério Austral,
sinto que já somos umpar
romântico, absoluto e celestial.
A Felicidade Entre a Declaração e o Silêncio
Há vidas que se sustentam no brilho da superfície. São existências que proclamam, com voz firme, estar felizes, como se a repetição da palavra fosse capaz de transformar o vazio em plenitude. Mas a felicidade que precisa ser dita é, muitas vezes, apenas máscara: uma narrativa construída para convencer os outros — e a si mesmo — de que há sentido onde, na verdade, há apenas vertigem.
Essa felicidade declarada é feita de festas intermináveis, de aplausos que ecoam por instantes, de conquistas que se dissolvem tão rápido quanto surgem. É uma felicidade que depende do olhar externo, da plateia que valida cada gesto, da confirmação que nunca é suficiente. Quando as luzes se apagam e o silêncio retorna, resta apenas a solidão. A companhia efêmera se desfaz, os vínculos superficiais evaporam, e o afeto é substituído por euforia passageira. A narrativa de que se está só “por opção” é escudo contra a dor de não encontrar alguém que corresponda às exigências de uma lista impossível. O brilho fora compensa o vazio dentro, mas não o elimina.
A felicidade autêntica, ao contrário, não precisa ser proclamada. Ela não se sustenta em discursos, mas em presenças. É discreta, mas sólida. Não nasce da necessidade de ser vista, mas da profundidade dos vínculos, da intimidade preservada, da paz que não depende de testemunhas. É uma felicidade que resiste ao silêncio, que permanece quando não há plateia, que não se desfaz quando o mundo se recolhe.
Declarar-se feliz pode ser, paradoxalmente, sinal de fragilidade. É como repetir uma frase para convencer-se de sua veracidade. A felicidade verdadeira não precisa de palavras: ela se reconhece no olhar sereno, na tranquilidade dos gestos, na ausência de necessidade de afirmação. É uma felicidade que não teme a invisibilidade, porque encontra sua força no íntimo.
Assim, distinguem-se dois modos de viver: o da felicidade declarada, que brilha intensamente, mas se apaga quando a energia externa se esgota; e o da felicidade silenciosa, que não precisa de palco, porque encontra sua plenitude no silêncio. Entre o parecer e o ser, cada um escolhe o caminho que deseja trilhar. Mas é no silêncio, e não na proclamação, que a felicidade revela sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em dizer “sou feliz”, mas em não precisar dizê-lo.
Tatianne Ernesto S.Passaes
Às vezes sinto vontade de vomitar quem sou, tentar colocar tudo para fora na pequena esperança de em meio às minhas entranhas e vísceras, lembrar quem sou e quem eu já fui.
Sinto vontade de poder consumir da minha própria carne e beber do meu próprio sangue, como os apóstolos na bíblias. Poder devorar cada pedaço do meu ser na ânsia de finalmente conhecer a minha alma.
Entre o Espetáculo e o Silêncio
Há existências que se erguem sobre o palco. São vidas que se alimentam da visibilidade, que transformam cada gesto em performance e cada instante em proclamação. Cercadas de amigos, festas e aplausos, parecem plenas de movimento e alegria. Mas por trás da música alta e das luzes cintilantes, há um vazio que não se confessa: a solidão.
Nessa vida, as necessidades pessoais tornam-se supremas, superiores a qualquer vínculo — filhos, pais, companheiros. O mundo gira em torno do desejo de ser visto, desejado, celebrado. A festa é refúgio, mas também prisão: companhia efêmera, vínculos superficiais, afeto substituído por euforia. No fim da noite, quando o silêncio retorna, resta apenas a ausência. A afirmação de que se está só “por opção” é narrativa defensiva, sustentada por padrões inalcançáveis de um parceiro ideal. O brilho fora compensa o vazio dentro, e a superioridade proclamada é apenas máscara para a fragilidade interna.
Mas há também outra forma de existir: aquela que se retira do palco e encontra força no silêncio. Essa vida não precisa de plateia, não depende de aplausos, não busca confirmação externa. Cada instante é vivido em sua plenitude, não como espetáculo, mas como presença. A viagem não é conteúdo, é vivência. O encontro não é performance, é intimidade. O cotidiano não é vitrine, é verdade.
Na sociedade da visibilidade, escolher a invisibilidade é um ato de resistência. É afirmar que nem tudo precisa ser mostrado, que há dimensões da vida que só fazem sentido no silêncio. Quem não precisa ser visto é livre: livre das expectativas, dos julgamentos, das comparações. Livre para errar sem plateia, para acertar sem aplausos, para existir sem máscaras.
Assim, temos dois modos de ser:
O da festa interminável, que parece abundância, mas termina em solidão.
O do silêncio autêntico, que parece ausência, mas revela plenitude.
Entre o espetáculo e o silêncio, cada um escolhe o modo como deseja existir. Mas é no silêncio, e não na festa, que a vida encontra sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em ser visto, mas em ser.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Sua mansuetude desperta
meus demônios e meus anjos,
e eu dou milhares de asas
para sua imaginação e seu coração,
Meu esporte favorito é fazer
todo tipo de provocação
para testar seus limites masculinos,
para por em ferveção
e da cabeça aos pés
brindar-te com flutuação.
Será que é verdade?
Por que você diz que me ama e eu não consigo acreditar?
Você diz ser genuíno o seu amor por mim, mas algo me diz que não devo acreditar, que irei me machucar.
O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Eu queria que você fosse e retornasse, mas a verdade é que muitos vão para o carnaval com vida, mas retornarão sem ela.
Pensamento VIII
"Ora, empresta então teu saber; pois, ao contrário da moeda, que ao ser dada subtrai, o entendimento, ao ser dividido, multiplica."
É muito 'glória a Deus' na boca para pouco 'ame o teu próximo' na atitude. Parece que o GPS espiritual parou no Antigo Testamento e esqueceu de atualizar para a graça.
Se Jesus voltasse hoje e pregasse o que pregou, seria o primeiro a ser chamado de 'comunista' e cancelado pelo próprio fã-clube oficial.
Engraçado como o Jesus dessa galera é super pop na hora de pedir bênção, mas vira um completo desconhecido na hora de estender a mão ao próximo.
O evangelho de alguns é fascinante: Jesus entra com o nome e a pessoa entra com o julgamento, porque a parte do 'não julgueis' deve ter vindo com erro de impressão na Bíblia deles.
"Eu acho que viver, foi o jeito de Deus dizer pra gente que todo mundo vai morrer..."
- Cuidemos!
Haredita Angel
09.01.25
