Coleção pessoal de testeteste123

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E é justamente nessas marcas
que o amor aprende a ficar.
Não para apagar o passado,
mas para caminhar com
ele sem medo.
Porque amar também é segurar
a mão do outro onde ainda dói.

Nossa mente é quem define o que queremos sentir, a partir das interpretações que fazemos da realidade. Essas interpretações são moldadas pelas referências e experiências que acumulamos ao longo da vida. Assim, os sentimentos, sejam positivos ou negativos, surgem da maneira como vemos as coisas. Quando mudamos a forma de interpretar algo, o sentimento relacionado a isso também muda.

No fundo, as pessoas querem o mesmo objetivo:


Afeto, companhia, amor, carinho, abraço, toque, sentimento, sensações, palavras positivas, estímulos, harmonia social, paz.


E ao mesmo tempo, é o que elas mais evitam;


Evita por medo, orgulho, insegurança, vingança, ego, arrogância, vaidade, ganância, egoísmo e ódio.

Independente de onde você esteja, tudo ao seu redor vai servir como referência. Tudo o que você vê, ouve, sente, toca, cheira ou pensa, vai de alguma forma influenciar suas escolhas, suas interpretações e suas atitudes na vida, mesmo que você não perceba conscientemente. Cada estímulo que vem do ambiente ao seu redor molda, ainda que sutilmente, a maneira como você age e reage, pois a realidade que você percebe constantemente age como guia, orientando suas decisões, comportamentos e perspectivas.

Apenas um gole


Não bebo um gole. Nem chego perto do vidro.
Tenho medo do que o vinho faz com a minha cabeça.
O álcool solta as correntes que eu levei meses para prender.


Se eu beber, eu perco a vergonha.
Se eu beber, meus pés me levam sozinhos para a sua porta.
Eu viro bicho carente, volto para o seu colo pedindo carinho,
como um cachorro que apanha, mas ainda
abana o rabo para o dono.


Todo mundo bebe para rir, para celebrar, para esquecer.
Eu não. Se eu bebo, eu lembro.
Eu sinto uma saudade que não cabe no peito.
Por isso, continuo com a garganta seca.
É melhor morrer de sede do que morrer de vergonha
correndo atrás de quem não me quer mais.

Que as mulheres não deixem de ser flores; de ser flores.

O DESVIO DO CAMINHO


A vida é um caminho feito de reticências
onde os três pontinhos
representam a Santíssima Trindade.


Mas é incrível como nos desviamos
desse percurso
fazendo das reticências
um ponto de interrogação.


Lu Lena /2026

MANUSCRITO


Ora sou calma, ora tempestuosa,
selando a minha manumissão.
Sou coerência, às vezes contradição,
o equilíbrio entre o sim e o não.
Tenho momentos de dor
e algumas cicatrizes de amor;
faço-me menina-mulher:
ora angelical, ora insana.
Enquanto isso, sigo incrustada
na obscuridade desta forma humana.


Lu Lena / 2026

O CERNE QUE HABITA EM MIM


Para onde o meu íntimo se eleva,
As sementes vão,
Rompendo a inércia da fé pelo chão.
Ela não se oculta na imprecisão,
Pois orbita no brilho do astro sol.
Dança em quebras com o vento,
Desafiando o flagelo do tempo.
O meu cerne é fibra, alma resistente,
Mesmo quando o céu se faz ausente.
Pela transmutação da cor vibrante,
A vida me fez forte e resiliente.
Inclinando-me ao que produz luz,
É o magnetismo que me conduz,
Mantendo-me altiva e imponente.
Tal qual girassol, latente!


Lu Lena / 2026

Hoje em dia as pessoas têm que entender o seguinte!

Nunca fique de expectativa esperando mil coisas em alguém, no sentido de amizade ou relacionamento sabendo quê:

Haverá pessoas do tipo honesto, visão diferente, gostos diferente, humilde, simples, e verdadeiro. Não se ilude esperando algo de alguém que nunca foi! Agora uma coisa digo que de perfeição só existiu um no mundo, e esse foi Jesus Cristo ô filho de Deus.

Na minha humilde concepção de poeta, acredito piamente que o verdadeiro artista se torna eterno através da sua arte assim como a linda arte de Van Gogh que permanece viva, emocionando e sendo retratada a partir de um pequeno quadro, apaixonante com cores vívidas, detalhado com muito capricho entre traços e tintas

Um tipo fascinante e raro de eternidade que continua inspirando e mexendo com o imaginário, tanto de admiradores quanto de outros artistas, então, um desabafo por mais triste que seja, pode ganhar uma nova roupagem, quando essencialidades distintas se misturam e viram um sol durante as tempestades,

Vejo o tempo e essa sua relatividade no “A Noite estrelada”, que ainda inspira com a sua luminosidade de um céu exuberante particular, criada por uma mente caótica, antiga, usando as emoções e algumas pinceladas, motivadas fortemente pelas aspirações de uma alma muito expressiva, resultando numa expressão artística sem palavras

Qualquer comparação com os meus poemas chega a ser injusta, no mínimo, inadequada, porém, sabendo que tudo nesta vida é passageiro, inclusive, a minha existência, que também é temporária, às vezes, desejo de forma ousada ser eternizado por meio dos meus versos, proporcionando bem mais do que uma simples leitura, um baita privilégio.

A literatura brasileira pode ser entendida como uma tentativa contínua de construção de identidade nacional, mas não de modo linear ou estável. Desde suas origens, ela se constitui como um campo de reflexão sobre o próprio país, suas fraturas históricas, suas influências externas e suas tensões internas. Mais do que um reflexo passivo da nação, a literatura brasileira participa ativamente da elaboração simbólica do Brasil, questionando e reconstruindo constantemente aquilo que se entende por identidade nacional.
Essa instabilidade pode ser percebida ao longo da evolução de seus autores. Machado de Assis, por exemplo, não apresenta uma obra linear. Seus primeiros romances ainda dialogam com o romantismo, enquanto sua fase realista introduz a ironia como uma forma de leitura do mundo e do ser humano. A ironia machadiana não é apenas um recurso estilístico, mas revela uma visão ontológica: o ser humano é contraditório, autoconsciente e frequentemente incapaz de compreender a si mesmo plenamente. No entanto, em sua fase final, como em Esaú e Jacó, essa ironia se suaviza, indicando que a própria visão de mundo do autor se transforma ao longo da vida. Machado, portanto, encarna uma consciência literária em movimento, que evolui e se reconfigura.
Em Clarice Lispector, a literatura deixa de ser apenas narrativa de acontecimentos e passa a se concentrar nos estados do ser. Sua linguagem pode tanto revelar quanto dissolver o sujeito. A epifania clariceana, recorrente em sua obra, é um momento de revelação que simultaneamente desestabiliza a identidade do personagem. Em A Hora da Estrela, por exemplo, a linguagem se apresenta mais linear, enquanto em outras obras se torna mais hermética e introspectiva. Em todos os casos, porém, há uma tensão contínua entre revelar o sujeito e desorganizá-lo, indicando que a identidade nunca é plenamente fixa.
Essa dimensão ontológica também se manifesta em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O sertão, ali, é simultaneamente geografia e metafísica. Embora a narrativa se construa a partir de histórias de jagunços, essas histórias funcionam como pano de fundo para reflexões mais profundas sobre Deus, o diabo, o amor e a própria realidade. O sertão rosiano representa um estado existencial no qual o ser humano questiona constantemente o sentido de sua existência. A linguagem regionalista, elaborada e inventiva, não limita o alcance da obra; ao contrário, serve como veículo para questões universais e ontológicas.
Na poesia de Carlos Drummond de Andrade, o “eu” frequentemente se apresenta deslocado. Esse sentimento de inadequação é simultaneamente psicológico, social e metafísico. Ao afirmar que não será o poeta de um mundo caduco, Drummond revela tanto sua leitura crítica da sociedade quanto sua própria percepção existencial do mundo. O deslocamento não é apenas individual, mas também histórico e ontológico, refletindo a dificuldade de encontrar um lugar estável em uma realidade em transformação.
O modernismo brasileiro, por sua vez, buscou romper com a tradição europeia, mas também se constituiu a partir dela. Influenciado pelas vanguardas europeias — como o cubismo, o futurismo e o expressionismo —, o modernismo brasileiro não pode ser considerado totalmente revolucionário. Ele representou, antes, uma reconfiguração cultural que reposicionou o Brasil dentro de um cenário internacional. Embora tenha introduzido novas formas de expressão e valorizado elementos nacionais, manteve diálogo constante com modelos estrangeiros, revelando a complexidade da construção de uma identidade cultural autônoma.
Lima Barreto exemplifica a fusão entre literatura e política. Sua obra é simultaneamente um ato literário e um ato político. Ao desconstruir visões ufanistas do Brasil e expor desigualdades sociais profundas, ele revela um país distante da imagem idealizada. Sua escrita, crítica e amarga, continua atual justamente por evidenciar problemas estruturais que persistem. A literatura, nesse caso, torna-se instrumento de lucidez social e histórica.
Na poesia de Cecília Meireles, a temporalidade assume caráter ao mesmo tempo nostálgico e metafísico. Seus versos frequentemente refletem sobre a passagem do tempo e a transitoriedade da vida, construindo uma nostalgia que não se limita à memória pessoal, mas se expande para uma reflexão existencial sobre o destino humano. O tempo, em sua poesia, é consciência da impermanência.
A questão da identidade nacional atravessa toda a literatura brasileira. Durante muito tempo, a produção literária refletiu fortemente influências europeias. Apenas ao longo do século XX, especialmente após o modernismo e nas décadas seguintes, é possível perceber a consolidação de uma identidade literária mais autônoma. Ainda assim, essa identidade permanece instável, construída em diálogo constante com referências externas e internas. A literatura brasileira não define uma identidade fixa; antes, revela a dificuldade de estabelecê-la de forma definitiva.
Por fim, a relação entre forma estética e verdade social é central na tradição literária brasileira. Em obras como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a linguagem seca e direta corresponde ao conteúdo narrado, criando uma unidade entre forma e temática. A estética não suaviza a realidade, mas a traduz e a intensifica. Quando forma e conteúdo caminham juntos, a literatura alcança maior potência expressiva e crítica.
Assim, a literatura brasileira pode ser compreendida como um espaço simbólico em que a identidade nacional é continuamente construída, questionada e reformulada. Ela não oferece respostas definitivas, mas evidencia a complexidade de um país cuja identidade permanece em permanente elaboração.

“Uma mãe faria tudo por seu filho, até dar a própria vida; e, mesmo quando recebe ingratidão em troca, seu amor não conhece limites.”

Sua voz fica


Quero ouvir a sua voz,
porque nela existe um lugar
onde descanso.
Quando o mundo pesa,
é o som dela que
me lembraquem eu sou.


Eu me sinto mais
próximaquando ouço ela,
como se a distância se
encolhesse em silêncio,
como se cada palavra sua
tocasse onde ninguém mais alcança.


Mesmo quando você
não está aqui, sua voz fica
— eco suave dentro de mim.
E enquanto eu puder ouvi-la,
sei que nunca estarei realmente longe de você.

“Os animais foram criados
pela mesma mão caridosa de
Deus que nos criou é nosso
dever protegê-los e promover
o seu bem-estar.”




Madre Teresa de Calcuta

"A adversidade prevista educa o ânimo e enfraquece o impacto do inesperado."

Que a ousadia que enxergam nos meus atos e que me leva a ouvir palavras bruscas, seja a mesma que irá me libertar e me levar a um lugar que eu não precise carregar o peso e a vontade de ser quem eu jamais quisera.

Somente aqueles que se arriscam ir longe demais, podem descobrir até onde é possível chegar; deste modo, arrisque-se, e consequentemente superarás limites, até então, impossíveis de serem ultrapassados. É desafiador, mas é factível!

⁠Às vezes, as almas carentes e iludidas precisam tropeçar nas coisas simples para descobrirem que não são tão multifacetadas quanto se imaginam.


É preciso que elas tropecem justamente no óbvio — nas coisas simples, pequenas e cotidianas — para que o espelho da realidade se imponha sem filtros.


Não é a queda em si que dói, mas a revelação silenciosa que vem com ela.


A de que a complexidade que julgavam habitar era, muitas vezes, apenas um disfarce para vazios existenciais não encarados.


O tropeço no simples desarma personagens muito cuidadosamente construídos.


Ele desmonta discursos sofisticados…


Desmonta a vaidade dos rótulos e expõe o que ficou negligenciado: a dificuldade de lidar com limites, frustrações e com a própria incompletude.


Descobrir-se menos multifacetado do que se imaginava não é fracasso — é início.


É o ponto exato onde fantasia cede lugar à consciência.


Porque só quando a ilusão cai é que a alma tem chance de crescer de verdade.


E, curiosamente, é na simplicidade da vida — tantas vezes desprezada — que mora a lição mais profunda sobre quem realmente somos.

⩇⩇:⩇⩇ não é hora nenhuma… é o exato momento em que tudo muda.