Coleção pessoal de testeteste123

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Os desafios revelam o melhor em mim.

As aparências não enganam: elas são o engano.

A mente humana busca conforto na simplicidade, mesmo quando a realidade exige coragem para enfrentar a complexidade.

Quando você muda o foco, muda o destino.

Amor é Para os Loucos




Amor não é para os sábios.
É para os loucos.


O sábio calcula.
O louco entrega.


Só o louco dá tudo sem garantias.
Só o louco suporta a dor da incerteza
e a fragilidade do sentimento
sem transformar o coração em defesa.


Amar é um salto no vazio
onde a lógica não alcança.


É expor o peito ao risco
sabendo que pode doer.


É aceitar o caos
que nasce junto com a paixão
e, ainda assim, permanecer.


Dois sábios se preservam.
Dois loucos se escolhem.


E no amor,
é melhor dois loucos ardendo juntos
do que dois sábios intactos
e vazios.

"O universo não distribui destinos - devolve intenções. Graças voltam em luz; espinhos, em sombra."

Quando caí, descobri que estava só. Olhei ao redor e não vi ninguém que me ajudasse a levantar - amigos, família e até aqueles que diziam irmãos. Então compreendi que tudo que vale se ganha em combate, como diz em Provérbios 17:17. "Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão"


Fai aí que compreendi que as verdadeiras conexões são forjadas na dificuldade, onde se revelam os que realmente permanecem. E assim, a dor de estar só tornou-se uma companheira incessante em minha jornada para alcançar aquilo que está destinado a ser meu.

Registro de Voos
Levados nos braços do ar
foram-se a tranco e barranco
será que se cansaram de estar em branco?
Caíram no rio que os levou ao mar
o sol os secou, novo vento os levou a voar
e os papéis não são mais os mesmos
Fartos de experiência real
pois nessa aventura mundana
chegaram a tocar na lama
Seguem já não tão alvas
nos braços do tempo
as folhas sem palavras
Levam em seu corpo de celulose
registros de sua metamorfose
fruto de experiências
Sem letras, canetas e impressoras
parecem pessoas
sem lingua humana
Sabemos que podem voar
embora reconheçamos
diferenças de papéis dos humanos
Voam, levando ou levados
cada um do seu jeito, na cabeça ou no vento
e seus voos são registrados

“A indiferença do outro não é sentença contra a sua dignidade, é exame da sua maturidade interior.”

Todos os livros contam histórias distintas. De algumas você pode gostar, de outras nem tanto, mas há uma certeza irrefutável - todos alcançarão seu fim.

Tomar um decisão é, muita vezes, um ato de cisão: separar caminhos, cortar pessoas de nossas vidas, mudar hábitos e deixar para trás o que não nos impulsiona para frente. Decidir é dividir para poder avançar.

O termo GENTE DO BEM deveria se chamar GENTE DO EU.
Eu acho... eu penso... Eu espero...
Minha família... Minha regra...
- Não tem nada de BEM no EU.
Gente do bem, faz o bem ao próximo! Pra mim, o bem é coletivo.

O inferno não é igual a um emprego ruim, onde podemos pedir para sair a qualquer momento. No inferno, depois que se entra, não se sai.

Cladissa e o Silêncio das Abadias.
CAPÍTULO I
SOB O CÉU DA ÚMBRIA.
No ano de 1048, quando os sinos das pequenas igrejas rurais marcavam o ritmo da existência e o calendário era medido pelas festas litúrgicas, nasceu Cladissa numa aldeia situada entre colinas da Úmbria, território sob a órbita espiritual e política de Gregório VII. O mundo em que abriu os olhos não conhecia a noção moderna de indivíduo autônomo. Cada vida estava organicamente vinculada à terra, à paróquia e ao senhor local.
Seu pai, Matteo di Rinaldo, era pequeno proprietário agrícola. Não possuía título de nobreza, mas detinha o suficiente para cultivar trigo, cevada e algumas oliveiras. Era homem de poucas palavras, moldado pela disciplina da lavoura. Compreendia as estações como quem lê um manuscrito invisível. Sabia quando a geada seria severa e quando o vento anunciava tempestade. A terra, para ele, não era metáfora, mas substância concreta de sobrevivência.
Sua mãe, Agnese, distinguia-se pela instrução elementar adquirida junto aos monges beneditinos que administravam o pequeno mosteiro próximo. Não era erudita, mas lia passagens do saltério latino e ensinava orações com precisão. Fora educada sob a influência indireta da tradição de Bento de Núrsia, cuja Regra ainda orientava a disciplina monástica e irradiava sobriedade às comunidades vizinhas.
Cladissa cresceu entre o cheiro de azeite fresco e o murmúrio das preces. Desde cedo demonstrou atenção incomum ao entorno. Observava os trabalhadores curvados nos campos e não os via apenas como força física, mas como vidas fatigadas por uma ordem social rígida. A sociedade medieval organizava-se segundo hierarquias claras. Oratores, bellatores, laboratores. Sua família pertencia à terceira ordem. Contudo, a proximidade com o mosteiro permitia-lhe contato com a dimensão espiritual reservada aos que oravam.
A infância não foi idílica. A mortalidade infantil rondava as casas como sombra inevitável. Duas irmãs morreram antes de completar 5 anos. O luto, naquela época, não era espetáculo íntimo prolongado, mas aceitação austera. Agnese ensinou-lhe que a dor devia ser recolhida no silêncio, pois o sofrimento era compreendido como parte da pedagogia divina. Essa mentalidade, própria do século XI, forjou em Cladissa uma sobriedade precoce.
Aos 9 anos já auxiliava na preparação do pão comunitário. Aos 12 acompanhava a mãe nas visitas a enfermos. As doenças eram frequentes. Febres persistentes, infecções não nomeadas, feridas que gangrenavam sem remédio eficaz. O cuidado consistia em água fervida, ervas simples e oração constante. Nesse cenário, Cladissa começou a revelar não apenas compaixão, mas método. Organizava panos limpos, separava utensílios, instruía crianças a manter distância de contágios evidentes. Seu senso de ordem não contrariava a fé, mas a complementava.
O pároco local, padre Anselmo, homem já envelhecido, percebeu nela rara combinação de docilidade e discernimento. Não lhe ensinou teologia sistemática, pois tal instrução era reservada aos clérigos. Contudo, permitiu que assistisse à leitura dos evangelhos em latim e depois os explicava em língua vulgar. Assim, Cladissa desenvolveu uma compreensão concreta da caridade cristã, não como emoção efêmera, mas como prática diária.
Ao aproximar-se da juventude, recusou propostas de casamento que garantiriam estabilidade econômica. A decisão não foi fruto de rebeldia, mas de convicção interior. Permaneceria leiga consagrada, vinculada à paróquia, dedicando-se ao serviço comunitário. Tal escolha, embora incomum, não era impossível no contexto medieval, sobretudo em regiões influenciadas pela reforma espiritual do período.
Em 1076, rumores de enfermidade grave começaram a circular entre aldeias vizinhas. Não era ainda a grande peste que devastaria a Europa no século XIV, mas surtos epidêmicos recorrentes. Febres intensas, manchas na pele, delírios noturnos. A aldeia de Cladissa não tardou a ser atingida. O medo instalou-se antes mesmo da doença. Famílias isolavam-se. Alguns abandonavam parentes por receio de contágio.
É nesse momento que sua figura adquire densidade histórica. Não proclamou discursos. Não reivindicou autoridade. Simplesmente entrou nas casas onde outros hesitavam. Lavava corpos febris, alimentava os incapazes de erguer-se, organizava sepultamentos segundo o rito cristão quando a morte se impunha. Sua atuação não eliminava o sofrimento, mas restituía dignidade aos atingidos.
Matteo, seu pai, inicialmente resistiu. Temia perdê-la para a doença. O conflito doméstico revelou a tensão entre amor familiar e responsabilidade comunitária. Cladissa não desafiou o pai com insolência. Argumentou com serenidade que a fé professada exigia coerência prática. A coerência, naquela sociedade, tinha peso maior que a emoção. Matteo, homem de terra, compreendeu. Permitiu que continuasse.
O inverno de 1078 foi severo. A aldeia perdeu quase um terço de seus habitantes. Padre Anselmo sucumbiu à febre. Coube a Cladissa auxiliar o jovem diácono enviado do mosteiro a reorganizar a vida paroquial. Não assumiu funções sacramentais, pois não lhe competiam, mas coordenou distribuição de alimentos e cuidados aos órfãos.
Nesse período consolidou-se sua reputação como “pia mulier”, expressão latina que indicava mulher piedosa, mas também disciplinada e confiável. Sua autoridade não derivava de poder formal, e sim de constância moral.
Quando a epidemia arrefeceu, a aldeia já não era a mesma. Muitas casas vazias, campos temporariamente abandonados. Contudo, havia sobreviventes dispostos a reconstruir. Cladissa participou da reorganização agrícola, incentivando cooperação entre famílias enlutadas. Sua visão era prática. Sabia que a fé sem sustento material conduzia à miséria.
Ao final dessa década, sua presença tornara-se elemento estrutural da comunidade. Não heroína canonizada, mas consciência viva da aldeia. A história raramente registra tais figuras. Contudo, são elas que sustentam silenciosamente as sociedades.
Assim começa a trajetória de Cladissa, filha da Úmbria, formada pela disciplina da terra e pela austeridade da fé. Sua vida não brilha como a de reis ou pontífices, mas pulsa na tessitura concreta de um século em transformação. E é precisamente nessa sobriedade que reside sua grandeza.

“Quando partimos do silêncio e encontramos a música que traduz o sentir, a alma se revela.” – Leonardo Azevedo.

Você pode oferecer amor, cuidado, paz…
mas quem se acostumou com a lama se sujará novamente e chamará o caos de casa.

Pós-Cappuccino
ou A Batalha Peristáltica
no Sentido Hânus
(Michel F.M.)

Numa radiante abafada vulcânica manhã,
Após dias de ausência por parte das fibras,
A prisão de ventre, é a forma mais cruel
De encarceramento.

Liquidado o último prato sujo,
Pia molhada vazia,
Louça úmida,
Secava.

Fui ao toillet,
Enviei um torpedo plutônico, de proporções soviéticas,
Dispositivo barulhento,
Emitindo sons ridículos e aromáticos.

Esta mensagem não seria correspondida,
A descarga emocional contida nela
Era singular
E jamais se repetiria,
Em igual magnitude;

O desafortunado papel de péssima qualidade castigado,
Despencou no receptáculo derradeiro;

As pantalonas decolaram,
Até ganhar estabilidade, no cinto afivelado.

Seria até mesmo poético,
Se não fosse o fedor putrefato,
De molho à bolonhesa,
Com gás mostarda.

Mas enfim,
Nem sempre poesia cheira bem.

E com relação ao mecanismo de ejeção,
Fidedigno profissional da logística;
Remessa enviada com sucesso.

Agora caberia aos recursos naturais
Cumprirem seu ofício,
Fazendo a recepção,
Servindo como destinatários.

Era uma manhã de terça,
Recordes pulverizados na maratona.
Como de costume,
Eu estava propositalmente atrasado.

(Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos)

OS CRÍTICOS DE QUEM SÓ DESEJA VIVER E SER AMOR.
Há uma antiga tensão antropológica entre o impulso à autenticidade e a necessidade social de normatização. Sempre que um indivíduo decide viver segundo a ética do amor, sem artifícios de dominação ou jogos de poder, ele torna-se um ponto de ruptura dentro da lógica competitiva que rege muitos ambientes humanos.
A história confirma esse padrão. Quando Jesus de Nazaré proclamou a primazia do amor sobre a lei, conforme registrado nos Evangelhos do Novo Testamento, foi incompreendido pelos legalistas de seu tempo. A mensagem era simples, porém revolucionária. Amar acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Não se tratava de sentimentalismo, mas de uma ética estrutural, capaz de reorganizar a sociedade.
De modo semelhante, Allan Kardec, em "O Evangelho segundo o Espiritismo" de 1864, define a caridade como benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Essa tríade moral é profundamente exigente. Não é frágil. Exige maturidade psíquica e domínio das próprias paixões.
O crítico, contudo, muitas vezes reage por mecanismos psicológicos de projeção. Ao deparar-se com alguém que escolhe amar em vez de competir, que prefere a serenidade ao conflito, sente-se confrontado com sua própria inquietação interna. O amor genuíno funciona como espelho moral. Ele desnuda as carências ocultas e as agressividades não resolvidas.
Na psicologia profunda, esse fenômeno pode ser compreendido como resistência do ego às experiências que ameaçam sua estrutura defensiva. O amor autêntico dissolve fronteiras rígidas. Ele não se submete facilmente à lógica da disputa. Por isso incomoda. Ele revela que é possível viver sem a hostilidade como método.
Sob o prisma sociológico, a crítica também decorre do temor ao diferente. Quem vive segundo princípios éticos elevados subverte padrões implícitos de comportamento. Não participa de jogos de manipulação. Não responde à violência com violência. Não se alimenta da maledicência coletiva. Tal postura desestabiliza pactos silenciosos que sustentam ambientes medíocres.
Viver e ser amor não significa ingenuidade. Significa disciplina interior. Significa escolha consciente. Significa recusar-se a reproduzir a brutalidade emocional do mundo.
Os críticos continuarão a existir. Sempre existiram. A história humana é marcada por essa tensão entre luz e sombra. Contudo, a integridade daquele que ama não depende da aprovação externa. Depende da coerência entre consciência e ação.
Quem escolhe o amor como princípio estruturante da existência não está fugindo da realidade. Está reformulando-a desde dentro.
E ao persistir nessa escolha silenciosa, transforma-se no testemunho vivo de que a grandeza moral não grita, apenas permanece.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro

⁠eu te amo muito nunca vou esquecer de vc.

Podemos estar ao lado de pessoas que têm bens, status e conquistas visíveis.
Podemos conviver com quem possui muito do que é material.


Mas nada disso impressiona quem aprendeu a valorizar o simples.


Porque ter, é algo que os olhos veem.
Mas ser, é algo que o coração sente.


De que adianta tanto por fora, se por dentro falta essência?
O verdadeiro valor não está no que se acumula,
mas no caráter, na paz, na humildade e na forma como se trata as pessoas.


Quem entende isso não se deslumbra com riqueza.
Se conecta com verdade.