Coleção pessoal de testeteste123

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O ser humano não piorou. Apenas possui hoje mais espaço para expressar sua hostilidade, sua carência afetiva e sua desumanidade.

Mais uma Noite

Eu poderia lhe dizer o que pensei hoje!
Mas, não direi! Deixarei o meu hoje
somente para mim!!

Entretanto, agora que tudo passou,
eu lhe direi somente o que a su
ausência me deixou, por não ter
vindo a mim.

Mais uma noite não pude me cobrir
de você. Sem você, o meu coração
dormiu sem abrigo.

Já estando adormecido veio o frio
atormentar-me o corpo sem avisar-me.

Você de mim se ausentou por não querer
me amar. Sem você e o seu amor,
não pude aquecer-me.

E para não sofrer, ao meu coração pedi,
confessei e me acalmei, até que adormeci, ausentando-me de mim.

Era apenas mais uma noite!
O frio passou por mim e se foi, dissipou,
e eu sobrevivi.

Por não te-la junto a mim, sozinho fiquei.
Sem você e o seu amor, o meu coração
dormiu sem abrigo.

Sem você, sem amor e sem cobertor,
resisti a mais uma noite, me refugiei,
me aquecendo do frio, no colchão nu!

Ademílton Batista
Brasil Bahia Itabuna
DRA21022020

O vício é uma doença que se esconde atrás de belas palavras para continuar sobrevivendo.

"Vocês só me ignora porque estou na lama, mas estou me limpando dessa sujeira"

Na Saudade 🥰🥰🥰
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides
Se a pena hesita, é porque a dor é vasta. Tia Ana, sinônimo de resistência.
A memória de Ana é como um sol que se esconde ao anoitecer, mas que nasce novamente ao amanhecer. E como uma folha que cai, sem dó, no outono, assim é a saudade de Ana. Assim a vida, sem aviso, a levou de mim.
Não busco o riso fácil nem a vã alegria, mas como dói a saudade de Ana! E a sombra serena que em ti repousava... ai, como dói a saudade de Ana.
Na teia do tempo, que tudo esfria, tua imagem, tia amada, ainda me abraça. Como dói a partida de Ana! Resta o silêncio onde a voz outrora soava e a certeza: por mais que o peito se consuma, como dói não ouvir tua voz, tia Ana.
A essência que em ti, querida, habitava, é luz que no meu peito ainda perfuma. Como dói não sentir mais a essência de Ana.

A ética do mundo é
uma gangrena moral,
iguala-se a tela total.

"Viver de aparência é igual brindar com a taça vazia"

Ela é tão bonita, que ontem ao beijar uma flor, eu me vi beijando ela.

Apego Ato 3

(O palco ainda guarda vestígios do trono quebrado. A luz nasce lenta, como amanhecer.)

Sobre as ruínas, permaneço.

Não mais de joelhos.
Não mais cego pela própria devoção.

Aprendi tarde, mas aprendi
que amor não é escalar alguém até os céus,
é caminhar ao lado, mesmo quando o chão treme.

Toquei o fundo da minha própria ilusão
e descobri algo inesperado:
eu também sou digno de altura.

(olha ao redor)

Que tolos fomos, eu e meu coração,
confundindo intensidade com entrega cega.
Amar não é desaparecer.
Não é reduzir-se à sombra do brilho alheio.

Amar…
é permanecer inteiro.

Se outra vez meu peito arder,
que arda lúcido.
Que admire sem se diminuir.
Que exalte sem se apagar.

Não construirei mais tronos.
Não erguerei altares.
Se houver amor,
que seja entre dois reis sem coroa,
duas almas sem palco,
dois humanos imperfeitos
que escolhem ficar.

(pausa)

E se um dia eu voltar a sofrer
que seja por ter sido verdadeiro,
não por ter sido menor.

(ergue o olhar)

Hoje não carrego mais o peso de sustentar ninguém.
Carrego apenas a responsabilidade de ser inteiro.

E isso…
isso é liberdade.

(A luz se expande. Fim.)

"A mentira se propaga mais rápido do que a verdade"

Apego Ato 2

(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)

Assim termina o engano do meu próprio coração.

Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.

Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.

Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.

Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.

(pausa longa)

Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.

Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.

(olha para as próprias mãos)

Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.

Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.

Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.

E se não puder ser assim…

(entonação firme)

Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.

(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

Nota-se que o mundo mudou o discurso,
mas em sua doença crônica, conservou
os mesmos vícios de outrora.

⁠Felizes os que não extraviam o Tempo do Propósito para desperdiçá-lo em guerras erradas.


Porque tempo é vida em estado bruto — e vida não admite rascunho.


Há batalhas que seduzem pelo barulho, pela plateia, pela falsa sensação de heroísmo.


São guerras que inflam o ego, mas esvaziam a alma.


Lutas que parecem urgentes, mas não são importantes.


Conflitos que prometem justiça, mas só alimentam vaidades feridas.


Escolher as próprias guerras é um ato de maturidade espiritual.


É entender que nem toda provocação merece resposta, que nem toda divergência exige trincheira, que nem todo ataque precisa de contra-ataque.


Às vezes, a maior vitória é permanecer inteiro.


Quem aprende a escolher suas guerras descobre que propósito não combina com distração.


Que energia é recurso sagrado.


Que paz não é covardia — é estratégia.


E que há combates que só existem para nos afastar daquilo que realmente fomos chamados a construir.


Felizes os que discernem.


Felizes os que aprenderam a escolher suas guerras.


Porque não vencem todas as batalhas — mas preservam aquilo que nenhuma vitória pode devolver: o próprio destino.

“Quando você transforma alguém em ídolo, automaticamente se coloca como plateia.”

Reflexão de vida:


"Onde há omissão abre passagem livre para os problemas; a ação diz basta."


@Suednaa_Santos

O mundo dos que tiveram a graça da convivência fica profundamente entristecido com a sua partida, mas com a esperança de vê-la (o) laureada (o) no céu!


Vá em paz!⁠


Hoje o mundo amanhece mais silencioso…


Há partidas que não fazem barulho — mas desorganizam o coração dos que ficam.


Fica a saudade que aperta, a memória que visita e revisita sem pedir licença, o riso que ecoa nos cantos da casa e até da alma.


Fica a ausência física… mas também fica tudo aquilo que foi semeado: gestos, palavras, exemplos, afetos…


E isso, não há tempo que possa recolher.


A dor da despedida é o preço inevitável do privilégio de ter convivido.


Só sente profundamente quem amou verdadeiramente.


Entristece-nos a partida, mas consola-nos a esperança.


A esperança de que todo bem vivido não se perde, de que todo amor verdadeiro encontra eternidade, de que a história não termina no adeus.


Que vá em paz!


E que, entre lágrimas e lembranças, possamos sustentar no peito a fé de que a sua trajetória aqui foi apenas o início de algo muito maior — e que um dia o reencontro transformará a enorme saudade em abraço.


Até breve!⁠

O amor,
a gente escolhe viver.
O respeito,
a gente mantém mesmo
quando dói.
A bondade,
a gente reparte sem
calcular retorno.
O perdão,
a gente pratica
para não virar prisão.


Nem todos vão retribuir
do jeito que esperamos,
nem todos sabem vestir
a roupa da reciprocidade.
Mas seguir certo nunca
foi sobre aplausos,
é sobre dormir em paz
com a própria consciência.


Porque quando ninguém vê,
Deus vê.
E quando ninguém reconhece,
Ele reconhece.
A recompensa não nasce
da mão dos homens,
vem do céu
— no tempo certo, do jeito certo.

Mais uma Noite.
.
"Eu até poderia lhe dizer,
o que pensei hoje!
Mas, não direi!
Deixarei o meu hoje,
somente para mim!!
Entretanto...
Já que tudo passou...
Eu lhe direi somente,
o que a sua ausência
me deixou, por não ter
vindo a mim...
Mais uma noite,
Eu não pude
me cobrir de voce.
Sem você, o meu coração
dormiu sem abrigo.(...)."
.
Contos de amor (...trechos)


Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
Do Livro Vencendo o Tempo Pg163
DRA21022020

Novas Horas
.
Não preciso estar perto de ti,
para conhecer o teu coração!

Entretanto, gostaria muito,
de poder abraçá-lo e beijá-lo,
sentir todo o teu calor junto
ao meu!

Neste pequeno espaço de tempo
que ele estivesse junto a mim...

Deixá-lo-ia descansar as tuas
badaladas de todo o teu
tempo vivido!

O entenderia e reaprenderíamos
juntos, a dividir um novo sonhar,
um novo recomeço de todas
as novas horas.
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia. Itabuna
Do Livro Contos de Amor "trechos"
DR21022023