Coleção pessoal de testeteste123
O Poder da Persistência
Quanto mais o tempo passa, mais amadurecemos e compreendemos que, nesta vida, nada é fácil. É preciso lutar com determinação para alcançar aquilo que desejamos, pois é na persistência que fortalecemos a nossa essência e damos sentido à nossa caminhada.
Caminhar com perseverança torna-se o nosso maior compromisso. Haverá pedras pelo caminho, obstáculos que tentarão nos fazer desistir, mas jamais devemos permitir que a nossa dedicação se perca diante das dificuldades. Cada desafio carrega em si a oportunidade de nos tornar mais fortes e mais conscientes da nossa própria capacidade.
Construir um futuro melhor e conquistar os nossos sonhos depende, acima de tudo, de nós mesmos. É na força da nossa coragem e na firmeza da nossa esperança que encontramos o poder de transformar sonhos em realidade.
Nesta vida, tudo é possível. E, com fé, coragem e determinação, devemos subir cada degrau com dignidade, até alcançarmos o topo e, enfim, a tão merecida vitória. ✨
@ana.santos.escritora
Quando Amar é Calar
Há amores que não se contam,
há amores que não se compartilham,
há amores que vivem em segredo,
há amores que marcam,
e há amores que temos
medo de enfrentar.
Medo de a amizade acabar,
medo de tocar no que sustenta,
pois há amores que o tempo entrelaça, e outros que o tempo,
em silêncio, desentrelaça.
No fim,
amar também é escolher o silêncio,
quando o coração grita por coragem,
mas a alma entende
que certas verdades mudariam tudo.
"A grandeza de uma árvore não se mede pelos galhos que o vento quebrou, mas pela profundidade das raízes que a mantiveram firme após a tempestade. Os ramos partidos falam das provações; as raízes silenciosas revelam a força que sustenta. Assim também ocorre com o homem, na medida que não são as perdas que definem sua estatura, mas a firmeza interior que o mantém de pé."
Chopin sabia que o piano é um confessionário sem padre, onde as teclas brancas são as promessas e as pretas são as verdades que doem no peito. Eu tento fazer o mesmo com as letras, transformando minha arritmia cardíaca em métrica poética para não morrer sufocado pelo que calo.
"O Congresso Nacional no Brasil vive um dos piores momentos de colapso moral, sob a liderança de Hugo Motta e Davi Alcolumbre. É preciso 'fritar' todos os políticos da Casa que travam as pautas para votação das leis de interesse da nação, priorizando interesses pessoais nas Casas Legislativas. O Congresso Nacional se tornou um palco de disputas políticas intensas, desde a época de Artur Lira. Hoje, Hugo Motta e Davi Alcolumbre se juntaram, transformando o Congresso Nacional em um vergonhoso caos político!"
"A política externa dos EUA não busca a reciprocidade entre povos parceiros, mas a manutenção de uma dependência econômica, tecnológica e militar. Agem com seus aliados como um banco que empresta o guarda-chuva em dias de sol, mas o retoma assim que a chuva cai, deixando-os vulneráveis e dependentes."
"Foi-se o tempo em que o Pato Donald reinava apenas na Disneylândia; hoje, ele quer reinar também em toda a vizinhança."
O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.
Rosa Morena
Cada detalhe daquele vermelho encanta;
A textura, a intensidade,
O sorriso que sai do meu rosto,
Quando meus olhos encontram a luz que reflete dela.
Como pode a natureza produzir alguém tão bela?
Seus espinhos a mantiveram viva;
No jardim de rochas por onde passou,
E agora que assumi a missão
de cultivar você em meu jardim;
A certeza de vez ou outra espetar o dedo,
Não me espanta.
Pois logo você vai perceber que seus espinhos,
Não são mais necessários.
Pois todo meu jardim foi criado,
para receber você.
Quando o Texto Me Lê
Eu pensei que escrevia
para dizer ao mundo.
Mas escrevo
para escutar
o que ainda não sei.
A palavra sai achando
que sabe o caminho,
desfila segura,
convencida.
Até que eu volto.
Leio.
E o texto me olha de volta.
Ler o que escrevi
é chegar atrasado
a mim mesmo.
Um espelho sem rosto,
só gesto,
só intenção escancarada.
O medo se esconde
em frases longas,
cheias de vírgulas,
com medo do fim.
A coragem aparece
sem alarde,
num verbo simples
que não pede desculpa.
Enquanto escrevo,
defendo ideias.
Quando leio,
negocio com elas.
Descubro palavras
que não eram minhas
apenas passaram.
E verdades pequenas
que se sentaram
e ficaram.
O texto pergunta,
com ironia mansa:
Era isso mesmo?
Às vezes dói reler.
A genialidade de ontem
vira eco vazio hoje.
Outras vezes assusta:
fui eu
que escrevi isso?
Sim.
Fui eu.
Naquele dia.
Com aquele peso.
Com aquela lucidez possível.
O texto não mente:
ele registra o movimento.
Escrever não acaba
no ponto final.
Começa
quando o autor
vira leitor.
Ali,
o texto também escreve.
Aponta.
Ensina.
Cutuca.
Não grita.
Mas fica.
Quem não relê
perde metade da aula.
Porque escrever é falar.
E reler
é escutar.
E quase sempre
é na escuta
que a gente aprende.
No fim,
eu queria ensinar alguém.
Mas o papel, paciente,
me mostrou:
o aluno
era eu.
Pedras
As pedras nunca perguntam nosso nome.
Elas apenas estão espalhadas no caminho, acumuladas nos bolsos invisíveis da vida, empilhadas no peito quando o dia pesa demais.
Há pedras que tropeçam a gente. Pequenas, traiçoeiras, quase invisíveis. São as palavras mal ditas, os olhares que ferem sem tocar, as ausências que chegam antes da despedida. Outras são enormes, do tamanho de um não definitivo, de um sonho interrompido, de uma porta fechada por dentro.
Aprendi cedo que pedra não escolhe quem encontra. Rico ou pobre, descalço ou de sapato caro, todo mundo tropeça. A diferença está no que se faz depois da queda.
Tem gente que senta na pedra e faz dela morada. Constrói casa de lamento, coloca cortina de desculpa, serve café de amargura. Vive ali, endurecendo junto, confundindo peso com destino.
Mas há quem recolha a pedra com cuidado. Observe seus cantos, sinta sua aspereza, reconheça o machucado que causou e sigui. Algumas viram degraus. Outras, fundação. Algumas, quando lançadas longe, ainda fazem barulho ao cair, como se protestassem contra a própria inutilidade.
As pedras também guardam memória. Sabem onde a gente caiu, onde sangrou, onde quase desistiu. Por isso doem tanto quando reaparecem no mesmo trecho do caminho. Elas lembram: você já esteve aqui.
E mesmo assim, seguimos. Com os pés calejados, com a alma aprendendo a pisar melhor. Porque, no fim, o caminho não é feito só de chão liso. É feito de pedras que nos ensinaram equilíbrio, força e escolha.
Talvez a vida seja isso:
não a ausência de pedras,
mas a arte de decidir
quais carregamos,
quais usamos para subir
e quais deixamos onde estão
para que não sejamos nós
a endurecer primeiro.
Minhas cicatrizes são os relevos de um mapa que me trouxe até aqui, lugares onde a vida tentou me interromper e eu respondi com a teimosia de continuar sentindo. Elas não são feias, são a prova de que a alma, embora frágil, possui uma arquitetura capaz de suportar terremotos.
O amor que não se conta
Há amores que não se anunciam.
Não porque sejam pequenos, mas porque são grandes demais para o barulho do mundo.
Vivem no silêncio confortável do peito, onde ninguém entra sem permissão.
É um amor que se reconhece no instante do encontro.
Quando os olhos veem a amada, o dia muda de tom.
O tempo desacelera.
O coração que fingia normalidade entrega-se sorrindo.
Esse amor é feliz em detalhes.
No jeito como ela caminha,
na curva distraída do riso,
na voz que chega antes da presença.
E quando a noite vem, eu sonho.
Um sonho tão profundo que acordo com o cheiro dela no ar, como se o sonho tivesse atravessado a realidade.
Ninguém sabe.
E talvez seja por isso que eu seja tão inteiro.
Quando estou longe, a saudade não pede licença.
Ela se instala no peito como uma casa antiga,
abre as janelas da memória
e deixa o vento passar por tudo o que foi sentido.
É uma saudade grande, quase física.
Daquelas que apertam o coração sem machucar,
porque doem de amor, não de ausência.
Esse amor não precisa de testemunhas.
Ele existe porque vive.
Porque pulsa.
Porque transforma dias comuns em eternidade breve.
É um amor que não se conta a ninguém.
Mas que conta tudo para quem sente.
