Coleção pessoal de testeteste123
Entre Nós e o Tempo
O tempo passou…
e não passou leve.
Passou pesado,
arrastando aos poucos
tudo aquilo que um dia fomos.
Trouxe a distância —
não só dos corpos,
mas das almas.
A tristeza de deitar ao lado
e ainda assim sentir falta.
A dor de estender a mão
e tocar apenas o vazio.
Trouxe diferenças
que cresceram como muros silenciosos.
Palavras que já não encontram abrigo,
sentimentos que falam sozinhos.
E a indiferença…
ah, a indiferença é a mais cruel.
Ela não grita,
não quebra nada —
ela apaga.
Apaga o brilho do olhar,
apaga o cuidado,
apaga o “eu te vejo”.
A falta de afago machuca.
Machuca porque o corpo lembra
do carinho que existia.
Machuca porque o coração
ainda espera o abraço
que já não vem.
O que era riso virou silêncio.
O que era conversa virou obrigação.
O que era amor virou hábito.
Já não somos encontro de almas —
somos rotina compartilhada.
Somos dois caminhos
que insistem em andar lado a lado
mesmo sabendo
que já não se cruzam por dentro.
E existe uma tristeza funda,
daquelas que não fazem barulho,
mas pesam no peito.
A tristeza de saber
que ainda estamos aqui…
mas já não estamos um no outro.
E dói.
Dói porque foi verdadeiro.
Dói porque um dia foi amor —
e hoje é apenas permanência.
Coração traidor
Se foi contigo a minha beleza,
A minha felicidade, a minha fé e a minha autoestima,
Perdi tudo, querido, em minha incerteza,
Pois ao te expulsar, traí o que o coração estima.
Apaixonei-me por outro — que mera ilusão...
Pois, em cada gesto ou defeito alheio,
Era você quem ainda habitava o meu coração.
Hoje vejo que troquei o amor verdadeiro,
A certeza do porto pela incerteza da estrada;
Perdi meu abrigo, meu mundo inteiro...
Volta, querido, nem que seja em sonho, nesta jornada.
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.
"O que não é questionado se torna regra — e regras aceitas sem consciência moldam o mundo em silêncio.”
O mundo nunca foi o que quer dizer com isso, a humanidade sempre entende como o que funciona isso; Juntos, somam umas conexões da base da ideia.
Orfandade a Dois
Existe uma orfandade que ninguém vê,
não é de pai, não é de mãe —
é do zelo que se perdeu no meio do caminho.
É deitar ao lado
e sentir frio mesmo com o corpo quente ali.
É ter companhia
e ainda assim conversar com o silêncio.
Sinto falta do cuidado miúdo,
do “vai dar certo” dito nos dias nublados,
do olhar que encoraja
antes mesmo das palavras nascerem.
Sinto falta do afago sem pressa,
do beijo que pousa na testa
como quem promete:
“eu fico”.
Há uma fome de carinho
que não se mata com presença,
porque presença sem ternura
é casa sem luz.
É orfandade de incentivo,
de mãos dadas nas batalhas,
de alguém que veja
e celebre o que há de bom em mim.
Não peço excessos,
peço zelo.
Não peço promessas,
peço cuidado.
Porque pior que estar só
é sentir-se só
no lugar onde o coração
esperava abrigo.
“Há dias em que a vida se veste de neblina — não para te perder, mas para calar o excesso de horizonte e ensinar você a caminhar com o que sente. Porque certos destinos só existem para quem aprende a avançar sem garantias.”
“A neblina não esconde o caminho — ela revela o quanto você depende da certeza. Quem aprende a caminhar sem enxergar longe descobre que coragem é continuar quando o horizonte desaparece.”
Bom dia. Te escrevi uma carta de despedida. Já peço desculpa, porque depois dela acho que não nos veremos mais. Então, leia e, se quiser, pode tentar ficar e me ajudar a entender onde tudo mudou.
Sei que vai ser triste a sua partida, mas, se você também ficar, vai ser mais doloroso ainda, pois sabemos que isso só iria nos prejudicar. Digo que foi bom enquanto durou, mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa, pois, como você sempre me dizia, nunca foi realmente amada em voz alta. E, quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram, e você correu, com medo e assustada por não saber lidar com tudo isso.
"O sorriso mais poderoso não é o que esconde a dor — é o que atravessou o inferno, encarou a ruína no espelho e sorriu para a cicatriz.”
Sei que vai ser triste a sua partida, mas se você também ficar vai ser mais doloroso ainda. Pois sabemos que isso só iria nos prejudicar.
Digo que foi bom enquanto durou. Mas foi péssimo quando terminou. Senti como se estivesse perdendo meus sentimentos a cada segundo que via sua mensagem pedindo para ser livre.
Sei que não foi por neurose nem por inseguranças. Sei que foi por não estar pronta para receber uma quantidade absurda de amor e energia boa.
Pois, como você sempre me dizia, nunca tinha sido realmente amada em voz alta. E quando finalmente foi, meus gritos de amor te assustaram… e você correu, com medo, sem saber lidar com tudo isso.
A super exposição de um (AH/SD), não é boa, afinal não estamos diante de um personagem fantástico, adestrado, a ser explorado pela mídia irresponsável sensacionalista. O estatuto da criança e do adolescente, do meu saudoso mestre o Dr. Alyrio Cavalliere e outras legislações conjuntas, propõem a salvaguarda das crianças e muito mais as especiais. Algumas providencias legais devem serem acompanhadas, caso a caso, muito mais do que a grande publicidade, cada criança precisa de apoio, acompanhamento e inclusão pedagógica no sistema educacional integral. Pois toda super exposição de crianças com Altas Habilidades e Super Dotação (AH/SD), como show podem ser desastrosas para o desenvolvimento da própria criança.
"Temos que aprender o que é ser intercessores. Não oramos pra o `EU`senão para o `NÓS`, isso sempre levará a sermos agentes do Reino. Quando entendermos isso, saberemos ser guerreiros para entrar na brecha e vencer qualquer batalha. De momento estamos como os Hebreos(dando volta ao redor da montanha). Que Deus tenha misericórdia de TODA A HUMANIDADE, sendo povo de Deus ou não, somos TODOS criados por Ele. Então devemos ser como Jesus que veio para nos dar exemplos de servir a todos.
[NÃO QUEM QUEREMOS, SENÃO A QUEM PRECISA.]"
—By Coelhinha
“Sorrir, às vezes, é o ato mais rebelde que alguém pode cometer — porque o mundo tentou endurecer o seu coração, e você decidiu permanecer humano.”
Os montes mais altos não são feitos apenas de pedra.
São feitos de coragem acumulada, de passos insistentes,
de quedas que ensinaram equilíbrio
e de silêncios que fortaleceram a alma.
Os montes mais altos não desafiam o vento,
aprendem com ele.
E é por isso que permanecem.
Porque grandeza de verdade
não está na altura que se alcança,
mas na firmeza com que se permanece
mesmo quando tudo ao redor tenta estremecer.
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
“A ausência de empatia é o reflexo de quem nunca teve coragem de encarar as próprias sombras — porque quem já enfrentou o próprio abismo aprende a reconhecer o do outro.”
