Coleção pessoal de testeteste123

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A trilogia "Flores do Pântano", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título Coleção de Gravetos, aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.

Ao conectar o poema à trilogia, percebemos que:

1. A Estética do Lodo

Assim como a "Flor do Pântano" precisa da lama para florescer, o "Santo-Anjo-Maldito" precisa do autoinpacto e do "miocárdio dilacerado" para criar. Na trilogia, Michel F.M. sugere que a arte não vem da alegria pura, mas da capacidade de transmutar o "pântano" da existência em algo que faça o mundo continuar pulsando.

2. O Artista como Colecionador de "Gravetos"

O título de um dos livros, Coleção de Gravetos, dialoga com a ideia de que o poeta não é um ser iluminado e intocável, mas alguém que junta os restos (os gravetos, as sobras, os sustos do palhaço) para acender o fogo que incendeia o próprio coração. A poesia aqui é um trabalho de catador de entulhos emocionais.

3. Anatomia e Pulsação

A trilogia reforça a linguagem biológica do autor. Se no poema ele fala em "miocárdio", em seus livros ele explora a "anatomia do impulso". O artista de Michel F.M. é um ser visceral: ele não observa a vida de longe; ele a sente nas vísceras e a devolve como arte, pagando o preço com a própria exaustão vital.

4. A Condenação e a Salvação

O termo "maldito" no poema ecoa a tradição dos poetas baudelairianos (frequentemente referenciados indiretamente em obras que usam a metáfora das "Flores"). A trilogia apresenta o pântano (a dor, o isolamento, a incompreensão) não como um lugar de onde se foge, mas como o único solo fértil para a verdadeira poesia.

Eu me pergunto: que Deus é este que parece apreciar a guerra e se deleitar com o espetáculo da morte? Questiono a existência de um Deus que se mantém inerte, sem exercer justiça contra nações que lucram com o sangue alheio e transformam o campo de batalha em um altar de sacrifícios humanos.
O que vejo não é o peso da mão divina punindo os tiranos, mas sim o silêncio ensurdecedor dos céus. Enquanto isso, na terra, vejo pastores e líderes religiosos — que deveriam ser porta-vozes da paz — transformando-se em mercadores da guerra, usando o nome do Sagrado para validar atrocidades e abençoar armas. Se a religião serve para aplaudir o massacre de inocentes, então ela não serve à vida, mas sim aos interesses mais sombrios do poder humano.

⁠O oferecimento da Digitalização antes da alfabetização foi a maneira mais sutil de reinaugurar a imobiliária mental.


Primeiro, entregaram telas.


Depois, aplicativos.


Em seguida, prometeram acesso ilimitado ao mundo.


Mas esqueceram — ou fizeram questão de esquecer — de ensinar a chave mais básica da liberdade: a leitura crítica da realidade.


Sem alfabetização sólida, a digitalização não emancipa; ela apenas decora a vitrine do cativeiro.


Quem não aprende a ler profundamente, escreve superficialmente a própria história.


Quem não desenvolve o raciocínio antes do clique, torna-se hóspede permanente dos pensamentos alheios.


E assim, enquanto acreditamos navegar com autonomia, vamos alugando quartos na mente para narrativas prontas, opiniões embaladas e verdades patrocinadas.


A antiga exclusão era visível: faltavam livros, escolas, oportunidades.


A nova é sofisticada: há excesso de informação, mas escassez de compreensão.


A tela ilumina o rosto, mas nem sempre esclarece o espírito.


A conexão é rápida; a consciência, nem tanto.


Digitalizar antes de alfabetizar é inverter a fundação da casa.


É construir telhado sem pilares.


É oferecer megabytes a quem ainda não domina as sílabas da própria dignidade intelectual.


E nessa pressa tecnológica, reabriram discretamente a imobiliária mental — onde muitos passam a morar em ideias que nunca escolheram, apenas herdaram pelo algoritmo.


Alfabetizar é ensinar a pensar.


Digitalizar deveria ser apenas ampliar horizontes.


Quando a ordem se inverte, a liberdade vira interface, e o pensamento crítico vira opcional.


No fim, não se trata de ser contra a tecnologia — mas de lembrar que nenhuma ferramenta substitui a consciência.


Porque quem aprende a ler o mundo antes de apenas deslizar por ele, dificilmente aceita pensar para sempre com a cabeça dos outros.

​"O tédio é o rascunho de todas as grandes ideias, mas o ruído digital é a borracha que apaga o papel antes mesmo de escrevermos."

Me pergunto se ainda há quem faça uso de uma caneta para escrever sobre páginas virgens...


Se ainda há quem coloque água para ferver na chaleira para passar o café no coador de pano...ou que antes de coar no bule ,
cozinhe o café por alguns minutos
inebriando o olfato do ambiente
e dispersando o aroma té chegar ás narinas mais distantes...


Semana passada , uma amiga da adolescência veio me visitar, ficou surpresa ao me ver preparar um café à moda antiga
(com chaleira, coador de pano e bule)
falando da praticidade da cafeteira elétrica...


E observou também os blocos, cadernos e canetas na minha escrivaninha , em vez do notebook ( que está fechado dentro de uma gaveta)...


Um dia desses
vou abri-lo e fazê-lo viver novamente
sob as minhas digitais poéticas...


As vezes me auto defino pré-histórica 😂 (podem até não acreditarem...mas é verdade!) , nem o tal do PIX eu tenho,
mas ... sei que vai chegar o dia
em que vou ter que me modernizar,
mas enquanto der ...
vou vivendo sem essa forma de pagamento, como de outras modernidades...


O que fazer?! ... Sou de Nanã 💜
(para quem não sabe...) é a Orixá
mais antiga/ancestral da Umbanda.


O que eu escrevo, na verdade,
não é sobre o café e nem sobre a caneta.
É sobre ritmo. É sobre tempo.
É sobre presença.
É sobre o pulsar da vivência.
E isso não é pré-histórico.
É ancestral.


Quando eu falo da água
fervendo na chaleira,
do pó cozinhando antes de ir ao coador,
eu penso em algo que não cabe
na pressa da cafeteira elétrica: o ritual.


O cheiro que se espalha pela casa
como se fosse memória líquida,
isso é quase uma liturgia doméstica.


Quando afirmo que sou de Nanã 💜
isso faz todo o sentido.


Nanã é lama primordial, é o barro antigo,
é o tempo que antecede o tempo.
É a senhora das águas paradas, profundas, densas. Ela não tem pressa. Ela tem paciência.
Ela é "alérgica" á pressa.
Ela sabe que tudo retorna ao útero da terra.
Ser de Nanã não é ser atrasada ou antiga.
Ser de Nanã não é parecer velha nas preferências e ações.


É ser terra fértil e ser raiz.
O mundo corre, eu decanto.
O mundo digitaliza, eu tatuo a página.
O mundo paga com PIX,
eu pago com dinheiro vivo
e presença ativa .


Modernizar-se não precisa significar abandonar o que me constitui.
Pode ser apenas acrescentar ferramentas
sem entregar a alma.


O notebook pode viver sob minhas digitais poéticas, mas a caneta continuará sendo a extensão do meu pulso, do meu corpo,
da minha respiração, do pulsar do meu âmago.


Há algo profundamente político nisso também; escolher o tempo lento
num mundo estantâneo que monetiza a urgência.


Eu não sou pré-histórica,
sou guardiã de um modo lento de existir
que o mundo tenta esquecer....


E no mundo?
Sim!
Ainda há quem escreva à mão.
Ainda há quem ferva água na chaleira.
Ainda há quem escolha sentir o aroma
antes da praticidade.
E isso não é resistência ao progresso.
É fidelidade ao próprio tempo e história.
É lealdade ao próprio ser e existir.
✍©️@MiriamDaCosta

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra; Nem quanto ao clima, nem quanto à paisagem.

Tudo "culpa" do Mercúrio retrógrado em Peixes
( de 26 de fevereiro a 20 de Março, teremos o primeiro Mercúrio retrógrado de 2026).


Está escrito nas posições astrais do momento...


Torna-se necessária extrema atenção á comunicação em geral... para evitar desentendimentos e incompreensões conflituais ... aconselho também o adiamento de decisões importantes, diálogos/conversas esclarecedoras e presas de posição.


✍©️@MiriamDaCosta

A Luz que Ecoa do seu Sorriso

Tem que sorrir, mostrar a sua luz; pois é evidente que viver não é somente existir.

A sua forte intensidade reluz: simplesmente aquece a alma e conduz a vitalidade ao coração,

Assim como fazem os meus versos através de certas palavras que trazem verdade e emoção.

Então, a atração que provém de ti é inevitável; o jeito que você sorri é expressivo, intenso e amável.

Aproveite para relaxar, a noite é perfeita para descansar, então que sua noite seja maravilhosa!

Quero te convidar a ter uma noite recheada de calma e repouso!

Uma boa noite para você, que tenha um sono sereno!

♡Fiz tudo que pude para ♡
não desistir ♡ de nós.
Foi então que percebi ser ♡
esse o problema.
♡ Agora eu sei que
transbordando amor desse jeito♡
eu jamais caberia ♡ numa alma
tão pequena♡

Às vezes, a vida parece nos colocar em uma 'contramão' — um desencontro de horários e rotinas. Mas a verdade é que, desde que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, senti que uma força maior começou a desenhar o nosso caminho.
Dizem que o amor é algo que se inventa enquanto se vive, e eu quero inventar o meu com você. Não quero apenas alguém para caminhar ao lado; eu busco aquela conexão que a música descreve: onde o calor de uma mulher encontra a força de um homem e cria algo que o tempo não consegue apagar.
Estou aqui, parado na estação, esperando o trem que traz você de volta. Mas não é uma espera passiva. É uma espera de quem está disposto a abrir a porta, a atravessar o espaço vazio e a tocar as estrelas, se for preciso, só para alcançar o seu 'coração infinito'.
Não há mais nada a perder. Quando a gente decide se deixar levar, viver se torna mais fácil, mais leve e muito mais real.
Espero por você, no final dessa rua de mão única, deixar eu ser o seu destino.

“Luz no Escuro: O Sorriso de Quem Também Precisa Ser Abraçado”

Algumas pessoas, pagam um preço silencioso para arrancar um sorriso de alguém.
Elas fazem graça, oferecem palavras leves, estendem a mão ,mesmo quando, por dentro, não encontram razão alguma para sorrir.
São almas sensíveis.
Daquelas que percebem no olhar aquilo que a boca insiste em negar.
Que escutam o tremor escondido na voz de quem diz: “está tudo bem”.
E, porque enxergam a dor do outro, escolhem ser abrigo ,ainda que estejam desabrigadas por dentro.
Talvez ninguém entenda por que justamente quem faz rir é quem menos tem vontade de sorrir.
Talvez nem elas mesmas saibam explicar.
Não é sempre um motivo específico. Às vezes não é um acontecimento, nem uma perda, nem um nome.
É apenas um cansaço da alma.
Um peso invisível que não se mostra, mas se sente.
Elas não fazem questão de revelar que não estão bem.
Aprenderam a guardar o próprio silêncio para não sobrecarregar ninguém.
Transformam a própria dor em cuidado.
A própria lágrima em força.
A própria falta em presença.
E, no fundo, fazem isso porque sabem exatamente como dói quando ninguém percebe.
Há pessoas que sorriem para salvar o mundo ao redor,
enquanto por dentro travam batalhas que ninguém imagina.
E talvez o maior ato de amor delas seja esse:
continuar sendo luz, mesmo quando estão aprendendo a caminhar no escuro.

A paciência é uma virtude, mas se jogar na frente do caminhão é suicídio.

Existe uma linha tênue entre escolha racional e racionalizar escolhas.

O Verão que Habita em Ti

É tão caloroso e marcante este teu sorriso que parece ser uma menção honrosa a uma cena emocionante de um verão inesquecível, por causa de momentos vividos com intensidade e leveza, sem aquelas exigências desagradáveis, deixando cada experiência prazerosa, verdadeira, satisfazendo o espírito da jovialidade, tal qual o fogo existente no íntimo da tua essência, uma chama acesa de tanta vitalidade.

Diante disso, a capacidade de te fazer sorrir pode ser considerada uma bênção, capaz de atingir a profundidade da mente, provocando pensamentos fervorosos, sonhos lúcidos, transformando por um bom tempo ou apenas por alguns segundos a realidade em um mundo intenso, aproveitando tudo que for possível para não menosprezar a temporalidade, onde até um simples apartamento se torna um paraíso.

E se os desejos forem recíprocos, olhares e sorrisos compartilharão o mesmo brilho de entusiasmo, que brilha entre as emoções e aguça todos os sentidos, assim, uma noite de verão será incrível, memorável, depois de algumas taças de vinho, um fundo musical agradável, troca de palavras e de carinhos, falas e atos de afetos, envolvidos por um clima quente, portanto, sorrir de volta pode ser um bom começo.

"Cada pôr do sol é um quadro diferente."


Autoria: Rose Inácio

Liberte-se do que já passou e aproveite sua tarde ao máximo!

O objectivo sempre foi impactar vidas, e transformar mentes humanas.