Coleção pessoal de testeteste123

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​"Não procure sinais no céu; sinta o Criador preenchendo o vácuo dos seus pulmões."

As fases reais da vida humana neste mundo: a casa que se constrói, a pequena família que cresce, a disposição para trabalhar da manhã à noite. No fim, deixaremos tudo para trás. O que realmente se torna a busca definitiva na vida é para onde vamos.
A vida é como um sopro de um vento, que chega derrubando folhas das árvores e desarrumando os cabelos, e sem avisar vai embora, deixando apenas os vestígios de sua passagem.

Os olhos veem o mundo, mas só o coração vê o amor.

O que os outros têm a ver com os problemas que eu invento na mente?

⁠Não é minha culpa se as pessoas interpretam apenas um verso do livro.
A vida não deve ser lida pelo verso, mas pelo parágrafo.
Porque, se julgarmos a existência por um único verso, pessoas ruins parecerão boas e pessoas boas parecerão ruins.
A vida não se interpreta pelo fio, mas pela costura que o fio construiu.
O verso só ofende quando o parágrafo não está aceso pois onde falta luz, sobra julgamento.

O tempo é um carrasco paciente que não nos corta a garganta, ele prefere nos costurar vivos ao que fomos, apertando o nó da memória até que o presente se torne um figurino que já não nos cabe mais.

Esteja pronto!
Porque o de repente de Deus pode acontecer a qualquer momento… até em dias comuns.

Ei, já parou pra pensar que a vida e a morte não são inimigas, mas parceiras de dança? A gente vive correndo atrás de eternidade – academia, dieta, apps de meditação –, como se pudéssemos enganar o relógio. Mas olha só: sem a sombra da morte, a vida perde o brilho. É ela que dá urgência aos nossos amores, faz a gente rir alto num pôr do sol no Arpoador, ou escrever aquela poesia que queima no peito. A morte não é o fim cruel; é o que torna cada respiração preciosa. Argumento assim: se fôssemos imortais, procrastinaríamos pra sempre, desperdiçando o agora. Epicuro já dizia que a morte não nos diz respeito, porque enquanto existimos, ela não está aqui. Então, por que temer? Viva intensamente, abrace o efêmero. A vida ganha sentido justamente porque acaba.

Para conhecer a força e o poder de Deus, precisamos nos reconhecer como ovelhas, que precisam de um "pastor"; assim como Cristo, o pastor supremo, se colocou como servo diante do Pai.

A diferença entre o homem comum e o pastor não está na ausência de dor, mas na fidelidade ao chamado apesar dela.

“O chamado de Deus não anula os sentimentos do homem, apenas dá sentido a eles.

Saudosa Itália

Vieram no balanço das ondas, em navios que fugiam do estrondo da guerra. A Itália ficou para trás, guardada na memória, enquanto o Brasil se abria em abraço, feito abrigo e nova morada.
Aqui, entre o cheiro da terra e o suor da roça, a família se reconstruiu. No trabalho duro sob o sol paulistano, servindo a outrem com a dignidade de quem sabe o valor do pão, encontraram seu porto seguro.
Em meio à simplicidade e às lutas, brotaram seis filhos — sementes de honestidade e força. Embora a cidade grande trouxesse o espanto de sua imensidão, a gratidão era o alicerce que nunca cedia.
Ao entardecer da existência, a missão se fez cumprida: filhos encaminhados, vidas honradas. Mas o tempo é um senhor severo, e o descanso enfim chamou quando o corpo, cansado pelo sacrifício, pediu paz.
Partiram, mas deixaram o rastro doce da alegria, o tempero que confortava a alma, o sorriso sereno e aquela calma que só os fortes possuem.
Homenagem aos meus avós
Ass: Roseli Ribeiro

Não poder ser irresponsável é uma responsabilidade muito grande?

Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
V.
E as diversas facetas brigam entre si buscando o melhor para seu personagem, nesta literatura real. Apesar de não terem escolhido nascer nele.


Mal sabem que nada são, e suas histórias um dia se apagarão.


Quem é o protagonista, então?

Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
III.
O mundo se compõe em uma série de literatura de diversos gêneros e gostos.
Cada um se identifica com um.
Mas, no mundo real é um pouco mais complexo.
É composto por uma série de histórias diferentes, e cada personagem vive sua própria história, visando o melhor para si, sem saber o fim.


IV.
O melhor para ele não é o que é melhor para ela, que também visa seu prório bem.
Exemplo:
O melhor para um cara, sem família, que só amaduresse aos 45 anos, é achar a mais pura e valorosa para lhe dar um lar, apesar de ele já ter tido um filho não assumido.
O melhor para esta não-candidata é achar alguém semelhante a ela e ter algo fixo e seguro

Rosa Rara
Rosa que a cada ano floresce em botão raro, rosado e delicado. Se o espinho é sua proteção, a pétala é sua sutil delicadeza. Memória viva de uma mulher linda e madura, de pele negra e cabelos longos, ondulados e grisalhos.
Mulher de força e determinação, que em seu tempo caminhava sempre à frente de seus próprios anseios. Viu a modernidade chegar em épocas de vestes elegantes e de cortejos sinceros, quando o lazer paulistano ainda navegava as águas do Rio Tietê.
Orgulhosa de sua cor, fez-se forte. Profissionalizou-se para que seus sonhos se concretizassem, ainda que a refeição fosse apenas pão, água ou sopa. Ergueu sua morada, tornando-a tão bela quanto planejou.
Mãos de fada para o artesanato, embora o dom doméstico não lhe fizesse falta — sua essência era outra. Viveu com plenitude até onde o corpo permitiu.
Vó Amélia, eu te amo.
Ass: Roseli Ribeiro

A fofoca é um eco que se propaga em mentes do tamanho de uma ervilha, e que jamais irão germinar nas mentes que semeiam grãos de mostarda.

Dizem que o tempo cura tudo, mas desde que você se foi, só tem chovido. Sinto como se estivesse me afogando em um dilúvio que eu mesmo criei. Sempre me orgulhei de ser um lutador, de enfrentar qualquer tempestade de frente, mas a verdade nua e crua é que, sem você ao meu lado, eu simplesmente desisto. A luta perdeu o sentido.
​Eu olho para as nossas fotos e dói. Vejo uma vida que parece pertencer a outra pessoa — alguém que ria com você, que chorava com você e que, em algum momento estúpido, deixou você dizer adeus. Eu cometi erros. Sou apenas um homem, limitado e cheio de falhas, e o peso desses erros é o que me faz sangrar agora, mesmo que não haja nenhum corte que você possa ver.
​Daria tudo o que tenho para sentir seu cabelo entre meus dedos ou o toque dos seus lábios apenas mais uma vez. Dói imaginar outro alguém ocupando o lugar que eu acreditava ser meu, dizendo as palavras que eu deveria estar dizendo. Mas, se você puder me ouvir através desta carta, saiba disto:
​Eu vou te amar. Sempre.
​Não é uma promessa vazia. Vou te amar até que as estrelas se apaguem, até que o céu perca a cor e até que as palavras não façam mais sentido. Se você me pedisse para chorar por você, eu inundaria este lugar. Se me pedisse para morrer, eu não hesitaria. Não há preço que eu não pagaria por uma última chance de refazer nossos sonhos.
​Os dados podem estar viciados contra mim agora, mas se você ainda guardar um pingo de fé em nós, saiba que estou aqui. Estarei ao seu lado por toda a eternidade.

Hoje eu entendi uma coisa que não veio de livro, nem de frase pronta. Veio do silêncio.

Percebi que o que sustenta o ser humano não é o amor romântico, nem as pessoas ao redor, nem os prazeres rápidos que distraem a dor. Não são os dias ensolarados que animam, nem os dias frios que recolhem. Tudo isso passa. Tudo isso oscila. O que nos sustenta é a fé. E a esperança. É uma fé quase invisível, dessas que não fazem barulho, mas permanecem. É a esperança que fica ali, quieta, em segundo plano, mesmo quando tudo parece estar desmoronando por dentro. Porque, se a gente parar pra pensar, como continuar quando não se acredita que algo maior está organizando o caos? Como seguir se não houver, ainda que mínima, a certeza de que dias melhores podem existir? A fé não é grito. É sussurro. A esperança não é euforia. É resistência. Elas seguram nossa mão nos dias em que ninguém mais consegue. Elas nos lembram que o processo não é o fim, que a dor não é sentença, que o hoje não define o para sempre. Há uma força chame como quiser que nos atravessa e nos mantém de pé quando a lógica já teria mandado desistir. Sem fé, a vida vira peso. Sem esperança, o caminho vira escuridão. Mas quando ainda acreditamos, mesmo cansados, mesmo feridos, algo dentro da gente continua aceso. E é essa pequena chama que nos torna fortes. Não invencíveis fortes. Capazes de suportar o tempo, o silêncio, as perdas e as reconstruções. No fim, talvez não carreguemos nada além disso: a esperança tranquila de que dias melhores chegam e a fé serena de que estamos sendo guiados até eles.

Às vezes, a vida não é trilha de um só,
no nó da família, o laço vira nó.
Por mais que o rosto tente o brilho sustentar,
há um peso invisível que faz tudo desabar.
Os problemas não guardam RG ou lugar,
a raiva e a dor insistem em contagiar.
Tento ser ilha, viver o meu norte,
mas o sangue é o rio que corre mais forte.
Psíquico e espírito em fios emaranhados,
meus passos, por eles, parecem travados.
Quero a partida, a estrada, o além,
mas a culpa me puxa e me prende também.
Como seguir, sem ao peso me entregar,
se deixá-los para trás parece me abandonar?


Ass Roseli Ribeiro