Coleção pessoal de testeteste123

66281 - 66300 do total de 124709 pensamentos na coleção de testeteste123

Nossos Olhos de Mar


As nossas mãos
seguram
todo o universo
à nossa volta.


O tempo em
libertos minutos
sempre nos pertence.


(Do Livro: Eu sou o Teu Sol em Todas as Estações de Suzete Brainer)

Ser gentil, não é ser bobo. Mas sim educado.
Ser inteligente é também reconhecer seu erro.
Ser rico tanto de vida quanto financeiramente, não é ser melhor do que outros, mas saber que pode estender a mão a ajudar alguém.

Mãos de Sangue


Demétrio Sena - Magé


É tristonho saber quanta gente suspira
pelos tempos dos corpos marcados a brasa;
por mulheres levadas às piras e forcas,
porque tinham poder de pensar livremente...
Quanta gente suspira pela repressão;
pela volta das vozes caladas a tiros,
quando as artes mais livres eram condenadas;
vejo tantos suspiros pela ditadura...
Quando a simples poesia, só de ser poesia
era como heresia passível do inferno;
da cadeia e dos ferros e paus da tortura...
O pior é saber que tanta gente assim
canta e ora sem fim lá nos templos cristãos;
ergue mãos fervorosas desejando guerra...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Fica de Olhos Fechados


Tu deves
permanecer de olhos fechados
para ser tocado por algo
muito mais leve.


Fica de olhos fechados
e acorda
a inocência.


(Do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio
que me acende de Suzete Brainer)

Despeço-me da roupa
como quem abandona o dia
e encontro-te na sombra macia do quarto.




Os teus olhos percorrem-me devagar,
com a saliva tranquila de quem sabe esperar. Sinto o teu toque subir pela minha pele como um fogo lento que acorda cada nervo.




A tua boca aproxima-se do meu pescoço, quente, demorada —e o ar entre nós torna-se
mais pesado, carregado de desejo.




A minha boca perde-se
nos teus famintos seios
descobre os caminhos que o corpo guarda para noites em que a razão adormece.




E quando finalmente me puxas para ti, pele contra pele, respiração contra respiração, o mundo encolhe até caber entre os nossos corpos.




Ali ficamos, presos um ao outro,
num ritmo antigo e secreto,
onde cada suspiro diz
aquilo que as palavras
nunca ousariam dizer.

O justo costuma ser inteligente, questionador, imparcial e observador. Nunca defende um lado, por preferência emocional. Entretanto, busca estudar ambos os lados, para obter a conclusão mais real.
O ímpio é medíocre, tendencioso, "dono da verdade" e manipulador. Sempre parcial, defende o lado preferido, de modo "incontestável", controlador. E ainda que todas as evidências provem hipocrisia em sua escolha, ele nunca sai da "bolha".
O justo é visionário, por excelência. O ímpio é cego, por conveniência.


Clara Fontes

Evite entregar-se excessivamente aos outros; do contrário, corre o risco de ser tratado como um objeto.

O passado é uma lição.
O presente é exatamente um presente.
O futuro é aquilo que sobrará do presente.


Então, trate com carinho o seu presente.

Tem coisas que são necessárias comprar pra trabalhar, já outras trabalhar para comprar
CJR
@claudioribcjr

Compreender nunca é simples. Mas quando se abre o coração, fica fácil a compreensão.

Pura leitura


Arranca-me da estante como um livro
Toma-me em tuas mãos, abre-me a punho
Vira-me repaginando, passando os olhos, apenas olhando
Não me lê nas entrelinhas
Tenta me apagar a memória
Enxerga-me, mas não me vê!
Tenta me reescrever como um rascunho
Querendo suprimir toda minha história, deletando minhas lembranças
Fazendo de mim, um diário de páginas em branco
Onde tenta escrever ou reescrever o que quer, apenas para satisfazer seu ego.

Diziam que a pandemia traria um “plus” de fraternidade;
mas, até agora, o que continua em alta é a arrogância e a prepotência.

Combatente


A Maya quer me enganar. Por que permite que eu saiba que ela existe? Será mais um dos seus truques? Somos pequenos bonecos diante das ilusões. Para mim a realidade foi construir ilusões. Por isso eu me importo com o pote cheio de canetas e presto atenção em cada taco do parquê. Entre os objetos existe algo. Não é o ar. Existe uma ligação que faz com que brilhem na luz amarela. Eu posso tocá-los com os olhos, posso cheirar uma história. A medida em que eu vou escrevendo os meus órgãos internos se agitam, as vozes agridem os meus ouvidos, a sede repuxa os meus nervos. Alguém que morreu há algum tempo teima em aparecer. Sou eu que estou morto porque vivo de lembranças. E enquanto eu estou aqui teimo em perceber o mundo profundamente, dum jeito que cansa, me faz um soldado, do batalhão da mente, do exército dos insatisfeitos.

Cuida dos teus passos, para que depois não te arrependas dos espinhos que neles terás de carregar.

"O silêncio apofático não é ausência de Deus, mas a reverência diante de uma face que nenhum olhar humano pode conter."

Quando a minha mãe percebe que estou a esforçar-me muito para lhe agradar, ela diz:
“Cuidado, filho… tenha calma.”
Então eu respondo:
“Mãe, eu sou a semente que você plantou. Estou apenas a esforçar-me para dar frutos… é isso que as sementes fazem.
Tenho que dar no duro agora, enquanto ainda tenho tempo de estar com você.”
— Binilson Quissama

⁠Talvez o nosso único Defeito Perdoável para o outro seja o Silêncio que fazemos para Poupá-lo.


Mas há algo de muito grave nessa empatia espinhosa: sacrificar a nossa Paz para poupar o próximo pode ser nosso Maior defeito.


Pois, há silêncios que parecem generosos…


Eles vestem a roupa da empatia, caminham com passos cuidadosos e nos convencem de que calar é uma forma de proteger — proteger o outro de uma verdade dura, de uma crítica necessária, de uma ferida que nossas palavras poderiam abrir.


Mas existe uma espinha escondida nessa delicadeza.


Quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser renúncia, ele começa a cobrar um preço alto demais.


Porque, enquanto poupamos o outro de um incômodo passageiro, vamos acumulando em nós aquilo que nunca teve o direito de existir.


E o que não encontra voz quase sempre encontra peso.


A empatia, quando exagera na dose, pode se transformar numa espécie de sacrifício íntimo: abrimos mão da nossa paz para preservar a tranquilidade alheia.


E, nesse gesto que parece tão nobre, às vezes cometemos uma injustiça silenciosa — contra nós mesmos.


Poupar o outro jamais deveria custar a nossa serenidade.


Porque há verdades que não ferem por serem ditas, mas por serem enterradas.


E há relações que não se fortalecem com silêncios, mas com a coragem delicada de dizer aquilo que precisa existir entre duas consciências que se respeitam.


Talvez, no fim das contas, o silêncio só seja realmente um Defeito Perdoável quando não se transforma no lugar onde abandonamos a nossa própria paz.

Até Nós


De cada raiz que se entrelaça,
brotam histórias, vozes, abraços.
Séculos de passos ecoam na terra,
vidas que se somam, nada se encerra.


Pais, avós, bisavós em corrente,
um rio humano que segue fluente.
No sangue, memórias, no olhar, herança,
somos o fruto da longa esperança.


E até nós, vieram milhões,
com sonhos, lutas, canções.
Cada existência deixou um traço,
que hoje floresce em nosso espaço.

Sem medo


Helaine Machado


Quero ser mulher.
Mostrar minhas fragilidades,
andar sozinha por aí
sem medo do que possa acontecer comigo.
Quero me sentir segura
do jeito que escolho me vestir,
não do jeito que alguém queira
e faça de mim sua dona ou seu dono.
Quero ser livre para amar
e, quando perceber que não é
aquilo que eu esperava,
poder dizer adeus
sem medo de que me tirem a vida.
Quero ser mulher:
mesmo sendo criança, com sua inocência;
uma adolescente inquieta, descobrindo-se;
uma jovem realizando sonhos;
uma mulher madura,
comprometida com suas escolhas.
Mesmo com alguma deficiência,
mesmo sem conseguir me comunicar plenamente
por causa da vulnerabilidade que tenho,
quero poder pedir ajuda
sem medo da violência sexual
ou do feminicídio.
Jamais quero ser
apenas mais uma Maria,
ou uma rosa murcha pelos cantos,
recebendo ordens,
submetida como um objeto qualquer.
Quero apenas ser feliz:
bailar pela noite,
ser quem sou
em qualquer lugar da sociedade,
sem medo de ser mulher.
— Helaine Machado

Existe algo no amor que se parece muito com a história da borboleta.

Antes de voar, ela precisa aceitar o escuro do casulo.
Ali dentro tudo muda. O que ela era deixa de existir para que algo novo possa nascer. É um processo silencioso, difícil e invisível para quem olha de fora.

Com o amor acontece a mesma coisa.
Ele também nos transforma por dentro. Faz a gente abandonar medos, quebrar antigas versões de nós mesmos e aprender a sentir de um jeito novo.

Quando o amor é verdadeiro, ele não apenas chega. Ele muda quem somos.

E então, um dia, quase sem perceber, abrimos as asas.
Descobrimos que aquilo que parecia um fim era apenas o começo de um voo.

Talvez seja por isso que borboletas emocionem tanto.
Elas lembram que algumas das coisas mais bonitas da vida só existem porque tivemos coragem de nos transformar.

E amar, no fundo, é exatamente isso.
Ter coragem de mudar para poder voar junto. 🦋