Coleção pessoal de testeteste123
Quando você decide ser quem realmente é, descobre dentro de si um poder de cura e de autolibertação.
O Mapa de Todas as Realidades ...
Dizem que o universo nasceu de um sopro,
um estremecer silencioso no vazio absoluto,
quando o nada decidiu aprender a existir.
E desde então, o tempo desenha caminhos invisíveis,
como rios correndo entre estrelas.
Em algum lugar além das galáxias,
existe um mapa que ninguém jamais viu.
Não é feito de constelações,
nem de planetas ou poeira cósmica.
Ele é feito de encontros.
Cada linha desse mapa
é um destino que ousou atravessar o infinito
para encontrar outro.
E entre bilhões de possibilidades,
entre trilhões de histórias que poderiam existir,
há uma linha que insiste em atravessar todos os mundos:
a que me leva até você.
Em uma realidade distante,
talvez sejamos apenas dois viajantes
sentados na borda de uma estrela morrendo,
falando sobre sonhos
enquanto o universo envelhece ao nosso redor.
Em outra,
somos duas crianças correndo por um campo verde
sob um céu pintado de azul e branco,
lançando aviões de papel ao vento
sem saber que ali, naquele instante simples,
o infinito já estava nos observando.
Talvez em algum mundo
eu seja um poeta perdido nas noites,
e você a luz tranquila da janela
que faz cada verso encontrar sentido.
Ou talvez sejamos apenas silêncio:
dois olhares que se encontram
e criam um universo inteiro
sem precisar dizer uma única palavra.
Porque o amor,
quando é verdadeiro,
não pertence apenas a um tempo,
nem a um único mundo.
Ele atravessa dimensões,
rasga a lógica do acaso,
desafia a matemática do destino
e encontra maneiras impossíveis de acontecer.
Talvez seja por isso
que quando meus olhos encontram os seus
há algo que parece antigo.
Antigo como estrelas mortas
que ainda brilham no céu.
Antigo como se nossas almas
já tivessem caminhado juntas
por mil histórias antes desta.
E se o universo se desfizer um dia,
se o tempo dobrar sobre si mesmo
e todas as realidades voltarem ao pó do começo,
eu acredito que algo ainda permanecerá:
uma linha invisível
atravessando o vazio eterno.
Uma linha que não se quebra,
não se perde,
não se esquece.
Porque em cada mapa do infinito,
em cada versão possível da existência,
em cada mundo que o destino ousar criar…
Eu ainda estarei procurando você. ✨
toque de mágica
às vezes a vida muda
não com barulho
mas com um pequeno gesto
um olhar que encontra o nosso
uma palavra que chega na hora certa
e de repente
o peso vira leveza
como se o mundo
tivesse encostado na alma
com um toque de mágica ✨
O lugar em mim
Preciso viajar,
não para conhecer um lugar novo,
mas para reencontrar
o lugar que, em mim, outrora se perdeu.
Um lugar onde eu possa
reencontrar sonhos de infância,
momentos simples
cheios de significado.
Um lugar onde, no mesmo dia,
eu poderia ser Superman ou Batman,
ou apenas uma criança da Terra do Nunca,
onde tudo era pura diversão.
Preciso reencontrar esse lugar
e voltar a acreditar que a vida
é como uma festa de aniversário,
o Dia das Crianças
ou o encanto de se apaixonar
pela professora Helena, da novela Carrossel.
Uma vida feita
de sentimentos simples
e de uma infância feliz.
As horas desfilam em sapatos de vidro rachado, pisando espelhos sem reflexos. Giram, bamboleiam, tropeçam: valsa de ponteiros tortos, meio-dia engolindo meia-noite, amanhecer tossindo crepúsculos de tinta. Nada faz sentido – ou faz? Minutos bêbados derramam-se como vinho em taças vazias, poças sussurrando equações sem números. Relógio de areia vira de cabeça para baixo; grãos dançam quadrilhas, subindo em espirais estelares. Horas com máscaras de palhaço riem, desmanchando-se em confetes de ontem. Pulam corda com teias de aranha, contam até infinito e param no zero, agora dissolvendo em bolhas que estouram risos mudos. Por que o segundo devora o anterior? Sombras crescem ao meio-dia, tango com luz fugidia. Absurdo! Mas no caos, pulso: cada giro é átomo de destino, tropeço é órbita no vazio. Desfeitas, recompõem-se em abraço fractal. Absurdo mascara o sentido: universo dança descompassado para ensinar o ritmo infinito. Param, ofegantes; relógio sorri. Tudo encaixa no desencaixe perfeito.
Talvez o imaginário da mente se contente com momentos, pois a energia que não é usada para tornar os desejos em realidade se perde no comodismo.
mexa com meu brilho
Helaine Machado
Nunca fui metida, muito menos invejosa.
Luto porque acredito.
Sou simples. Sou apenas alguém na minha caminhada.
Não meça quem sou pelo que valorizo.
Não é nada material que me faz destacar.
O que carrego comigo não posso negar:
minha integridade, minha identidade,
meu sorriso e minha mente.
Eu sou assim:
simples, delicada, amável —
jamais santa.
Não gosto de brigas.
Prefiro viver na paz.
Mas quando mexem com meu brilho,
as coisas não costumam terminar bem.
Relevo muitas vezes,
dou chances quando posso.
Mas não mexa com meu brilho,
pois poderá encontrar
uma fera adormecida.
Helaine Machado
Se os Caminhoneiros tivessem a união dos Motociclistas, talvez tivéssemos rodovias mais Transitáveis.
Há algo de profundamente revelador na forma como alguns grupos conseguem transformar indignação em presença coletiva, enquanto outros, mesmo carregando sobre os ombros o peso de um país inteiro, permanecem fragmentados.
Os Caminhoneiros movem a economia, costuram distâncias, abastecem cidades e sustentam prateleiras — mas, paradoxalmente, muitas vezes parecem caminhar sozinhos em estradas que são de todos.
Já os motociclistas, com suas máquinas menores e mais leves, frequentemente demonstram algo que pesa mais do que qualquer carga: a Consciência de Grupo.
Quando um se mobiliza, muitos aparecem.
Quando uma causa surge, a estrada vira ponto de encontro, não apenas de motores, mas de vozes.
Talvez o problema nunca tenha sido apenas o asfalto esburacado ou a sinalização esquecida.
Talvez a maior erosão das nossas estradas seja a da própria capacidade de convergência.
Porque infraestrutura ruim raramente nasce apenas da incompetência administrativa; muitas vezes ela floresce da dispersão social, do silêncio coletivo e da falta de pressão organizada.
Estradas não se deterioram apenas com o tempo e o peso das cargas.
Elas também se desgastam com a ausência de união de quem mais depende delas.
E, no fim, a ironia é deveras cruel: aqueles que carregam o país nos ombros acabam sendo os que menos conseguem caminhar juntos para exigir que o caminho seja melhor.
A gente vai andando na estrada da vida e tentando escolher o melhor caminho de todas e várias bifurcações que sempre aparecem.
Nunca desista de crescer.
Não limite sua sapiência. Lembre-se do quanto que você evoluiu, e saiba que a sabedoria é infinita. Se você tivesse desistido na primeira queda; ainda estaria engatinhando.
...Por um mundo melhor; "cresça.
(Nepom Ridna)
Ainda que a tempestade se levante e a escuridão da noite se estenda sobre mim, não serei abalado, pois Deus é quem sustenta minha vida e permanece como meu refúgio seguro.
Quando Mamoninha do mato
florescer para alimentar
as nossas abelhas nativas,
Estarei cuidando ainda melhor
dos sonhos e das expectativas,
Porque confesso que do meu
modo acanhado te tenho amor,
Com o meu recato para nós
preservo e guardo o meu melhor.
Porque quando chegar a hora
de alimentar os pássaros
do impulsos e das emoções,
Sei que estaremos preparados
para viver o que esperamos,
e assumiremos dedicados;
Porque um pelo outro temos
o que não pode ser explicado,
e no íntimo vive mergulhado.
Do Pouco
Porque quero tudo o que o pouco pode me dar,
Não me farto do pouco que ainda tenho, mas
também não me contento com o que ele me traz,
desejo mais daquilo que posso fartar.
É do pouco e com pouco que muito se faz,
Mesmo tão finito, se ao infinito somar,
com o pouco e muito, muito hei de amar,
Porque quero tudo do que o pouco é capaz.
