Coleção pessoal de testeteste123
Ando sozinho
Andei sozinho pelos lugares e entre multidões de pessoas e mesmo assim me senti só, me senti diferente, sejam nas ideias, sejam nas atitudes,
Olho para a minha esquerda e não vejo nada, olho para a minha direita e não sinto nada,
Continuo seguindo e olhando somente para frente na esperança de um dia poder olhar para trás e ver se deixei pelo menos um rastro de direção.
"Não queremos encheção de saco" é o que pensam enquanto fingem que estão fazendo um favor ao cidadão.
Rotulam as pessoas de "pobres" para convencê-las de que o teto delas é baixo e que não merecem subir na vida.
Olham para o empreendedor da rua e só enxergam a "carência", nunca o talento ou a visão trilionária.
Tratam quem busca um ombro ou uma parceria como se fosse um fardo, ignorando o potencial de quem pensa grande.
Domingo à noite
Domingo silencioso,daqueles em que a noite parece ouvir a gente. Lá fora, o mundo segue acontecendo,carros passando, luzes acesas, uma calmaria que cobre as ruas.
Aqui dentro, porém, mil pensamentos caminham sem descanso. Ideias de mudança,vontade de sair do mesmo ciclo, de fechar portas antigas para que outras se abram devagar.
O domingo tem disso:ele faz a gente olhar para dentro,rever caminhos, sentir o peso e também a esperança.
E mesmo no meio dessa inquietação, existe um agradecimento silencioso: por perceber, por sentir, por estar vivo nesse instante.
Porque até os domingos quietos carregam uma grandeza escondida — a chance de recomeçar quando a segunda-feira nascer.
A Mídia dá tanto palco aos Mitomaníacos que eles acabam virando mito na Política do Espetáculo.
E não porque suas histórias sejam grandiosas, mas porque a repetição lhes concede uma aparência de verdade.
O eco constante transforma delírio em narrativa, narrativa em crença, e crença em identidade coletiva.
O palco não exige compromisso com a realidade — apenas presença, intensidade e capacidade de prender a atenção de uma plateia já cansada de distinguir o que é fato do que é versão.
Nesse teatro, a mentira não precisa ser perfeita, basta ser conveniente.
E quanto mais escandalosa, mais ela se sustenta, pois encontra abrigo no desejo íntimo de muitos: o de acreditar no que conforta, mesmo que custe a lucidez.
O mitomaníaco, então, deixa de ser apenas um contador de histórias e passa a ser um fornecedor de sentido — ainda que distorcido — para uma audiência que já não suporta o vazio.
O problema não é apenas quem fala, mas quem aplaude.
Há uma cumplicidade silenciosa entre o palco e a plateia, onde a crítica é vista como ameaça e a dúvida como traição.
Nesse ambiente, a verdade se torna inconveniente, quase indesejada, porque ela exige esforço, revisão e, sobretudo, humildade.
E assim, a política se afasta da responsabilidade e se aproxima do entretenimento.
O debate vira espetáculo, a divergência vira torcida, e o compromisso com o real se dissolve na conveniência do aplauso fácil.
No fim, não são apenas os mitomaníacos que se perdem em suas próprias narrativas — é toda uma sociedade que passa a viver delas, nelas e por elas.
Quando a ajuda é para o crescimento, eles fecham a porta; quando é para a sobrevivência mínima, eles te mandam para a fila.
Dizem que você é "carente" para justificar o fato de não te darem uma oportunidade real de ser gigante.
Falam de assistência social não para amparar, mas para se livrar de quem incomoda a sua zona de conforto.
Peso certo
Nada foi tão bom quanto a intensidade apresentada,
Nos gestos grandiosos ou nos suficientes, nas declarações ao grande público ou nas falas ao pé do ouvido,
Se nestes atos vierem acompanhados a atenção aos detalhes e a consideração aquilo que realmente importa, posso garantir que vai ficar tudo bem.
