Coleção pessoal de testeteste123

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Você sabia que pensei em você o dia todo?
E provavelmente você não devolveu o pensamento.
Mas o que me importa é te fazer saber.
Pra que talvez amanhã ou depois a gente ria desse momento...
Você é o caos perfeito! J.C

⁠O que é mais assustador,
o Bandido Assumido ou o que se esconde sob o Braço Armado do Estado?


O primeiro, ao menos, não disfarça a própria face.


Sua ameaça é explícita, sua intenção quase sempre previsível dentro da lógica brutal que escolheu habitar.


Há perigo, sim — mas também há clareza.


E, de certa forma, a clareza nos permite reagir, nos proteger, reconhecer o abismo antes de cair nele.


Já o segundo é envolto em um manto que deveria simbolizar ordem, proteção e justiça.


E é justamente aí que reside o desconforto mais profundo: quando aquilo que deveria resguardar se transforma em fonte de medo, a ruptura não é apenas prática — é moral.


Porque não se trata apenas de um indivíduo que erra, mas de um papel que, ao ser desonrado, contamina a confiança de todos.


O problema não é a existência do poder, mas a distorção do seu propósito.


Quando a força se afasta da responsabilidade, ela deixa de ser instrumento de equilíbrio e passa a ser ferramenta de opressão.


E, nesse cenário, o que assusta não é só o ato em si, mas a blindagem que muitas vezes o cerca — o silêncio conveniente, a defesa apaixonada, a incapacidade coletiva de distinguir autoridade de autoritarismo.


Talvez o verdadeiro terror não esteja na violência evidente, mas na violência legitimada.


Aquela que se esconde atrás de símbolos, discursos e fardas, e que, por isso mesmo, encontra menos resistência.


Porque enquanto o Bandido Assumido enfrenta o julgamento imediato, o outro, muitas vezes, se abriga na dúvida, na relativização e na cegueira seletiva.


E é nesse ponto que a sociedade se revela.


Não pelo modo como condena o erro óbvio, mas pela coragem — ou falta dela — de confrontar o erro que veste a máscara da legalidade.


No fim, a pergunta não é apenas sobre quem assusta mais.


É sobre o que estamos dispostos a enxergar… e, principalmente, o que escolhemos ignorar.

Quem já fez poesias sabe; elas voam.

OH NOITE




A NOITE veio
e eu achei tão bela.
Veio para acalentar.
Veio com a LUA
brilhar para os amores incompreendidos
e em silêncio, traz o gosto do VENTO.




Placilene Rabelo

A vida não é justa ela nunca prometeu ser.
Ela pesa mais sobre alguns, aperta mais forte outros, e às vezes parece escolher exatamente quem já está cansado.
Mas existe um tipo de homem que a vida não consegue quebrar.
É aquele que sangra… e ainda assim não para.
Que sente a dor, mas não negocia com a desistência.
Que sorri não porque está tudo bem, mas porque decidiu que a dor não vai definir o seu destino.
A vida pode até não ser justa…
mas ela responde com respeito àquele que continua.
Porque no fim, não é sobre quem sofreu menos
é sobre quem, mesmo ferido, teve coragem de continuar avançando quando tudo gritava para parar.

Um dos maiores problemas do Brasil é que a corrupção virou paisagem. Escândalo atrás de escândalo, e o povo assiste, comenta e segue a vida. Em outros tempos, a reação seria outra.

"Família é aquele abrigo que chamamos de porto seguro."

Toda contradição e toda tensão são carne, sangue e músculos que reforçam a paradoxalidade do universo.

Uma letra sozinha é apenas uma letra, mas unida a outras, da forma a uma palavra. Uma palavra sozinha é apenas uma palavra, mais unida a outras forma-se uma frase. Uma frase sozinha é apenas frase. Mas uma frase unida a outras frases forma-se em uma HISTÓRIA.
MORAL: Na vida ninguém constrói uma história sozinho, precisamos de outras pessoas para dar sentido naquilo que somos.

Resposta do ser amado"


Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.


Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.


Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.


Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.


Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.


Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.


Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.


Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.

Primeiro eu acordei, depois de sonhar com você, no eco do sonho que te vestia de luz.
O mundo era silêncio, só o teu nome ecoava,
um sussurro que me atravessava a alma.

Depois, descrevi o sonho, como quem pinta o céu, teu corpo era mapa, teu beijo, bússola.
Tua voz cantava uma melodia que me embalava, e eu, perdida em teus abraços, esquecia o tempo.

Voltei a dormir, mas o teu cheiro persistia,
como um fantasma de ternura, suave e quente.
Ao despertar, a saudade já habitava meu peito,
um vazio que só tu poderias preencher.

Passei a manhã suspirando seu nome, vendo teu rosto em cada canto, tua boca, um doce enigma que me consome.
Teu olhar, um farol que me guia na escuridão,
teu calor, um fogo que me aquece por dentro.

Lembrei de tua respiração, ritmo de vida e paixão, da expressão que te invade quando me entrego a você.
Cada suspiro teu era um verso, cada gesto, poesia, e eu, apenas uma refém do teu infinito.

Agora passo as horas querendo saber de você onde estás, como estás, se ainda me lembras.
A saudade é um rio que corre dentro de mim,
e eu, à margem, espero que tu voltes a sorrir para mim.

Meu querido diário,

Hoje, mais um dia perdido em um mês qualquer, acordei com o ouvido desafinado e o rosto pesado demais para inventar qualquer texto motivacional, inflado de alegrias forçadas. Não tenho vontade de encher linhas de metáforas só para que entendam um cheiro, uma cor ou a tristeza de alguém que tenta disfarçar.

Estou exausta dessa estrada que eu mesma construí, dessa obrigação de dar sentido ao cotidiano. Cansada das declarações vazias nas redes sociais, onde o amor não é vivido, apenas encenado para virar assunto.

Estou tão sem forças que quase recorro a uma frase de Vinícius de Moraes só para dar um ar de profundidade. Mas também estou cansada da ideia de que um texto possa ser confundido com uma dose de álcool, que seja visto como revelação, que cada palavra precise soar como epifania, quando na verdade, as mágoas já aprenderam a nadar sozinhas.

Cansada de agradar a todos em troca de algo que nem sei nomear e que, de qualquer forma, não paga sequer o meu desodorante.

Meu celular parece feito de criptonita, minha capa vermelha anda desbotada, e já não tenho forças para sobrevoar o céu cor-de-rosa em busca de alguém para salvar.

Apesar do cansaço e da descrença nas pessoas, sigo preferindo a companhia dos animais, pois acredito no amor puro que eles oferecem. Mas também acredito em Vinícius, Clarice, Machado, Jorge Amado, Florbela, Shakespeare... talvez porque a literatura seja o último abrigo que resta quando o mundo insiste em me esgotar. Talvez seja apenas uma maneira mais bela e possível de viajar, exercitar a imaginação e alimentar meus sonhos.

16/08/2016

Às vezes me pergunto: o que poderia fazer para lhe dizer, sem precisar pronunciar palavras, sem quebrar o silêncio nem alterar a beleza do tempo nublado de seus pensamentos?
Gostaria de encontrar um gesto,
uma ação simples, uma atitude delicada
que mostrasse que estou ali, ao seu lado.
Muitas vezes quis que ele pudesse ler meus pensamentos,
ver através da luz dos meus olhos
e saber tudo o que sinto,
que compreendo a solidão que grita dentro do seu silêncio.
Talvez, assim, sentisse menos peso no peito.


Eu também me perco em pensamentos,
em buscas, em tentativas de resolver as equações da vida.
Sinto-me só quase o tempo todo,
mesmo cercada de vozes que falam
mas não escutam de verdade.
E isso dói.


Só queria dizer, sem promessas:
eu estou aqui.


Estou aqui quando o espelho te mostra um estranho.
Estou aqui quando o passado pesa mais do que deveria.
Estou aqui quando o barulho do mundo tenta calar tua essência.
E estou aqui mesmo quando quer apenas silêncio...
Consigo ser presença sem invadir,
distância sem me ausentar.
Só quero que saiba: eu estou aqui.


Não sou resposta, nem cura.
Quero apenas ser presença, abrigo, carinho.


Sou simples, mas as vezes confusa, até um pouco estranha,
neste tempo que exige tanto.
Muitas vezes me reconheço nas personagens camponesas dos romances de Jane Austen,
como se minha alma tivesse ficado ancorada em outra época.


E se o preço do brilho for a solidão,
então quero ser a luz
pequena, suave, constante
que te lembre sempre:
você não está sozinho.


Às vezes me calo na tua presença,
não por silêncio, mas para não invadir,
para não pesar no ar que respiras,
para que teu mundo permaneça leve, suave, teu.


Sou a mesma de 2016,
a de 2025,
e aquela de outras épocas que me encontram em sonhos,
em flashes de lembranças que dançam como vento nas folhas.


Ofereço carinho onde cabe,
como luz que se derrama sem pressa,
como brisa que toca sem dominar,
como abraço que acolhe sem prender.


Sou amor, entrega e lealdade,
sigo inteira, atravessando o tempo, atravessando nós,
presente em cada silêncio,
presente em cada gesto que fala sem palavras.

O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.


O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.


Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.


O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.


Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.


Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.

E eu seria o vento que te envolve,
a sombra que te segue descalça,
o nome que te escapa dos lábios,
quando a noite se faz mais densa.


E eu sou o rio que não se cansa,
a margem que te espera quieta,
o segredo que guardas no peito,
mas que nunca confessas.


E eu seria o aroma da terra,
após a chuva que te refresca,
o brilho que se perde no espelho,
quando te olhas e não te enxergas.


E eu não sou a luz nem a escuridão,
só o crepúsculo que te confunde,
"Você sente o que eu não digo?"
Mesmo quando te calas.


E eu seria o eco da tua voz,
a falta que não se explica,
o abraço que nunca se desfaz,
mesmo quando te afastas.


E eu não sou o sonho nem o despertar,
só o instante que te suspende:
"Você lembra do que fomos?"
Mesmo quando não respondes.

Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.


Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.


Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.


Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.


Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.

O silêncio é um lenço úmido no rosto,
um peso que escorre pela garganta,
como o inverno que se recusa a ir embora,
deixando os ossos doloridos.


A espera vira um copo vazio na mesa,
o barulho do nada ecoa nas paredes,
e os dedos, inquietos, desenham círculos
sobre a pele que já não lembra o teu toque.


O telefone dorme como um animal doente,
sem latidos, sem pulsação, sem calor,
e o coração aprende a bater devagar,
como quem conta os segundos de um adeus.


As horas se arrastam como remédio amargo,
cada minuto um grão de areia nos olhos,
e o peito guarda o frio das manhãs sem sol,
onde até a luz parece desbotada.


Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem,
que a ausência é um espinho na língua,
e que o amor, quando não responde,
vira uma cicatriz que nunca sara?


Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda
essa dor que se aninha como gripe antiga,
e o silêncio deixe de ser uma casa vazia
onde só os ecos sabem o seu nome.

Me perguntaram se ainda dói.


Não respondi na hora. Fiquei ali, por um instante, sentindo a pergunta atravessar um lugar que não tem nome. Meus olhos se encheram, como sempre acontece quando algo toca fundo demais.
Respirei. Não para me acalmar, mas para não desmoronar. E então, com uma sinceridade que pesa, eu disse: dói.
Acho que estou aprendendo a conviver com isso, embora conviver não seja exatamente a palavra. É mais como carregar. Às vezes mais leve, às vezes insuportável.
Quando a dor vem, eu paro. Fecho os olhos. Falo comigo em silêncio, como quem tenta se segurar por dentro. Digo que vai passar, digo que amanhã será diferente.
Eu digo, mesmo sabendo.
Porque há algo de cruel nisso tudo que não se resolve. Não passa. Apenas muda de lugar, de intensidade, de forma.
E ainda assim, eu continuo.
Sobrevivo a mais um dia.

Passaria a eternidade na dança das nossas palavras, meu amor.
Tua poesia é sopro, um verso solto no vento,
um ritmo que meu peito aprendeu de cor.
Nossos silêncios são estrofes inteiras,
escritas na pele, em tinta de calor.


Os dedos traçam mapas de desejo,
cada toque, um nome novo pra paixão.
O tempo desfia-se em nosso abraço,
e o relógio vira pó, só resta o chão.


Dançamos em línguas desconhecidas,
o corpo inventa gramáticas de luz.
O espaço entre nós é um rio sem margens,
onde bebo teu nome e mergulho após.


A alquimia que acontece quando nossos
corpos se encontram, não tem verbo que explica, transforma o instante em eterno,
o ferro em flor.
Nossas bocas fundem metais raros,
cunhando moedas de grande valor.


Se o mundo acabar, ficará nossa fala,
o eco dos gestos, o sal do suor.
Passaria a eternidade nesse diálogo.
Quero te amar sempre e pra sempre,
e todos os dias.

Como Dizer "Te Amo" Sem Dizer "Te Amo"

Meus olhos buscam os teus no silêncio,
e o mundo se dissolve em respiros.
Te olho, te admiro e nada falo,
mas o ar carrega o peso do que não consigo nomear.

Teu nome é um rio em minha boca,
corre sem pressa, invade meus versos.
Minhas mãos tremem ao tecer lembranças,
e a tela se molha de tanto sentimento.

O vento traz teu cheiro,
me enlaça, me faz pequena e inteira.
Se fecho os olhos, sinto teu abraço
forte como raiz, quente como o sol.

A lua sabe, as estrelas contam,
o mar repete em ondas sussurradas.
Até o tempo para quando te vejo,
e o relógio vira pó entre meus dedos.

Se eu pudesse, guardaria cada instante
em caixas de luz, em frascos de lembranças.
Mas como aprisionar o que é infinito?
Como calar o que grita em meu peito?

Então deixo que o silêncio fale,
que o toque traduza o que as palavras negam.
Meu amor é mapa, é porto, é chuva
e você, o único lugar onde me perco