Coleção pessoal de testeteste123
Poetisa dos astros
Com seu nome de musa,
paciência de santa
e os cantos valentes,
poetisa dos astros
e da gentileza com os povos.
Uma flor muito maior
que este mundo,
que com pluma perfumada
cheia de esperança,
latino-americana sempre nos encanta.
Traz sua alegria e sua atenção,
que mantêm animada
e com muita inspiração
a vida para viver com emoção.
Até os Monstros precisam ser protegidos da Monstruosa sede de justiça
de parte do povo.
Há uma perversidade silenciosa que se instala quando a justiça deixa de ser um princípio e passa a ser um espetáculo.
Nesse instante, já não importa a gravidade do crime, a complexidade dos fatos ou os limites civilizatórios que deveriam nos conter.
O que passa a seduzir muita gente é o prazer de assistir à queda, ao sofrimento, à humilhação daquele que foi eleito como a encarnação do mal.
E é justamente aí que mora um dos principais perigos: quando a repulsa ao monstruoso nos autoriza a flertar com a própria monstruosidade.
Proteger até mesmo os monstros não é um gesto de ingenuidade, cumplicidade ou fraqueza moral.
É, antes de tudo, uma declaração de compromisso com aquilo que nos separa do abismo.
Porque uma sociedade que só respeita direitos quando simpatiza com quem os possui não acredita, de fato, em direito algum — acredita apenas em preferência, vingança e conveniência.
Hoje, o alvo pode parecer merecedor de todo suplício; amanhã, bastará mudar o humor das massas, a narrativa dominante ou o interesse dos que manipulam a indignação coletiva.
A sede de justiça, quando se desfigura em desejo de punição exemplar a qualquer custo, costuma se apresentar com vestes nobres.
Fala em defesa da moral, em proteção dos inocentes, em resposta à dor social.
Mas nem sempre quer justiça: muitas vezes quer catarse.
Quer sangue simbólico e/ou literal.
Quer a delícia primitiva de ver alguém reduzido à condição de coisa descartável.
E quando isso acontece, pouco importa se o condenado é culpado ou inocente, porque o que satisfaz não é a verdade, mas a sensação de poder exercida sobre um corpo odiado.
É fácil defender garantias, dignidade e direitos quando se trata de alguém com rosto humano aos nossos olhos.
O teste real da civilização, porém, começa quando o acusado desperta em nós asco, medo ou fúria.
É nesse ponto que se decide se a justiça será um freio contra a barbárie ou apenas sua versão institucionalmente aplaudida.
Porque, se até os Monstros não forem protegidos contra os excessos do ódio coletivo, então não restará proteção confiável para ninguém.
Toda vez que o povo se apaixona pela crueldade em nome do bem, uma rachadura se abre na ideia de humanidade.
A punição deixa de cumprir sua função ética e jurídica para servir ao apetite emocional de uma multidão ferida, manipulada ou ressentida.
E multidões, quando intoxicadas por certezas morais absolutas, percebem raramente o quanto podem se tornar semelhantes àquilo que dizem combater.
O monstro de fora se torna álibi para alimentar o monstro de dentro.
Talvez uma das verdades mais duras de aceitar seja esta: o valor da justiça não se mede apenas pela firmeza com que pune, mas pelo limite que impõe a si mesma ao punir.
Uma justiça sem freio, sem forma, sem critério e sem humanidade deixa de ser justiça — vira revanche com linguagem jurídica, linchamento com aplauso cívico e selvageria fantasiada de virtude.
Por isso, até os monstros precisam ser protegidos.
Não por merecimento afetivo, mas por necessidade moral de quem julga.
Nem para aliviar seus horrores, mas para impedir que o horror deles contamine, normalize e conduza o nosso.
No fim, a maneira como tratamos aqueles que mais odiamos revela, com uma sinceridade brutal, o que realmente somos quando nada nem ninguém mais nos obriga a parecer justos.
ALMA ERRANTE.
"Vaga m’alma impura, mesclada na escuridão,
mostra as mãos em desventura e os cravos da solidão,
há seus afligidos pois pelo amor fora banida...
se arrasta feito o “judeu errante” na terra da podridão.
Privada que fora de sua alegria, olhos cegos de um guia,
que veem os próprios da interrogação?
Liberta-me, liberta-me, clama a pobre alma...
enquanto a nulidade bate à porta d’alma,
vagueia a esmo sem destino...
transportando a nostalgia em pranto fino,
matando sem querer, flora e fauna...
e uni o teu lamento aos trovões, supremo brado!
Liberta-me liberta-me. Pelo ao menos de teu,
que é o meu sumo!
Sofre sombra com o teu martírio!
Com isso, socre-me com água plena...
Quando escuta-se a melodia por longínqua caverna,
eco de anjos,
voz do meu Deus sim e flores nos ventos,
de sua voz."
"Do Livro ‘Sol da Minha Dor’
Marcelo Caetano Monteiro"
Calma, o que você precisa fazer é colocar os dois pés no chão para poder colocar a cabeça nas estrelas... e ver a verdade como ela é, sem ilusão e sem fantasia.... esse momento é uns dos momentos mais duros da nossa vida, porque agente aprende a viver sozinho, sem sonhos e sem retrocessos...
Desse ponto em diante você tomou a grande lição: ninguém nunca te enganou, você que se deixou enganar....
Diálogo comigo.
Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.
Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.
Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.
JANELA DO TEMPO
(A brevidade dos ciclos)
Olho para trás e tenho certeza de que tudo passa; nada é para sempre. O dia pode ter sol, chuva ou ser nublado; são apenas dias que nascem e morrem, em constante metamorfose — ora casulos, ora borboletas. Simplesmente observo, calada, na janela do tempo.
Lu Lena / 2026
Calma, as vezes o recuo do mar não mostra coisas bonitas, mas, esse recuo é temporário e necessário....
para uma boa limpeza
A BELEZA CONGELADA NO TEMPO.
A figura de Marilyn Monroe permanece como um dos paradoxos mais intensos da estética moderna. A sua imagem não apenas atravessou décadas, mas parece ter sido suspensa num instante definitivo da história cultural. Há rostos que envelhecem com o passar dos anos e há rostos que o imaginário coletivo transforma em símbolos permanentes. No caso dela, ocorreu algo singular. A juventude foi preservada pela memória do mundo como se o tempo tivesse sido detido.
Nascida em 01.06.1926, na cidade de Los Angeles, Norma Jeane Mortenson transformou se gradualmente numa construção estética que ultrapassou a própria pessoa. O cinema de meados do século XX produziu diversas estrelas. Contudo, poucas alcançaram a dimensão mitológica que se formou em torno de Marilyn Monroe. Sua imagem passou a representar simultaneamente inocência, sedução e uma espécie de fragilidade humana que tocava profundamente o público.
A morte em 05.08.1962, também em Los Angeles, interrompeu sua trajetória no auge da notoriedade. Esse fato histórico contribuiu decisivamente para aquilo que alguns pensadores da cultura descrevem como “congelamento simbólico da beleza”. Quando uma figura pública desaparece jovem, a memória coletiva não testemunha as transformações naturais da idade. Assim, o rosto permanece eternamente associado ao vigor da juventude.
O cinema preservou essa imagem. Filmes como Gentlemen Prefer Blondes e The Seven Year Itch consolidaram uma iconografia que se repetiu incontáveis vezes na história da fotografia, da publicidade e da arte visual. A famosa cena do vestido branco erguido pelo vento tornou se um dos quadros mais reconhecíveis do século XX. Ali se cristalizou um arquétipo de feminilidade que atravessou gerações.
Contudo, por trás do símbolo havia uma realidade psicológica complexa. Muitos estudos biográficos indicam que a atriz enfrentava profundas inquietações emocionais, solidão e instabilidade afetiva. Esse contraste entre a imagem radiante e a interioridade vulnerável produziu uma aura quase trágica em torno de sua figura. A beleza, nesse sentido, deixou de ser apenas estética. Tornou se também um espelho da condição humana.
Por isso a expressão “beleza eterna congelada” não se refere apenas ao rosto ou à fotografia. Refere se ao instante histórico em que uma pessoa real foi transformada em mito cultural. A imagem não envelhece porque pertence agora à memória simbólica da humanidade.
Assim, enquanto o tempo continua a avançar sobre o mundo e sobre todos os rostos humanos, a figura de Marilyn Monroe permanece suspensa numa aurora perpétua da juventude, lembrando silenciosamente que certos instantes da beleza são tão intensos que o próprio tempo parece hesitar diante deles.
Não é na roda de amigos, nem no convívio familiar, nem na presença de pessoas que se descobre como você realmente está; quem você realmente é é na companhia solitária de si mesmo.
"A solidão não é apenas ausência de algo ou alguém. Pode ser um refúgio para o seu autoconhecimento e criatividade. Transformar teus momentos a sós te fortalece a resiliência e melhora sua autoestima. Aproveite o silêncio para ouvir a si mesmo, recarregar energias e encontrar inspiração de equilíbrio força e coragem. Que esta solitude te encaraja a liberdade ao seu santuário pessoal, não como punição, mais como sabedoria para vossa alma."
—By Coelhinha
Não costumo cobrar que os outros façam o que eu quero; procuro fazer para os outros aquilo que eu quero.
Conheci um pastor tão persuasivo que conseguiu converter até o diabo, que passou a dizimar na sua igreja. Mas, quando tentou converter um ateu, falhou miseravelmente.
O Tempo não é testemunha de nada; ele nem apaga e nem mantém sua breve vida no limiar da morte inevitável.
